Maioria de prefeitos eleitos tem patrimônio superior ao PIB do município

Maioria de prefeitos eleitos tem patrimônio superior ao PIB do município

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O prefeito de São José do Xingu tem um patrimônio 369 vezes superior ao PIB do município que assumirá em 2017. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) revelou que eles declararam patrimônio dez vezes maior

AGÊNCIA BRASIL

Muitos municípios brasileiros elegeram, no pleito deste ano, prefeitos com renda declarada muito maior que seus próprios produtos internos brutos (PIBs). O PIB de um município é formado pela soma de suas riquezas, e mais da metade (51,8%) dos prefeitos eleitos em 2016 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônios correspondentes a mais que o dobro das riquezas das cidades que governarão.

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) revelou que 15,2% (782) deles declararam patrimônio dez vezes maior que o PIB do município pelo qual se elegeram. Em 32 municípios – a maior parte nas regiões Centro-Oeste e Nordeste –, os prefeitos eleitos declararam um patrimônio 100 vezes maior que o PIB.

Um dos maiores expoentes dessa estatística está em Mato Grosso. O prefeito de São José do Xingu, Luiz Carlos Castelo, tem um patrimônio 369 vezes o PIB do município que assumirá em 2017. A maior parte do seu patrimônio declarado de R$ 51,7 milhões se refere a cabeças de gado, equipamentos agrícolas e imóveis. O PIB de São José do Xingu é R$ 140 mil.

Imóveis e gado

Já Jonas Muniz, novo prefeito de Cruz, no Ceará, tem patrimônio de R$ 40,3 milhões, segundo última atualização do site do TSE. O município tem PIB de R$ 124,4 mil. O patrimônio de imóveis, veículos, dentre outros, soma um valor 324 vezes superior às riquezas de sua cidade.

Em Santo Expedito, município no estado de São Paulo, o prefeito reeleito, Vandi, declarou patrimônio 252 vezes maior que o PIB da cidade. São R$ 6,9 milhões em imóveis e cabeças de gado, dentre outros, enquanto a cidade gera R$ 27,5 mil.

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PSDB já admite apoiar a reeleição de Maia para a Câmara dos Deputados

PSDB já admite apoiar a reeleição de Maia para a Câmara dos Deputados

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Na avaliação de tucanos, se o presidente da Câmara conseguir aval jurídico para uma nova candidatura, ele larga em vantagem na disputa

Igor Gadelha,O Estado de S.Paulo

O PSDB já admite apoiar a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidência da Câmara em fevereiro, caso o parlamentar consiga viabilizá-la juridicamente. O apoio é defendido por aliados dos três principais caciques tucanos: o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional da legenda; o ministro das Relações Exteriores, José Serra; e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

“Ele tem a legitimidade para concorrer à reeleição, porque me parece que o fundamento jurídico é relevante. A Constituição diz que um presidente eleito para um mandato de dois anos não pode ser reconduzido. Como ele não foi eleito para um mandato de dois anos, ele teria, em tese, esse direito”, diz o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos principais aliados de Aécio na Câmara e um dos tucanos interessados em disputar o comando da Casa.

Para viabilizar a reeleição, Maia articula a apresentação de consulta à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para saber se um presidente eleito para mandato-tampão como ele pode se reeleger. Ele foi eleito em julho, após o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciar ao comando da Casa. Pelo entendimento vigente, um presidente da Câmara só pode disputar reeleição entre um mandato e outro.

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José Adécio e Neide Suely conversam com superintendente da Caixa sobre desvios em convênios da atual gestão de Pedro Avelino

728x90 aplicativo detranJosé Adécio e Neide Suely conversam com superintendente da Caixa sobre desvios em convênios da atual gestão de Pedro Avelino

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O Deputado José Adécio, foi recebido pelo superintendente da CAIXA ECONÔMICA no Rio Grande do Norte, Sr. Carlos Antônio, em companhia da Prefeita eleita em 2016, Neide Suely, e conversam sobre preocupações quanto a denúncias de desvios de recursos públicos, na aplicação dos recursos conveniados geridos pela CAIXA, que foram protocoladas por vereadores do município junto ao Ministério Público Federal.

O Deputado falou de forma forte e eloquente: “Nenhum desses convênios tiveram os prazos cumpridos, as obras estão atrasadas e têm obras que já foram liberados todos os recursos e elas não foi concluída, isso mostra conivência de servidores da CAIXA”.

Na oportunidade, o Sr. Carlos Antônio estarrecido imediatamente remarcou outra conversa com ele e o servidor da carteira responsável pelo acompanhamento dos contratos junto com os engenheiros que acompanham as obras, para avaliarem todas as questões.

Assecom: Rafael Maia

George e Gustavo Soares, não fizeram promessas de emprego a ninguém, diz ex-prefeito José Maria

George e Gustavo Soares, não fizeram promessas de emprego a ninguém, diz ex-prefeito José Maria

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Ex-prefeito Jose Maria cotado para assumir a Secretaria de Administração atacou o atual prefeito violentamente e defendeu seus dois primos

Os adultos que estão desempregados, rapazes e garotas de Assú que votaram no prefeito eleito Gustavo Soares, subam e desçam se pensam que vão conseguir emprego a partir de 2017 na Prefeitura do Assú. A revelação foi feita ontem no programa Panorama do Vale da Princesa pelo ex-prefeito José Maria de Macedo Medeiros que afirmou textualmente durante a entrevista:  o deputado George Soares e o prefeito Gustavo Soares, não fizeram promessa de emprego a ninguém.

Depois de acusar o prefeito Ivan Júnior de utilizar a máquina administrativa a favor do candidato Patrício Júnior, o presidente do diretório do PP, José Maria, negou que seus primos George e principalmente Gustavo Soares, tenha feito promessa de emprego a população e destacou que os dois prometeram cuidar da educação e da saúde do povo assuense, assim como também dos serviços da prefeitura e do homem do campo.

Para José Maria, o prefeito eleito  Gustavo Soares não fez promessa de  emprego a ninguém no seu programa eleitoral de rádio ou no palanque nas ruas e praça da cidade. Segundo José Maria, quem fez promessa de emprego foi o prefeito Ivan Júnior, mas Gustavo Soares assumiu compromisso com o povo de trabalhar por Assú registrado em cartório.

Escute abaixo trecho da entrevista:

Governadores recorrem ao STF para ganhar recurso da repatriação

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Governador do Piauí entra no STF contra a União. Receita Federal arrecadou R$ 50,9 bilhões com a regularização de ativos no exterior e parte dos recursos deve ser distribuída aos estados e municípios

POR LEONEL ROCHA – Congresso Em Foco

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu pelo menos 18 ações de governadores que exigem da União um percentual do imposto e da multa cobrados pela Receita Federal para regularizar os ativos de investidores brasileiros escondidos no exterior e regularizados até outubro pela Lei da Repatriação. Até o dia 31 de outubro, prazo final da lei, o Tesouro tinha arrecadado R$ 50,9 bilhões para regularizar quase R$ 170 bilhões.

A decisão dos governadores de recorrer à Justiça foi tomada para obrigar o governo federal a fazer a divisão imediata dos recursos utilizando os mesmos critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O dinheiro escondido por brasileiros no exterior equivale a todo o déficit da União para este ano.

As ações foram encabeçadas pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e argumentam que a repartição dos recursos está garantida pelo artigo 160 da Constituição que veda a retenção ou qualquer restrição a recursos atribuídos a Estados, o DF e os municípios. Além disso, as ações também citam o Código Tributário. As ações fazem parte de mais um movimento político dos governadores que pretendem um socorro de R$ 8 bilhões para socorro financeiro.

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Ex-deputados gastaram R$ 25 milhões na ‘Farra das Passagens’, aponta Procuradoria

Ex-deputados gastaram R$ 25 milhões na ‘Farra das Passagens’, aponta Procuradoria

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443 ex-parlamentares são acusados por peculato; investigações apuraram os gastos com viagens no período de janeiro de 2007 a fevereiro de 2009

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo – O Estado de São Paulo

Relatório da Procuradoria Regional da República da 1.ª Região aponta que 443 ex-deputados gastaram R$ 25 milhões na ‘Farra das Passagens’. No total, estão incluídos valores desembolsados com as tarifas dos bilhetes e com a taxa de embarque.

Em 2009, a revelação de que deputados e senadores usavam recursos do Congresso para pagar passagens para amigos e familiares viajarem no Brasil e no exterior ficou conhecida como ‘Farra das Passagens’. Na época, o presidente da Câmara era Michel Temer (PMDB), hoje presidente da República.

Na lista de ex-parlamentares denunciados, estão o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Temer, Moreira Franco, o prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo/Governo Temer) e os ex-deputados Antonio Palocci (PT) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – ambos presos na Operação Lava Jato.

A planilha da ‘Farra das Passagens’, feita pela Procuradoria, é dividida em cinco colunas com nome, quantidade de passagens, tarifas, taxa de embarque e o número da denúncia criminal contra cada um.

Segundo a Procuradoria, Henrique Eduardo Alves usou 306 passagens, ao custo de R$ 206.929,64, de tarifas, e R$ 1.926,74 de taxa de embarque (R$ 208.856,38, no total).

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O esconderijo da propina de Henrique Alves, segundo a revista ISTOÉ

O esconderijo da propina de Henrique Alves, segundo a revista ISTOÉ

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Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o ex-ministro do PMDB tentou esconder nos Emirados Árabes e no Uruguai cerca de R$ 3 milhões em recursos ilegais recebidos de empreiteira do Petrolão, mesmo depois de ter sido flagrado pela Lava Jato

Nos corredores do QG da Lava Jato, em Curitiba, um dos investigados é conhecido pela alcunha de “Sheik”. Trata-se do peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN), ex-ministro, ex-presidente da Câmara (2013-2014) e um dos principais interlocutores do presidente Michel Temer. Dono de 11 mandatos consecutivos como deputado federal, e reconhecido como hábil articulador, Henrique Alves já foi um dos políticos mais poderosos do País. Em junho de 2013 chegou a ocupar a Presidência da República, na ausência de Dilma Rousseff e Temer.

Com certeza teria lugar de destaque no governo não fossem as descobertas feitas pela Lava Jato, que em junho passado encontrou sua conta não declarada na Suíça. A existência da conta confirmou delação premiada feita por diretores da Carioca Engenharia, que apontam Alves como destinatário de propinas do Petrolão. A denúncia fez com que o peemedebista perdesse o cargo de ministro do Turismo. Agora, documentos obtidos por ISTOÉ não só confirmam a existência da conta na Suíça, como mostram a milionária movimentação feita por Alves no exterior e revelam a trama urdida pelo ex-ministro para tentar esconder o dinheiro mesmo depois de estar na alça de mira da Lava Jato, o que, segundo procuradores, pode caracterizar crime de obstrução de Justiça.

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Os documentos encaminhados ao Brasil pelo Ministério Público Suíço explicam por que os agentes o tratam como “Sheik”. Reúnem extratos bancários e cartões de assinatura de contas. Eles mostram que, em março do ano passado, quando o procurador geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF os primeiros pedidos de investigações contra políticos, Henrique Alves esvaziou sua conta no banco Merrill Lynch e transferiu os recursos para bancos nos Emirados Árabes e no Uruguai. Na ocasião, Henriquinho, como é chamado pelos mais íntimos, foi um dos citados em delações premiadas, mas não virou alvo porque Janot entendeu que os indícios não eram suficientes para investigá-lo. Em abril, logo depois de escapar da “lista de Janot”, Henrique Alves foi nomeado ministro do Turismo pela então presidente Dilma. Deixou o cargo só em junho deste ano, já na gestão de Michel Temer, depois de a Lava Jato se deparar com a conta secreta na Suíça.

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Prefeito de Pedra Preta, aumenta próprio salário para R$ 15 mil

Prefeito de Pedra Preta, aumenta próprio salário para R$ 15 mil

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Reajuste foi publicado nesta quinta (3), fora do prazo legal que é 3 de julho. Vencimentos da vice-prefeita, vereadores e secretários também aumentou

Fernanda Zauli e Renato Vasconcelos – Do G1 RN

O prefeito reeleito de Pedra Preta, município a 150 quilômetros de Natal, aumentou o próprio salário para a próxima legislatura – de janeiro de 2017 a dezembro de 2020 – para R$ 15 mil. O prefeito Luiz Antonio Bandeira de Souza tambem aumento o salário da vice, dos vereadores e secretários.

O reajuste foi publicado no Diário Oficial da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) desta quinta-feira (3) e é datado de 31 de outubro. A publicação, no entanto, foi feita fora do prazo legal estabelecido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) .

De acordo com o TCE, o prazo legal para aumentar o subsídio em anos eleitorais é 3 de julho no caso de prefeitos, vice-prefeitos e secretários. Em relação aos vereadores, o prazo legal é 3 de agosto do ano da eleição. O Tribunal de Contas do Estado abriu um procedimento para apurar o reajuste em Pedra Preta.

Além de reajustar o próprio salário, a lei sancionada pelo prefeito reajusta também os salários dos vereadores, secretários municipais e do vice-prefeito. Na próxima legislatura, o vice-prefeito receberá R$ 7,5 mil, o presidente da câmara receberá 6,5 mil, os vereadores R$ 5.064,45 e os secretários ganharão R$ 3,5 mil.

Pedra Preta fica na região central do Rio Grande do Norte e tem pocuo mais de 2.850 habitantes, segundo o IBGE. A cidade é umas das 153 do Estado que estão em situação de emergência por causa da seca.

O G1 ligou para a Prefeitura e para a Câmara de Vereadores do município para saber quanto é o salário do prefeito e dos vereadores na atual legislatura, mas ninguém atendeu às ligações. A cidade não tem portal da transparência.