Ex-prefeito de Assú Ronaldo Soares transfere bens para evitar devolver dinheiro aos cofres públicos

Ex-prefeito de Assú Ronaldo Soares transfere bens para evitar devolver dinheiro aos cofres públicos

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O prefeito eleito de Assú Gustavo Soares e o seu irmão deputado estadual George Soares foram beneficiados com a manobra da partilha

O ex-prefeito de Assú Ronaldo Soares é muito mais esperto do que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral que está preso em Bangu e terá de devolver aproximadamente R$ 4 bilhões. A Justiça de Assú está cobrando do ex-prefeito, ex-deputado e secretário de Agricultura, uma dívida de mais de R$ 7 milhões por falcatruas e roubalheiras praticadas quando ele era o gestor do município, mas ele não deverá devolver um centavo aos cofres públicos.

O astuto e velho Jacaré que ganha mais de R$ 7 mil como aposentado da Emater, tem fugido de Oficiais de Justiça da Comarca de Assú e Ipanguaçu, evitando assim de receber a notificação de penhora de bens do processo de execução fiscal. Para fugir de qualquer pagamento de devolução, Ronaldo já transferiu as terras da fazenda Santa Úrsula em Ipanguaçu para seus filhos: o prefeito eleito Gustavo Soares e o deputado estadual, George Soares, ambos do PR.

Com essa manobra e outras praticadas para se desfazer de bens para terceiros, Ronaldo Soares mora numa casa do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca – DNOCS, na comunidade rural de Pataxó, município de Ipanguaçu, como assistente técnico da Emater aposentado com salário de quase R$ 8 mil e pagando um valor simbólico pela ocupação da propriedade residencial da União.

Geddel admite tratar questão pessoal com Calero, mas nega pressão

Geddel admite tratar questão pessoal com Calero, mas nega pressão

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Ex-ministro Marcelo Calero afirmou em entrevista à Folha de São Paulo que teria sido pressionado por Geddel para liberar obra em Salvador

Acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de tê-lo pressionado a mudar relatórios do Iphan para liberar uma obra onde tem apartamento na Bahia, o ministro de Governo, Geddel Vieira Lima, rebateu a guerra de versões sobre a saída do colega alegando ter aparecido “uma verdade dentre muitas inverdades”.

Geddel confirmou ao jornal Estado de São Paulo ter tratado do tema Escolhido para suceder Marcelo Calero no Ministério da Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirmou neste sábado que vai respeitar a decisão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão subordinado à Pasta, sobre a construção de um projeto imobiliário em Salvador (BA) em que o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) comprou um apartamento.

Reportagem do Jornal Folha de S. Paulo, edição deste sábado, mostra que Calero disse que um dos principais motivos que o levou a pedir demissão do cargo foi pressão feita por Geddel para que o Iphan aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira. De acordo com o jornal, o empreendimento tem cerca de 100 metros de altura e está previsto para ser construído nos arredores de uma área tombada da capital baiana, base eleitoral do ministro da Secretaria de Governo.

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Garotinho ofereceu até R$ 5 milhões para evitar prisão, denuncia juiz

Garotinho ofereceu R$ 5 milhões em suborno para tentar evitar prisão, diz procuradoria

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Garotinho ofereceu suborno para tentar evitar prisão, diz procuradoria

NICOLA PAMPLONA –  Folha de São Paulo 

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio (PRE/RJ) requereu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar denúncias sobre tentativa de suborno de um juiz pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho e seu filho Wladimir Matheus.

Garotinho foi preso na última quarta (16) por suspeita de compra de votos em Campos dos Goytacazes.

Na madrugada deste sábado (19), ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para o Hospital Quinta D’Or para exames médicos, por determinação da juíza Luciana Lóssio, do TSE.

O pedido de investigação da PRE/RJ baseia-se em acusações feitas pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos, Glaucenir Silva de Oliveira, que autorizou a prisão preventiva do ex-governador.

O juiz disse à procuradoria que Garotinho e seu filho ofereceram “quantias milionárias” a conhecidos seus em tentativa de interferir em suas decisões e evitar a prisão.

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Novo ministro da Cultura diz que vai respeitar decisão sobre obra embargada

Novo ministro da Cultura diz que vai respeitar decisão sobre obra embargada

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Marcelo Calero disse que um dos motivos que o levou a pedir demissão do MinC foi a pressão feita por Geddel Vieira Lima para que o Iphan aprovasse um projeto imobiliário

Igor Gadelha e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

Escolhido para suceder Marcelo Calero no Ministério da Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirmou neste sábado ao Broadcast Político, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, que vai respeitar a decisão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão subordinado à Pasta, sobre a construção de um projeto imobiliário em Salvador (BA) em que o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, teria comprado um apartamento.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Calero disse que um dos principais motivos que o levaram a pedir demissão do cargo foi pressão feita por Geddel para que o Iphan aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira. O empreendimento, com cerca de 100 metros de altura, está previsto para ser construído nos arredores de uma área tombada da capital baiana, base eleitoral do ministro da Secretaria de Governo.

Dois dias antes de Calero pedir demissão a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, determinou o embargo das obras do condomínio La Vue, na Ladeira da Barra, em Salvador.

O despacho de Kátia Bógea leva em conta parecer técnico da Câmara de Análise de Recursos do Iphan, que, segundo ela, é “contundente” ao afirmar que é “grande e prejudicial o possível impacto da construção do empreendimento sobre bens tombados em seu entorno”.

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Fora do governo, Calero acusa Geddel de pressioná-lo para liberar obra

Ex-ministro diz que se demitiu porque Geddel o pressionou para liberar obra

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O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que pediu demissão do governo Temer

NATUZA NERY e PAULO GAMA – Folha de São Paulo

De saída do governo, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, acusa o ministro Geddel Vieira Lima (Governo) de tê-lo pressionado a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais.

Calero diz, em entrevista à Folha, que o articulador político do governo Temer o procurou pelo menos cinco vezes —por telefone e pessoalmente— para que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão subordinado à Cultura, aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, nos arredores de uma área tombada em Salvador, base de Geddel.

Nas palavras do agora ex-ministro, Geddel disse em pelo menos duas dessas conversas possuir um apartamento no empreendimento que dependia de autorização federal para sair do papel.

“Entendi que tinha contrariado de maneira muito contundente um interesse máximo de um dos homens fortes do governo”, afirmou.

No lugar de Calero, assume o deputado Roberto Freire (PPS-SP).

Folha – O governo deu várias versões para sua saída, entre elas a de que o sr. ficou sem clima por organizar um evento de R$ 500 mil e que brigou com Geddel Vieira Lima.

Marcelo Calero – Sobre o Geddel, confere.

O que aconteceu?

Quando eu cheguei no governo, a presidente do Iphan, Jurema Machado, me alertou que existia um empreendimento na Bahia que despertava interesses imobiliários. E me recomendou especial atenção a mobilizações políticas que pudessem ocorrer.

A partir disso, eu de fato recebi ligação do ministro Geddel dizendo que aquele empreendimento empregava muitas pessoas e que o Iphan da Bahia havia dado uma licença de construção que fora cassada pelo Iphan nacional. Ele disse que essa decisão era absurda porque não levou em conta pareceres técnicos do Iphan da Bahia e não havia dado oportunidade ao empreendedor de ampla defesa.

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‘Receber salário indevido também é corrupção’, diz senadora Kátia Abreu

‘Receber salário indevido também é corrupção’, diz Kátia Abreu

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Relatora da comissão criada para vasculhar contracheques que ultrapassem o teto legal, senadora diz que não quer ‘fulanizar’ discussão, mas mira em ‘efeito cascata’ do Judiciário

Isabela Bonfim e Erich Decat, O Estado de S. Paulo

À frente da relatoria da comissão que fará um pente-fino nos chamados supersalários nos Três Poderes, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) sustenta que é preciso enfrentar o corporativismo das entidades representativas do Judiciário, que alegam ser alvo de retaliação. “Receber o salário indevido também é corrupção”, afirmou a senadora em entrevista ao Estado.

Ela disse que não pretende “fulanizar” o tema para que não ocorra uma “guerra entre os poderes”, mas defendeu o desmanche de permissões feitas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que garantem o pagamento de aumentos salariais em cascata a magistrados toda vez que há reajuste dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na avaliação da senadora, os benefícios como auxílio-moradia e auxílio-creche deveriam estar dentro do teto, atualmente em R$ 33.763 por mês. Ela, porém, considera “totalmente diferente” a cota parlamentar com a qual deputados e senadores custeiam suas moradias.

Amiga da presidente cassada Dilma Rousseff, Kátia Abreu afirmou que mantém apenas uma relação institucional com o presidente Michel Temer, seu correligionário.

A extinção dos supersalários tem respaldo no Congresso?

Tenho certeza que no Senado vamos aprovar as propostas. Acho que a sociedade não aceita mais. A democracia corporativa não interessa mais a ninguém. Presidentes de entidades dizem que isso é uma perseguição ao Judiciário, que tem atuado no combate à corrupção. Receber o salário indevido também é corrupção. Corrupção não é só fazer superfaturamento, pegar propina de empresa, não é só mensalão ou petrolão, tem várias formas, inclusive receber salário indevido.

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Por verbas, Estados apoiam reforma da Previdência

Rombo na previdência dos Estados supera R$ 75 bilhões

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Governadores já prepararam um plano com 12 medidas para serem incluídas no pacote da reforma. 

Alexa Salomão, O Estado de S.Paulo

Os governadores estão se organizando para apresentar ao governo federal um pacote de socorro à previdência dos Estados. O plano inclui dar apoio a uma ampla reforma previdenciária, que trate não apenas do INSS, mas inclua as previdências do setor público estadual. Mas eles pedem uma contrapartida: que a União aceite comprar ativos dos Estados para que, nos próximos dois a três anos, possam receber cerca de R$ 150 bilhões para tirar as suas previdências do vermelho.

Um grupo de trabalho já redigiu 12 medidas para serem incluídas na reforma previdenciária proposta pelo governo como um capítulo dedicado aos Estados. No plano político, os governadores enfrentariam a oposição de servidores em suas bases e apoiariam a reforma no Congresso, para que fosse aprovada o mais rápido possível.

Entre os Estados que acompanham de perto a elaboração do pacote estão São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Sergipe, Goiás e Rio de Janeiro. Quem coordenou a organização das medidas que vão compor a reforma foi ex-secretário de Fazenda do Rio, Julio Bueno, e um de seus principais defensores é o governador Luiz Fernando Pezão.

As medidas da reforma (ver quadro acima) já foram avaliadas numa reunião de governadores em Brasília e apresentadas, em caráter preliminar, ao economista Marcelo Caetano, secretário de Previdência, numa reunião do Comitê de Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz) que ocorreu no Rio há duas semanas. O pacote volta a ser discutido no novo encontro de governadores na próxima terça-feira, na capital federal. A expectativa é que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participe do encontro – o que é interpretado como um avanço.

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Fórum Permanente entre governo e estudantes deve ser criado na próxima semana

Fórum Permanente entre governo e estudantes deve ser criado na próxima semana

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O governador Robinson Faria recebeu em reunião, no final da tarde desta sexta-feira (18), integrantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e estudantes que vinham ocupando a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura.

O objetivo foi debater pontos da pauta proposta pelos alunos e encerrar as ocupações nas escolas públicas do Rio Grande do Norte. Como encaminhamento principal ficou decidido que na próxima semana a portaria que cria o Fórum Permanente para diálogo entre governo e movimentos estudantis deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

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Além disso, foram discutidos pontos como a Medida Provisória 746 (reformulação do ensino médio), passando pela organização da rede e criando matrizes e referências básicas próprias do estado, com a ressalva à implantação das escolas em tempo integral.

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