Estudo de comissão do Senado aponta para corte de embaixadas

Estudo de comissão do Senado aponta para corte de embaixadas

Levantamento usou dados do Itamaraty e recomenda revisão do número de efetivo diplomático

POR JEFERSON RIBEIRO – O Globo

A visão expansionista da diplomacia brasileira, tônica do governo petista, está em xeque, ainda mais depois que o presidente Michel Temer manteve o Itamaraty sob o comando tucano, nomeando o senador Aloysio Nunes Ferreira para substituir o ex-ministro José Serra. E a mudança de rota já tem um roteiro pronto para ser seguido pelo novo chanceler.

Estudo elaborado pela senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e aprovado em 8 de dezembro de 2016 pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, presidida na ocasião por Aloysio Nunes, indica que a grave crise fiscal do país abre caminho para o Itamaraty fazer uma “revisão da alocação de infraestrutura diplomática ao redor do mundo, privilegiando a localização em países do sul e norte que têm a maior chance de gerar dividendos econômicos e políticos para o Brasil”.

O levantamento, que utilizou dados inéditos da estrutura do Itamaraty no exterior, aponta que a criação de dezenas de representações diplomáticas no governo Lula gerou retorno, comercial ou político, duvidoso. Mostra ainda a dificuldade da diplomacia brasileira para aferir a eficácia desses novos postos.

Ler mais

Papa pede que fiéis carreguem e leiam Bíblia como se fosse celular

Papa pede que fiéis carreguem e leiam Bíblia como se fosse celular

Para Francisco, a leitura do livro sagrado ajuda a resistir às tentações diárias

O papa Francisco pediu neste domingo, 5, que as pessoas carreguem e leiam a Bíblia com tanta dedicação quanto o fazem com seus celulares.

Falando a peregrinos na Praça São Pedro, na Cidade do Vaticano, sob forte chuva, o papa, de 80 anos, perguntou: “O que aconteceria se tratássemos a Bíblia como fazemos com nossos celulares?”

“Se nós voltássemos para recuperá-la quando a esquecêssemos? Se a carregássemos conosco sempre, mesmo em uma pequena versão de bolso?”, questionou. “Se lêssemos as mensagens de Deus na Bíblia como lemos mensagens em nossos celulares?”

Francisco considerou a comparação “paradoxal” e disse que deveria ser uma fonte de reflexão. Para ele, a leitura da Bíblia ajuda as pessoas a resistir às tentações diárias. /REUTERS

Brasil assumiu risco alto ao apoiar negócios da Odebrecht em Cuba

Brasil assumiu risco alto ao apoiar negócios da Odebrecht em Cuba

O líder cubano, Raúl Castro, e o então presidente Lula durante visita ao Porto de Mariel

RAQUEL LANDIM – Folha de São Paulo

Em 23 de fevereiro de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Havana para um encontro com dois velhos amigos. Coube a Raúl Castro receber o presidente brasileiro para jantar, porque, com a saúde debilitada, seu irmão Fidel só poderia vê-lo no dia seguinte.

O clima era de cordialidade, mas eles tinham um assunto difícil para tratar: um novo empréstimo de US$ 230 milhões do BNDES para concluir o porto de Mariel, obra da construtora Odebrecht, que mais tarde se tornaria alvo da Operação Lava Jato.

Em 23 de fevereiro de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Havana para um encontro com dois velhos amigos. Coube a Raúl Castro receber o presidente brasileiro para jantar, porque, com a saúde debilitada, seu irmão Fidel só poderia vê-lo no dia seguinte.

O clima era de cordialidade, mas eles tinham um assunto difícil para tratar: um novo empréstimo de US$ 230 milhões do BNDES para concluir o porto de Mariel, obra da construtora Odebrecht, que mais tarde se tornaria alvo da Operação Lava Jato.

Ler mais

Procuradores temem que discurso de que operação atrapalha a economia dê forças a políticos que querem frear as investigações

Força-tarefa vê nova ofensiva contra a Lava Jato

Procuradores temem que discurso de que operação atrapalha a economia dê forças a políticos para frear as investigações

O discurso de que a Operação Lava Jato atravanca a retomada da economia no País, conjugado com a virtual queda de interesse das pessoas sobre o tema do enfrentamento à corrupção e a articulação crescente de políticos emparedados pelo escândalo para aprovar leis de salvaguarda aos investigados, colocaram os procuradores da força-tarefa, em Curitiba, na defensiva.

“Estão tentando um esvaziamento lento e gradual da operação, mas a Lava Jato tem força própria.”

A opinião do mais antigo dos procuradores da força-tarefa, que investiga a corrupção na Petrobrás, Carlos Fernando dos Santos Lima, é fruto de tensão ímpar que tomou o QG da Lava Jato, no sétimo e oitavo andares do Edifício Patriarca, região central de Curitiba, nesse início de 2017.

Às vésperas de completar 3 anos de investigação, a força-tarefa da Lava Jato está entrincheirada, à espreita do mais pesado bombardeio a enfrentar – fruto da reação de políticos com o avanço dos processos, no Supremo Tribunal Federal (STF), e do “tsunami” que representará a delação premiada da Odebrecht.

Ler mais

Prefeito do Assú valoriza quem é réu em processo de corrupção e outras roubalheiras

Prefeito do Assú valoriza quem é réu em processo de corrupção e outras roubalheiras

Enquanto o presidente Michel Temer garante que vai demitir qualquer ministro que vire réu na Justiça, o prefeito do Assú Gustavo Soares, vulgo ‘Gustavo Paraguassu” caminha na contramão da moralidade no serviço público e valoriza muito quem já foi condenado ou é réu em processo de improbidade administrativa.

Sem a menor vergonha na cara, o prefeito Gustavo chamou mais de meia dúzia de réus para integrar a equipe de governo na estrutura administrativa da Prefeitura do Assú. Ele nomeou uma turma experiente e cheia de processo por corrupção e outras falcatruas. Literalmente, o prefeito botou as raposas para tomar conta do galinheiro.

Congresso ‘trava’ 12 PECs sobre fim do foro privilegiado

Congresso ‘trava’ 12 PECs sobre fim do foro privilegiado

Em meio ao debate em torno da restrição à prerrogativa, parlamentares temem perder benefício e ficar sujeitos a juízes de primeira instância

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

Uma das principais bandeiras dos protestos de rua marcados para o dia 26 deste mês, o fim do foro privilegiado está emperrado no Congresso Nacional. Lideranças da Câmara e do Senado não se mostram dispostas a acelerar a tramitação das Propostas de Emendas à Constituição (PECs) que extinguem o direito a que autoridades sejam julgadas por tribunais.

Mesmo em meio às discussões sobre restrição da prerrogativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e na iminência da divulgação das delações da Odebrecht que devem implicar dezenas de deputados e senadores, os parlamentares temem que, sem foro, possam ficar sujeitos a investigações conduzidas por magistrados de primeira instância, como o juiz Sérgio Moro.

A reação do Congresso a uma eventual mudança na prerrogativa pelo STF foi escancarada na semana passada quando o líder do governo no Congresso e presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), disse que não pode haver uma “suruba selecionada”. A principal justificativa pública de parlamentares ouvidos pelo Estado para não levar adiante a proposta é que, sem qualquer espécie de modulação da prerrogativa, a iniciativa não passará.

Ler mais

Ivan Júnior afirma que deixou quase R$ 7 milhões para o prefeito Gustavo Soares

Ivan Júnior afirma que deixou quase R$ 7 milhões para o prefeito Gustavo Soares

Depois da revelação de que o atual prefeito do Assu Gustavo Soares, vulgo ‘Gustavo Paraguassu’,  não participou de nenhuma reunião de transição do governo, o ex-prefeito Ivan Júnior, munido de farta documentação com dados de extratos de contas bancárias do município que entregou ao repórter Jarbas Rocha, da Rádio Princesa do Vale, afirmou que deixou quase R$ 7 milhões em caixa para o atual prefeito do PR.

No entanto, o atual prefeito Gustavo Soares acusa o seu antecessor de ter deixado ia Prefeitura do Assú com muitas dívidas para justificar o imobilismo do governo municipal que vem inclusive não pagando em dia ao funcionalismo. De acordo com o sistema de informação do Banco do Brasil, o prefeito já recebeu mais de R$ 15 milhões até hoje. Escute áudio abaixo:

Janot inclui ministros e senadores do PMDB e PSDB em lista de inquérito

Janot inclui ministros e senadores do PMDB e PSDB em lista de inquérito

Procurador pedirá ao STF a abertura de inquérito para investigar citados nos relatos de executivos da Odebrecht; delatados negam ter recebido pagamentos ilegais da empresa

LEANDRO COLON – Folha de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá nos próximos dias ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito para investigar pelo menos dois ministros do governo de Michel Temer, além de senadores do PMDB e do PSDB, todos citados nas delações premiadas da Odebrecht.

Janot vai requerer, ainda, o desmembramento para instâncias inferiores de casos envolvendo dezenas de políticos sem foro no Supremo, mas que foram mencionados nos depoimentos.

Entre eles, estão os petistas e ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, além dos ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci, o marqueteiro João Santana, governadores, ex-governadores e ex-parlamentares.

Da equipe de Temer, segundo a Folha apurou, já estão na lista da Procuradoria-Geral da República (PGR) os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Outros ministros podem aparecer. Por exemplo, Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações) –a Procuradoria, por enquanto, estuda esse caso.

Da bancada do PMDB no Congresso, a PGR quer investigar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), o líder do partido e ex-presidente, Renan Calheiros (AL), e os senadores Edison Lobão (MA) e Romero Jucá (RR).

Integram também a lista da procuradoria os tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

Ler mais

Obras de Di Cavalcanti e Portinari às traças nos palácios do Planalto e Alvorada

Obras de Di Cavalcanti e Portinari às traças nos palácios do Planalto e Alvorada

Seis sindicâncias apuram danos no Alvorada e no Planalto; telas de Cândido Portinari avaliadas em R$ 60 mi estão em estado crítico

Uma investigação aberta a pedido da Diretoria de Documentação Histórica da Presidência da República descobriu obras de arte e móveis de época seriamente danificados nos palácios do Planalto e da Alvorada. Além disso, encontrou um depósito com relíquias empilhadas como se fossem entulho. No Alvorada, duas telas de Cândido Portinari – avaliadas em R$ 60 milhões – estão em estado crítico e a tapeçaria Múmias, de Di Cavalcanti, apresenta manchas e descoloração.

O inventário constatou, ainda, o sumiço do vaso de cerâmica pintado por Eliseu Visconti, que pertence à coleção do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. O dossiê ao qual o jornal “O Estado de S. Paulo” teve acesso também indica que um vaso oriental do século XIX apareceu quebrado e aparentemente foi “remendado” com cola, sendo devolvido nesse estado para aquele museu.

Até agora, o governo abriu seis processos de sindicância para apurar os danos ao patrimônio público e se houve negligência na manutenção do acervo de cerca de 13 mil bens móveis, artísticos, históricos e culturais, conforme determinação do Tribunal de Contas da União. As informações são da Agência Estado.

Ler mais

Mega-Sena acumula de novo e prêmio pode ir a R$ 58 milhões

Mega-Sena acumula de novo e prêmio pode ir a R$ 58 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 1.909 da Mega-Sena, realizado neste na noite deste sábado. O prêmio, que era de R$ 38 milhões, acumulou e poderá pagar R$ 58 milhões no concurso 1.910. Os números sorteados foram:

11 – 40 – 43- 45 – 47 – 57.

A quina teve 27 apostas ganhadoras, e casa uma vai levar R$ 122.896,60. Outras 4423 apostas acertaram a quadra e vão ganhar R$ 1.071,73 cada uma.

A última vez que os seis números foram acertados, três jogos dividiram R$ 35,4 milhões, no dia 11 de fevereiro, pelo concurso 1.902.