Paulinho da Força negociou fim de greve por propina

Paulinho da Força negociou fim de greve por propina

Outro inquérito aberto a pedido do ministro do STF Edson Fachin aponta doações anuais de R$ 100 mil da Odebrecht para a realização de eventos da Força Sindical em comemoração ao Dia do Trabalho

Os executivos da Odebrecht Carlos Armando Guedes de Paschoal e Alexandrino de Salles Ramos de Alencar apontam em depoimento à Lava Jato o repasse não contabilizado de R$ 200 mil para o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, por apoio contra greves nas Usinas Hidrelétricas do Rio Madeira em 2012.

Com o pretexto de contribuição para campanha, Paulinho da Força, então deputado pelo PDT, teria recebido propina em espécie através do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, chefiado por Hilberto Mascarenhas. À época, o deputado era conhecido pelo codinome de “Boa Vista”, alcunha que seria substituída mais tarde por “Forte”.

Outro inquérito aberto a pedido do ministro do STF Edson Fachin aponta doações anuais de R$ 100 mil da Odebrecht para a realização de eventos da Força Sindical em comemoração ao Dia do Trabalho. As informações são da Agência Estado.

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Comemorou cedo…ex-deputado ironiza adversários antes de descobrir que está na lista de Fachin

Ex-deputado ironiza adversários antes de descobrir que também está na lista de Fachin

“Pernambuco está bem representado no time a ser investigado”, escreve Paulo Rubem Santiago (PSOL-PE) horas após divulgação de nomes; avisado que também constava, relativizou citação

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

Recém-filiado ao PSOL de Pernambuco, o ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago foi traido, na terça-feira passada, ao ironizar a presença de adversários políticos na lista de alvos de pedidos de inquéritos baseados na delação premiada da Odebrecht. A relação dos inquéritos que envolvem autoridades com foro privilegiado foi publicada com exclusividade pelo Estado às 16 horas daquele dia.

“Ministro Fachin aperta o cerco e toca inquéritos para todos os lados. Novidades: Pernambuco está bem representado no time a ser investigado. Vai do ex-Prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Vado da Farmácia, passa por ex-governador e Senador, atual Deputado Federal Jarbas Vasconcelos, segue pelo Senador Fernando Bezerra Coelho e pelo “Ministro” de Temer, Bruno Araújo. Vamos ver suas respostas. Que tudo seja investigado. Com transparência, sem qualquer tipo de sigilo. E vem mais por ai”, escreveu em sua página no Facebook o ex-deputado, que deixou a Câmara em 2014 após três mandatos.

Horas depois, foi avisado por um seguidor: “Seu nome está na lista Paulo!”

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“Zero chance. Os deputados não vão votar a lista fechada” diz primeiro vice-presidente da Câmara

“Zero chance. Os deputados não vão votar a lista fechada” diz primeiro vice-presidente da Câmara

Se os cardeais querem, os párocos, que são maioria, não querem”, avalia o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG)

A comissão da reforma política volta a se reunir na terça-feira (18) já para discutir o relatório de Vicente Cândido, etapa que antecede a votação no colegiado. Depois, o texto segue para plenário. Se aprovado, tem que ir ainda ao Senado.

Sob o argumento de que as campanhas se tornariam mais baratas, Cândido defende em seu parecer a lista fechada, modelo no qual o eleitor vota em um conjunto de políticos, não em candidatos isolados. Cabe à direção de cada sigla indicar quem assumirá as cadeiras.

Críticos do modelo dizem que ele aumenta as chances de reeleição dos atuais parlamentares, inclusive daqueles enrolados com a Lava Jato. As informações são da Folha de São Paulo.

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Com a chamada ‘lista da morte’ PSDB teme ser ‘dizimado’

Com a chamada ‘lista da morte’ PSDB teme ser ‘dizimado’

Cúpula tucana está na chamada “lista da morte”, nome usado internamente por integrantes da sigla

Um dia após o início da divulgação das delações da Odebrecht, o PSDB reagia de forma descoordenada às acusações sofridas pela sigla. Até por não estar citado no caso, o prefeito paulistano, João Doria, é visto internamente como o grande beneficiário da confusão. Nas palavras de um dirigente, “o partido está sendo dizimado” e seria preciso criar uma estratégia para evitar o mesmo destino do PT.

A delação atingiu em maior ou menor grau toda a cúpula tucana, em especial o presidente da sigla, senador Aécio Neves (MG), alvo de cinco pedidos de inquéritos e em situação grave. Vários de seus escudeiros estão na lista do ministro Edson Fachin com pedidos de abertura de investigação. Um deles pondera que pode haver arquivamentos e, em longo prazo, até absolvições, mas o impacto político é “irreversível” neste primeiro momento.

No Senado, onde seis dos 11 parlamentares tucanos foram parar na lista, o clima não era bom. Não houve quórum para sessões de comissões na quarta-feira, e a dispersão era evidente. Alguns senadores ficaram de se falar ao vivo após o feriado da Páscoa. As informações são da Agência Estado.

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Deputados, alvos de delatores, querem acelerar reforma política

Deputados, alvos de delatores, querem acelerar reforma política

O relator da reforma, Vicente Cândido (PT-SP), também é alvo de investigação por, segundo delatores, ter recebido R$ 50 mil em troca de apoio para encontrar uma solução para financiar o estádio do Corinthians.

A Folha de São Paulo revela na sua edição de hoje que, diante da divulgação da lista de alvos de inquérito da Lava Jato e dos vídeos com depoimentos de delatores da Odebrecht, deputados querem acelerar a tramitação da reforma política na Câmara.

A aceleração facilita a aprovação de questões polêmicas, como a mudança de sistema eleitoral, e promove uma agenda positiva para o Congresso, que tem 39 deputados e 24 senadores como alvos de inquéritos autorizados pelo relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.

“Quem aposta na lista de Fachin para não se aprovar a reforma vai bater com a cara na parede. Ao contrário, o Congresso vai agilizar [a tramitação] para mostrar à sociedade que não está parado por questão de lista”, afirma Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), presidente da comissão que discute a reforma.

Segundo delatores, Vieira Lima recebeu R$ 1 milhão do departamento de propinas da Odebrecht para defender interesses da empresa no Congresso, o que ele nega.

Alckmin negociou R$ 2 milhões

Alckmin negociou R$ 2 milhões

Um ex-executivo da Odebrecht disse em seu acordo de delação premiada que Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, acertou pessoalmente o repasse de R$ 2 milhões via caixa 2 da Odebrecht para a campanha ao governo do Estado em 2010. Carlos Armando Paschoal, o CAP, que era diretor da Odebrecht em São Paulo, disse que Alckmin entregou a ele o cartão de visitas de seu cunhado Adhemar Ribeiro, que viria a ser o responsável por receber os recursos. Adhemar é irmão da primeira-dama, Lu Alckmin.

Segundo Paschoal, Aloísio Araújo, acionista e conselheiro da Odebrecht, o chamou para uma reunião com Alckmin. “Lá chegando, o doutor Araújo, que era um gentleman, me pediu pra aguardar um pouquinho numa antessala, que ele tinha um assunto dele pra tratar com o candidato”, disse Paschoal no depoimento. Quando entrou na sala, o diretor da Odebrecht percebeu que a reunião de Alckmin e o acionista já tinha terminado. As informações são da Agência Estado.

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‘Jamais colocaria a minha biografia em risco’, diz Temer em vídeo

‘Jamais colocaria a minha biografia em risco’, diz Temer em vídeo

Presidente é acusado por delatores de ter comandado reunião em que se acertou propina de US$ 40 milhões ao PMDB

O presidente Michel Temer gravou um vídeo para voltar a se defender das acusações do ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial Márcio Faria da Silva e disse que “jamais colocaria sua biografia em risco”. “Meus amigos, eu não tenho medo dos fatos. Nunca tive. O que me causa repulsa é a mentira”, diz Temer em vídeo, colocado nas redes sociais do governo.

O presidente reconheceu, entretanto, que a vida pública tem momentos de “profundo desconforto”. Márcio Faria disse, em delação premiada, que Temer comandou, em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de US$ 40 milhões ao PMDB. As informações são da Agência Estado.

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Relator de pacote anticorrupção concordou em receber por caixa dois desde o início, diz delator

Relator de pacote anticorrupção concordou em receber por caixa dois desde o início, diz delator

O Procurador Rodrigo Janot junto com Onyx Lorenzoni durante comemoração ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, em dezembro de 2016 Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Relator do pacote anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal no ano passado, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) concordou desde o início em receber recursos por caixa dois, de acordo com o relato do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar em sua delação premiada. Segundo o relato, houve o pagamento de R$ 175 mil no ano de 2006 e o codinome usado foi “inimigo”.

“ O senhor Onyx Lorenzoni sabia que ia receber via caixa dois? ”, questionou o procurador.

“ Sim, soube ”, respondeu Alexandrino.

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Emílio Odebrecht pede para Lula mudar rota de viagem de Dilma à África

Emílio Odebrecht pede para Lula mudar rota de viagem de Dilma à África

Patriarca da empresa reclama de ‘falta de sensibilidade’ da petista e do Itamaraty

Patriarca do grupo de empresas que leva o seu nome, Emílio Odebrecht relatou, em depoimento à Justiça, que pediu ao ex-presidente Lula para que tentasse mudar a rota de uma viagem à África que a recém-eleita presidente Dilma Rousseff faria em 2011.

Segundo ele, por “falta de sensibilidade” da própria presidente ou do Itamaraty, a viagem começaria pela África do Sul, e não por Angola, o que seria um “problema seríssimo” nas relações comerciais com o país, dominado por obras comandadas pela Odebrecht. Segundo Emílio, Lula conseguiu “reverter a situação”. As informações são de O Globo.

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