ACM Neto, o “Anão”, recebeu R$ 1,8 milhão em dinheiro para caixa 2, diz delator

ACM Neto, o “Anão”, recebeu R$ 1,8 milhão em dinheiro para caixa 2, diz delator

Valor repassado em 2012 teria como destino a campanha co então candidato à Prefeitura de Salvador

André Borges – O Estado de São Paulo

O prefeito de Salvador, ACM Neto, é acusado de ter recebido, em dinheiro vivo, R$ 1,8 milhão de caixa 2 da Odebrecht para financiar sua campanha para a prefeitura em 2012. As afirmações foram feitas pelo ex-diretor da Odebrecht na Bahia, André Vital.

Em sua delação, Vital declarou que, no primeiro trimestre de 2012, a pedido de ACM Neto, se reuniu com o então candidato seu escritório em Salvador, quando ACM teria pedido recursos para sua campanha. Na ocasião, o candidato indicou o empresário Lucas Cardoso como a pessoa responsável para administrar a entrega dos recursos.

Segundo o delator, uma parcela de R$ 400 mil foi oficialmente depositada na candidatura de ACM, mas a maior parcela foi acordada que seria repassada via caixa 2. “Comuniquei a Lucas que o valor aprovado era de R$ 2,2 milhão e que parte desse valor ia ser pago via caixa 2”, declarou Vital, que também disse ter apresentado provas de registros telefônicos sobre o acordo e os pagamentos, que viriam a ocorrer em quatro parcelas, em dinheiro.

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Temer deu a bênção para propina, diz delator da Odebrecht

Temer deu a bênção para propina, diz delator da Odebrecht

Mais um ex-executivo da Odebrecht afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o presidente Michel Temer foi o responsável por chancelar, em 2010, acerto para que a empreiteira destinasse US$ 40 milhões de propina a integrantes do PMDB.

Rogério Santos de Araújo, responsável pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, afirmou que Temer, em reunião em 15 de julho de 2010, “assentiu” e deu a “bênção” aos termos do acordo previamente tratados por executivos da empreiteira com o então deputado Eduardo Cunha (PMDB) e o lobista do PMDB João Augusto Henriques.

Antes dele, Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, também havia mencionado a reunião.

De acordo com Araújo, como se tratava de uma propina de valor elevado, a Odebrecht cobrou a aquiescência de peemedebistas de mais expressão do que Cunha.As informações são da Folha de São Paulo.

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Odebrecht doou para Marina após encontro em hotel

Odebrecht doou para Marina após encontro em hotel

Um hotel perto do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foi o local do primeiro encontro em 2014 entre Marina Silva (Rede), então presidenciável pelo PSB, e Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente da empreiteira.

Quem relata o encontro é Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais da empreiteira. O depoimento integra a delação do executivo à Lava Jato, divulgado na quarta-feira (12).

“A partir daí, houve uma conversa de Marcelo com ela, onde foram colocados posicionamento e valores -valores culturais, não monetários-, e estratégias”, diz.

Alencar contou que, após as conversas, a empreiteira acertou doação de R$ 1,25 milhão à campanha, em recursos declarados à Justiça. “Não teve compromisso [com alguma contrapartida]. Nem Marcelo, nem eu [falamos disso]. Foi muito mais uma conversa de aproximação.”

Ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Alexandrino era responsável por acertar doações a políticos e a campanhas eleitorais. As informações são da Folha de São Paulo.

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Políticos da ‘ala branda’ da lista de Fachin esperam escapar de punição

Políticos da ‘ala branda’ da lista de Fachin esperam escapar de punição

Apesar do desgaste provocado por integrar a lista de delatados da Odebrecht, uma ala dos políticos investigados manifesta nos bastidores alívio e convicção de que não será punida.

Entre os 98 alvos de inquéritos abertos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin há 31 contra os quais há apenas a suspeita de terem recebido recursos da empreiteira por meio de caixa dois, que é a movimentação de dinheiro de campanha não declarado para a Justiça Eleitoral.

Nesses casos, a PGR (Procuradoria Geral da República) não viu indícios de contrapartida dos políticos aos recursos recebidos, o que levaria à acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, que são crimes do Código Penal com penas mais elevadas. 

Quando não há indício de malversação de dinheiro público, os casos de caixa dois são enquadrados criminalmente em um artigo do Código Eleitoral, o 350, de falsidade ideológica, em que não há jurisprudência pacífica no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para condenação. As informações são da Folha de São Paulo.

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Prefeito de Ipanguaçu emprega mais de 360 afilhados como comissionados e temporários

Prefeito de Ipanguaçu emprega mais de 360 afilhados como comissionados e temporários

Com um salário mensal de R$ 14 mil, o prefeito Valderedo Bertoldo e o vice-prefeito Tahles Marinho que ganha R$ 7 mil ao mês, transformaram a Prefeitura de Ipanguaçu num verdadeiro cabide de emprego para mais de 360 afilhados e apaniguados políticos.

Até março, o total de 114 afilhados exerciam cargos comissionados e mais de 257  foram contratados temporariamente pelo governo municipal. Clique AQUI

Para pressionar Dilma, Odebrecht enviou documentos sobre caixa dois

Para pressionar Dilma, Odebrecht enviou documentos sobre caixa dois

Objetivo seria demonstrar que petista não estava blindada na crise de corrupção que se instalou em seu governo e pressioná-la a tomar providências contra a Lava Jato

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, enviou à presidente Dilma Rousseff, por meio do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), documentos que demonstravam o caixa dois em sua campanha de 2014. O objetivo seria demonstrar que a petista não estava blindada na crise de corrupção que se instalou em seu governo e pressioná-la a tomar providências quanto ao avanço da Lava Jato.

O relato foi feito pelo ex-diretor de Crédito à Exportação da Odebrecht Engenharia e Construção João Nogueira em depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele descreveu uma série de encontros com Pimentel no fim de 2014 para tratar de estratégias para evitar que as investigações levassem o governo petista e a empreiteira a uma debacle. Na época, o petista havia acabado de se eleger governador, após um período de pouco mais de três anos como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo Nogueira, Marcelo Odebrecht viajou a Belo Horizonte em 17 de dezembro de 2014 a lá se encontrou com Pimentel. Naquela ocasião, teria apresentado ao petista o material sobre os repasses ilegais à chapa Dilma-Michel Temer. A questão é hoje objeto de uma ação de cassação por abuso de poder econômico e político no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações são da Agência Estado.

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Odebrecht girou US$ 3,37 bilhões em propinas durante 9 anos

Odebrecht girou US$ 3,37 bilhões em propinas durante 9 anos

Ex-executivo Hilberto Mascarenhas entregou à PGR tabela com valores movimentados entre 2006 e 2014 pelo departamento de propina da empreiteira

Um dos delatores da Odebrecht, executivo Hilberto Mascarenhas, que trabalhou na empreiteira por 40 anos, entregou à Operação Lava Jato, uma tabela com o valor total movimentado pelo Setor de Operação Estruturadas, o departamento de propina da empreiteira. Reportagem no site do jornal O Estado de S.Paulo, informa que apenas entre 2006 e 2014, foram girados aproximadamente US$ 3,37 bilhões.

Os anos de 2012 e 2013 tiveram a maior movimentação de recursos ilícitos: US$ 730 milhões. Em 2014, ano da deflagração da Lava Jato, o setor diminuiu os repasses, chegando a US$ 450 milhões. Em 2006, o executivo relatou, estava na tesouraria da Odebrecht S.A sem programa específico, quando foi ‘intimado’ por Marcelo Odebrecht, que na época era o presidente da Construtora Norberto Odebrecht, para assumir a área de Operações Estruturadas, subordinada a ele.

Ainda segundo o executivo, a área fazia duas formas de pagamentos: em espécie no Brasil e em depósito bancário em contas no exterior. Os repasses no país eram entregues em ‘pacotes/mala de dinheiro em locais predeterminados’. As transferências bancárias no exterior eram feitas a partir de offshores. Fonte: Veja/Estadão.

Ex-governadora Wilma de Faria é a ‘cobra’ na planilha de propina da Odebrech

Ex-governadora Wilma de Faria é a ‘cobra’ na planilha de propina da Odebrech

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente afirmou em delação premiada que pagou propina no valor de R$ 1.145.000,00 para a ex-governadora Wilma de Faria e o ex-governador Iberê Ferreira de Souza. O valor foi desviado, contou o delator, das contrapartidas do Governo do Estado para a obra da Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo, inaugurada em 2010

De acordo com Ariel, o pleito teria sido feito pelo irmão da ex-governadora Carlos Faria, secretário-chefe do Gabinete Civil do governo Wilma.

Nas planilhas, Wilma está relacionada ao codinome “Cobra”; Iberê, “Hospital”, referência à sua saúde, já que, em 2010, ele enfrentava um câncer, cujas complicações lhe levariam à morte posteriormente.

Pedidos de inquérito contra 9 governadores ainda não chegaram ao STJ

Pedidos de inquérito contra 9 governadores ainda não chegaram ao STJ

Carolina Brígido – O Globo

Enquanto a delação da Odebrecht já foi transformada em 76 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), o ritmo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) está em compasso mais lento. Como o relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, só encaminhou os pedidos de abertura de inquérito contra governadores ao STJ na terça-feira, véspera de feriado no Judiciário, os documentos ainda não chegaram lá. O relator da Lava-Jato no STJ, ministro Luiz Felipe Salomão, está participando de um seminário em Portugal e só deve examinar o material na próxima semana.

Quando examinar os pedidos, Salomão deve decidir se abre ou não os inquéritos contra nove governadores, como pediu o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Estão no pacote o governador Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro; Geraldo Alckmin, de São Paulo; Paulo Hartung, do Espírito Santo; Fernando Pimentel, de Minas Gerais; Beto Richa, do Paraná; Flávio Dino, do Maranhão; Marconi Perillo, de Goiás; Raimundo Colombo, de Santa Catarina; e Marcelo Miranda, de Tocantins.

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Juiz dos EUA suspende série de execuções por pena de morte no Arkansas

Juiz dos EUA suspende série de execuções por pena de morte no Arkansas

Um juiz da cidade de Little Rock suspendeu temporariamente neste sábado um plano do Arkansas para realizar uma série rápida de execuções neste mês depois que os detentos argumentaram que a pressa do Estado norte-americano para levá-los à morte é inconstitucional e precipitada.

O Arkansas, que não leva a cabo nenhuma execução há 12 anos, pretendia matar sete assassinos condenados a partir de segunda-feira. Nenhum Estado executou tantos prisioneiros em um período tão curto desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos restituiu a pena de morte em 1976.

Na sexta-feira a Suprema Corte estadual concedeu uma suspensão da execução de um dos sete, e um oitavo detido que o Arkansas planejava executar obteve uma suspensão anteriormente. Por Reuters.

Votação do deputado Motta deve cair muito nas eleições de 2018 em Assú

Votação do deputado Motta deve cair muito nas eleições de 2018 em Assú

A situação política eleitoral do deputado estadual Ricardo Motta, não é nada boa em Assú para as eleições de 2018. Apesar de ter obtido na campanha de 2014, um pouco mais de 3 mil votos no município, a previsão é de que em 2018, Ricardo não chegue a mil votos.

A queda acentuada na votação é explicada por observadores da política assuense por causa da provável candidatura do ex-prefeito e atual secretário de Recurso Hídricos Ivan Júnior, que se for candidato realmente, vai superar marca de 15 mil votos da votação do seu adversário e deputado estadual George Soares.  

Temer decide manter todos os ministros citados nas delações

Temer decide manter todos os ministros citados nas delações

O presidente Michel Temer deixou claro que não vai demitir nenhum dos oito ministros alvos de inquéritos por terem sido citados nas delações da Odebrecht na Lava Jato, segundo o jornalista da Globo News Gérson Camaroti.

Ele divulgou no seu Blog que a avaliação no Palácio do Planalto é que uma saída em massa prejudicaria ainda mais o governo, num momento em que a ordem é tentar aprovar a agenda de reformas no Congresso. “Temer decidiu que não vai demitir ninguém”, disse um interlocutor do presidente.

Os oito ministros alvos de inquéritos são: Eliseu Padilha (PMDB; Casa Civil); Moreira Franco (PMDB; Secretaria-Geral); Gilberto Kassab (PSD; Ciência, Tecnologia e Comunicações); Bruno de Araújo (PSDB; Cidades); Aloysio Nunes (PSDB; Relações Exteriores); Marcos Pereira (PRB; Indústria e Comércio Exterior); Blairo Maggi (PP; Agricultura); Helder Barbalho (PMDB; Integração).

Prefeito do Assu e o deputado George Soares, querem afastar Wedson e Ormando de Walter Alves

Prefeito do Assu e o deputado George Soares, querem afastar Wedson e Ormando de Walter Alves

Nos alpendres da casa do Dnocs em Pataxó, no município de Ipanguaçu, invadida por Ronaldo Soares, pai do prefeito do Assú, Gustavo Soares e do deputado estadual George Soares –  a conversa que corre solta como o vento, é de que o vereador Wedson Nazareno, do PR e o seu pai, o ex-vereador e bacurau, Ormando Machado, estão proibidos de votar no deputado federal Walter Alves, do PMDB.

A intenção de afastar o tradicional aluizista dos Alves, Ormando Machado e o seu filho Wedson, começou com a sua filiação ao PR na campanha passada e agora, a ordem é forçá-lo a não votar mais em Waltinho para federal. A estratégia é leva-los a apoiar um candidato a Câmara Federal que seja filiado ao PR ou PSDB, liderados no RN respectivamente por Rogério Marinho e João Maia.

Marcelo Odebrecht diz que deu R$ 1,5 milhão por caixa 2 para campanha de Tião Vianna

Marcelo Odebrecht diz que deu R$ 1,5 milhão por caixa 2 para campanha de Tião Vianna

Dinheiro não registrado como doação oficial foi solicitado pelo irmão, senador Jorge Viana, e autorizado pelo ex-ministro Antônio Palocci que centralizava a arrecadação de recursos para o PT

Em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, o presidente da Construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, declarou em sua delação premiada que doou R$ 2 milhões para a campanha eleitoral de 2010 do governador do Acre, Tião Vianna (PT). Deste total, R$ 1,5 milhão foram repassados por caixa dois pela empreiteira e R$ 500 mil registrados oficialmente. Segundo o empresário que está preso na Polícia Federal em Curitiba, o pedido do dinheiro foi feito pelo irmão do governador, senador Jorge Vianna (PT-AC).

Tião Vianna, que nos registros da contabilidade paralela da empreiteira aparece com o codinome “menino da floresta”, desde a semana passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suspeita de ter cometido crimes de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Tanto o governador quanto seu irmão senador negam as acusações. “Não há nenhuma denúncia de corrupção contra nós, mas questionamentos sobre a arrecadação de campanha de 2010″, diz nota oficial do senador.

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Rádio Princesa do Vale não incomoda mais ao prefeito do Assú e muito menos ao deputado George Soares

Rádio Princesa do Vale não incomoda mais ao prefeito do Assú e muito menos ao deputado George Soares

Na campanha eleitoral de 2012, o ex-prefeito Ronaldo Soares e o seu filho, George Soares, deputado e candidato a prefeito do Assú, foram ás ruas e praças, querendo denegrir a falta de isenção no pleito da Rádio Princesa do Vale, mas no ano, passado, os dois bruscamente começaram a elogiarem emissora que eles pintaram como venal e torcedora da administração do ex-prefeito Ivan Júnior.

Com Gustavo Soares na Prefeitura do Assú, os dois algozes de Dr Milton Marques e de Lucilio Filho, na campanha de 2012, agora, já não falam de falta de credibilidade do noticiário e dos programas de entrevistas apresentados diariamente na emissora. Hoje, Ronaldo e George Soares estão muito satisfeitos  com o comportamento editorial da Princesa do Vale e também dos programas Caderno de Ocorrências, Panorama do Vale, Sala de Redação e Jornal da Manhã.

Como herdeiros de sócios da Princesa do Vale, o prefeito Gustavo Soares e o deputado George Soares, não estão mais insatisfeitos com a postura da emissora que a oligarquia Soares, antes condenava e repudiava. Pois é, aconteceu o milagre.