Temer se reúne com ministros e líderes para discutir reformas da Previdência e Trabalhista

Encontro ocorre dois dias antes de o relatório final da reforma da Previdência ser apresentado na Comissão Especial da Câmara

Carla Araújo e Idiana Tomazelli – O Estado de São Paulo

Começou há pouco a reunião do presidente Michel Temer com ministros e lideranças da base aliada para realizar os últimos ajustes referentes à apresentação do relatório da Reforma da Previdência e também à votação da proposta de mudança na legislação trabalhista na Câmara dos Deputados. A reunião, que estava marcada para as 17 horas, começou com pouco mais de uma hora de atraso.

Estão presentes no encontro, que acontece no Palácio do Alvorada, o ministro da secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, da Secretaria-Geral da presidência, Moreira Franco; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o líder do governo no Senado, Romero Jucá; além do presidente da comissão especial que discute a reforma da previdência na Camara, Carlos Marun (PMDB-MS), e o relator do texto, Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA).

Ler mais

FHC nega articulação com Temer e Lula para barrar a Lava Jato

Ex-presidente usou sua página no Facebook para dizer que ‘não participou e não participa’ de movimento para ‘estancar ou amortecer os efeitos das investigações’

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou sua página no Facebook para negar que tenha participado de qualquer articulação com o presidente Michel Temer (PMDB) e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a sobrevivência política de seus partidos após a abertura dos inquéritos contra políticos autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de FHC, Lula e Temer, políticos das três legendas foram citados nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht que originaram os pedidos de inquérito.

“Não participei e não participo de qualquer articulação com o presidente Temer e com o ex-presidente Lula para estancar ou amortecer os efeitos das investigações da Operação Lava Jato. Qualquer informação ou insinuação em contrário é mentirosa”, escreveu FHC. Na quinta-feira, 13, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da Corte Gilmar Mendes estão, desde o ano passado, conversando com Lula, FHC e Temer com vistas a um pacto que garanta a sobrevivência política dos três principais partidos do País.

Ler mais

Odebrecht: PT pediu R$ 57 milhões para comprar apoio de partidos

Segundo delação de Marcelo, sigla queria tempo de TV em 2014

POR EDUARDO BRESCIANI – O Globo

O empresário Marcelo Odebrecht afirma em sua delação premiada que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega lhe pediu arcasse com despesas de R$ 57 milhões para comprar o apoio de sete partidos (PROS, PDT, PRB, PCdoB, PSD, PP e PR) que fizeram parte da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

No início de março, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral, os delatores da empreiteira já haviam confirmado repasses de cerca de R$ 30 milhões a PROS, PDT, PRB e PCdoB para garantir à chapa Dilma-Temer tempo maior no horário eleitoral gratuito de TV e rádio, mas, no depoimento à Lava Jato, Marcelo Odebrecht revela que o esquema era mais amplo. A defesa de Guido foi procurada pelo GLOBO no sábado à noite, mas não atendeu a ligação.

Ler mais

Articulação de Temer com Lula e FHC beira formação de quadrilha

Por Elio Gaspari – Folha de São Paulo

A repórter Marina Dias revelou que se articula uma ação conjunta do presidente Michel Temer com seus antecessores Lula e Fernando Henrique Cardoso em busca de um pacto político. Desde fevereiro, quando Temer visitou Lula no hospital Sírio-Libanês depois da internação de sua mulher, Marisa, o presidente faz circular a notícia de um encontro com todos os seus antecessores.

O ex-ministro Nelson Jobim tem costurado conversas com Temer e Fernando Henrique e deverá falar com Lula nos próximos dias. Essa e outras articulações foram cruamente classificadas pelo professor Joaquim Falcão: “Não se busca mais uma sentença absolvitória. Busca-se um acordão político transpartidário. Em nome não mais da inocência dos réus, mas da estabilidade econômica e da governabilidade.”

Jobim foi ministro da Justiça e da Defesa, presidiu o Supremo Tribunal Federal e tornou-se conselheiro do banco BTG Pactual, cujo presidente viveu alguns meses em regime carcerário comum e domiciliar.

Ler mais

Papa faz discurso de Páscoa e condena ataque a civis na Síria

Na Praça da Basílica, Francisco defendeu o apego à fé contra guerra e ódio

Em um discurso improvisado no domingo de Páscoa, o papa Francisco encorajou as pessoas a entregarem seus “corações temerosos” à fé. O papa citou guerras, doenças e ódio no mundo, reconhecendo que muitos se perguntam onde Deus pode estar em meio a tanto mal e sofrimento.

Dezenas de milhares de fiéis enfrentaram pesadas revistas de segurança e, mais tarde, uma forte chuva para chegar à praça São Pedro, onde o Francisco celebrou uma missa nos degraus que levam à Basílica de São Pedro.

Nesta Páscoa, o papa Francisco quebrou a tradição e deu uma homilia- prática que instruir fieis sobre a religião –  informal durante a missa para tentar responder aquilo que ele descreveu como uma pergunta incômoda para muitos fiéis: por que existem tantas tragédias e guerras no mundo se Jesus voltou dos mortos, uma crença que os cristãos celebram toda Páscoa.

Ler mais

Novo conselho de Ética da Câmara ignora lista do ministro Edson Fachin

Para membros, cassação exige provas; com 39 investigados, deputados dizem que inquérito é fase inicial

Daiene Cardoso e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

O novo Conselho de Ética da Câmara considera insuficientes as autorizações de abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra 39 deputados federais para justificar a instauração de processos de cassação de mandato. Dos 21 titulares do órgão ouvidos pelo Estado, 12 afirmaram que somente provas de crime cometido no exercício do mandato levarão a ações por quebra de decoro parlamentar em razão do conteúdo das delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Segundo os conselheiros empossados na semana passada, inquérito é fase inicial de processo e somente a partir da formalização da denúncia – em caso de a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir ao STF para tornar investigados réus – o processo disciplinar pode ganhar força, principalmente se tratar de episódios relativos à atual legislatura. Parlamentares, porém, disseram já saber que haverá implicação de atos cometidos neste mandato.

“À medida que tiver prova e (o representado) virar réu, aí a gente vai ter de trabalhar”, afirmou o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), membro do órgão responsável pelo julgamento da conduta de seus pares.

Ler mais

415 políticos de 26 partidos são citados na lista de Fachin

PT, PMDB e PSDB lideram a lista e concentram 59,5% dos acusados, de acordo com levantamento do ‘Estado’ em 337 petições do MPF

Daniel Bramatti e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

As delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht envolveram pelo menos 415 políticos de 26 dos 35 partidos legalmente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PT lidera a lista com o maior número de filiados atingidos – ao todo, 93 petistas foram citados nos depoimentos. Eles são seguidos de perto pelos integrantes dos dois principais partidos que dão sustentação ao governo de Michel Temer: PSDB e PMDB. Cada um tem 77 membros citados pelos delatores.

PT, PMDB e PSDB são os três maiores partidos do Congresso e representam as três mais importantes elites partidárias do País. Juntos, eles concentram 59,5% dos políticos enredados nas delações da maior empreiteira do País. É o que mostra o levantamento feito pelo Estado (veja o infográfico aqui) em todas as 337 petições com pedidos de investigação feitas pelo procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, e encaminhadas ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ler mais

Felipe Maia é o político mais rico do RN entre os investigados na Lava Jato

Entre os políticos do Rio Grande do Norte, acusados de receber propina ou caixa dois da Odebrecht, o deputado Felipe Maia, do DEM, é o mais rico com um patrimônio de R$ 18,4 milhões.

Em 2006, quando ingressou na vida pública e foi eleito deputado federal, Felipe Maia, tinha um patrimônio de R$ 7,1 milhões segundo o jornal O Globo. A variação do crescimento patrimonial do deputado do DEM, foi de 159 por cento.

Para justificar a evolução patrimonial, Felipe Maia afirmou que recebeu herança e exerce atividade empresarial.

Patrimônio da prefeita de Mossoró cresceu 238 por cento entre 2006 e 2016

A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini, do PP, de receber propina ou caixa dois da Odebrecht, viu seu patrimônio crescer 238 por cento. Em 2006, quando ela foi eleita senadora, o patrimônio dela era de R$ 76 mil e agora, Rosalba tem um patrimônio avaliado em R$ 257 mil.

Para justificar o crescimento, ela explicou ao jornal O Globo que o aumento do patrimônio foi construído por meio de atividade médica.

Blairo é o mais rico entre os investigados

Blairo é o mais rico entre os investigados

Mais rico entre todos os políticos citados na lista de Fachin, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), também aumentou seu patrimônio no período. Entre 2002, quando foi eleito governador do Mato Grosso pela primeira vez, e 2010, quando se elegeu senador, Blairo viu os seus bens crescerem 355%.

Sua principal propriedade na última eleição que disputou eram cotas em uma empresa de participação e administração, avaliadas em R$ 109 milhões. O ministro disse que a evolução patrimonial “é facilmente comprovada pelo recebimento dos dividendos da empresa Amaggi, a 39ª maior do país, e pelo recebimento de herança em razão da morte de seu pai”.

Temer admite que Cunha só autorizou impeachment porque petistas não o apoiaram na Câmara

Temer admite que Cunha só autorizou impeachment porque petistas não o apoiaram na Câmara

Em entrevista à TV Bandeirantes, peemedebista diz que, se os três deputados petistas no Conselho de Ética tivessem votado para salvar Cunha da degola, “é muito provável que a senhora presidente continuasse [no mandato]’”

Ex-aliado do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente Michel Temer admitiu que o ex-presidente da Câmara só deu andamento, em 2 de dezembro de 2015, a um dos pedidos de impeachment da então presidente Dilma Rousseff porque os três petistas do Conselho de Ética que o julgou por cerca de dez meses – Léo de Brito (PT-AC), Valmir Prascidelli (PT-SP) e Zé Geraldo (PT-PA) – não aceitaram votar pela sua absolvição.

Em entrevista à TV Bandeirantes, Temer toma a iniciativa de relatar um episódio sobre ao início do processo de impeachment, envolvendo Cunha, quando o jornalista Eduardo Oinegue pergunta sobre a natureza da relação entre os correligionários e o papel do ex-deputado na derrubada de Dilma.

“Ele [Cunha], na verdade… Até vou contar um episódio aqui, que foi o seguinte…”, disse Temer, dando outro rumo à prosa. “Em uma ocasião, ele foi me procurar – e isso era umas duas horas da tarde, mais ou menos – dizendo: ‘Olha, eu hoje vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente – e eram dez ou 12 pedidos –, porque prometeram-me os três votos do PT no Conselho de Ética’.

Eu disse: ‘Ora, que bom. Muito bom. Assim acaba com esse história de você estar na oposição, etc. Até porque, convenhamos, eu sou o vice-presidente da República, do PMDB, e fica muito mal essa situação de você, a todo momento, estar se posicionando como oposicionista’”, relatou o peemedebista, dando continuidade à narrativa.

Veja o comentário de Temer (a partir de 6:36):

Um terço dos políticos na lista de Fachin dobrou o patrimônio nos últimos 15 anos

Um terço dos políticos na lista de Fachin dobrou o patrimônio nos últimos 15 anos

Acusados de receber propina ou caixa dois da Odebrecht, 36 políticos compraram apartamentos, carros, empresas e fazendas

POR SÉRGIO ROXO / TIAGO DANTAS – O Globo

Um terço dos 108 citados na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, divulgada terça-feira, pelo menos dobrou o patrimônio declarado oficialmente nos últimos 15 anos. Acusados de receber propina ou dinheiro via caixa dois da Odebrecht, 36 políticos adicionaram a seus bens apartamentos, carros, empresas e fazendas.

Em alguns casos, o enriquecimento entre as eleições passou de 1.000%. Aparecem na lista de quem mais ganhou dinheiro três ministros do presidente Michel Temer, oito senadores e 18 deputados, incluindo os presidentes das duas Casas legislativas. O GLOBO avaliou as declarações de bens de 91 dos 108 alvos de pedido de abertura de inquérito no STF que disputaram mais de uma eleição a partir de 2002 e apresentaram para a Justiça Eleitoral estimativa de patrimônio.

Ler mais

Deputados que fizeram duros discursos no impeachment aparecem nas delações da Odebrecht

Deputados que fizeram duros discursos no impeachment aparecem nas delações da Odebrecht

Parlamentares votaram a favor da saída de Dilma e condenaram corrupção

POR THIAGO HERDY – O Globo

O deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) cerrou o punho e deu socos para o alto no ritmo do coro “eu sou brasileiro/com muito orgulho/com muito amor”, fazendo vibrar o grupo de deputados federais em seu entorno na sessão que votava a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff. Era abril de 2016 e a Lava-Jato avançava sobre a cúpula do governo e do PT, levando o discurso anticorrupção para as ruas e ao plenário da Câmara:

— Quanta honra o destino me reservou de poder, da minha voz, sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. (…) Carrego comigo nossas histórias de luta pela liberdade e pela democracia. Por isso eu digo ao Brasil: sim para o futuro! — gritou Araújo, erguido pelos colegas como um troféu, sacramentando o avanço do processo contra Dilma.

‘BASTA NA ROUBALHEIRA’

Araújo virou ministro das Cidades no novo governo e, nesta semana, descobriu-se que nas planilhas de registro dos pagamentos ilegais da Odebrecht tinha outra identidade: “Jujuba”, beneficiário de contribuições não declaradas à Justiça Eleitoral, no total de R$ 600 mil.

Ler mais

Relatório do CNJ revela que 131 magistrados estão em situação de risco no país

Relatório do CNJ revela que 131 magistrados estão em situação de risco no país

Dimitrius Dantas* – O Globo

Conhecida como “Moro do Mato Grosso”, a juíza Selma Arruda também fez sua fama mandando figurões para a cadeia, desde integrantes de facções criminosas a políticos corruptos. E ela acredita que tanto os grupos que agem nos presídios brasileiros como os representantes nas mais diferentes esferas de poder têm hoje um objetivo em comum: acabar com a sua vida.

Assim como o juiz Marcelo Bretas, que lidera a Lava-Jato no Rio e teve a segurança reforçada na semana passada após ameaças, Selma figura na lista dos magistrados em situação de risco, segundo relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Atualmente são 131 juízes nessa situação.

Desde setembro de 2015, Selma é escoltada todos os dias por quatro policiais militares do Mato Grosso, estado que tem outros quatro juízes nessa situação. O Rio de Janeiro é o estado com mais magistrados sob ameaça de morte: 23.

Ler mais