Deputado Kelps Lima recebeu  doação de R$ 450 mil de investigadas na Lava Jato e Carne Fraca

Na campanha eleitoral de 2014, o deputado estadual Kelps Lima – do partido Solidariedade que tem o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, acusado de ter recebido R$ 1 milhão em recursos não contabilizados da Odebrecht – recebeu quase R$ 450 mil de doação eleitoral de empresas investigadas nas operações da Lava Jato e Carne Fraca.  

Na prestação de contas de Kelps ao TSE, consta como doadoras via Direção Estadual/Distrital, Galvão Engenharia (R$ 100 mil), Construtora OAS (R$ 150 mil), Construtora Andrade Gutierrez (R$ 45 mil), JBS (R$ 100 mil) e BG Pactual (R$ 50 mil).  

Políticos tinham ‘padrinhos’ dentro da Odebrecht

Ex-governador Sérgio Cabral era apadrinhado por por Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura

Além dos apelidos, os políticos que recebiam recursos da Odebrecht tinham padrinhos dentro da empresa. Marcelo Odebrecht conta em um de seus depoimentos que a solução foi encontrada para evitar conflitos internos sobre atender ou não determinada solicitação, uma vez que o político podia ter atendido algum negócio da empresa e atrapalhado outro.

O ex-presidente do grupo afirmou que as relações desses padrinhos eram baseados em um tripé: institucional, relação pessoal e dinheiro. Marcelo conta que se surpreendeu porque em alguns casos, como o do ex-diretor Cláudio Melo Filho, as relações eram apenas financeiras e não pessoais, como alardeavam os executivos.

A definição dos padrinhos era feita pelo presidente do grupo, cargo que Marcelo ocupou de 2008 até junho de 2015, quando foi preso pela Lava-Jato. Ele explicou aos investigadores que essa sistemática foi criada porque às vezes as áreas de negócios tinham interesses diferentes em determinadas regiões e sobre os político e, por isso, era preciso ter um acerto antes da decisão do pagamento. Segundo ele, até 300 pessoas tinham condição de tratar de doações, por isso era preciso haver essa figura do padrinho.

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A Lava Jato também pegará o Judiciário, diz ex-ministra do STJ

“A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.”

A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. “Muita coisa virá à tona”, diz.

Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. “Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram”, diz.

Para a ministra, alegar que a Lava Jato criminaliza os partidos e a atividade política é uma forma de inibir as investigações. “Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, afirma. As informações são da Folha de São Paulo.

Delação aponta fraudes em 4 obras em São Paulo e envolve Serra e Kassab

O senador José Serra (esq.) e o ministro Gilberto Kassab, ambos investigados na Lava Jato

Por Mário Sérgio Carvalho –  Folha de São Paulo.

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) costumava dizer que o túnel que Gilberto Kassab (PSD) planejava construir em 2009 na avenida Roberto Marinho, uma obra de R$ 2,3 bilhões, era “um shopping center da corrupção”.

“Shopping” no sentido de que havia ali de tudo: suspeita de superfaturamento, cartel, pagamentos antecipados e alteração no projeto para favorecer empreiteiras.

A delação da Odebrecht aponta que em pelo menos um ponto Haddad tinha razão. A obra foi direcionada para a empreiteira, segundo o ex-diretor da Odebrecht Carlos Armando Paschoal: esse tipo de obra era uma especialidade da construtora.

Outras grandes obras, sobre as quais havia suspeitas de corrupção, aparecem na delação da empreiteira, como a linha 2-verde do Metrô, o Rodoanel e a Arena Corinthians. Nas quatro obras, os pagamentos ilícitos da Odebrecht somam R$ 32 milhões. O maior deles, de R$ 17,9 milhões, foi pago na obra do Metrô.

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Ministros do STF defendem força-tarefa para enfrentar novos inquéritos da Lava-Jato

Medida seria importante para evitar demora nas investigações

POR CAROLINA BRÍGIDO – O Globo

Com a grande quantidade de processos da Lava-Jato que chegou ao STF, pelo menos dois dos onze ministros defendem a formação de uma espécie de força-tarefa para que a corte consiga instruir as ações em tempo hábil, sem correr o risco de alongar indefinidamente as investigações.

Essa força-tarefa consistiria em convocar mais juízes auxiliares e assessores para ajudar o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato do tribunal. Esses ministros são contrários a uma ideia veiculada por outro grupo no tribunal, que quer mudar a regra do foro especial e, com isso, transferir parte dos processos para outras instâncias do Judiciário, desafogando assim o trabalho no Supremo.

Para o grupo de ministros que quer restringir a regra do foro, essa seria uma saída para viabilizar a Lava-Jato – que, depois da delação da Odebrecht, reúne 113 inquéritos e cinco ações penais no STF. Mas a ideia de mudança de foro está longe de ser unânime no tribunal. A alternativa da força-tarefa teria como base a seguinte premissa: se o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava-Jato na primeira instância, consegue dar celeridade à tramitação de tantos processos, porque a mais alta corte do país não conseguiria?

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Deputado George Soares mandou prefeito do Assú nomear réus para o governo

George Soares não explicou o interesse dele de indicar gente bixada para comandar a Prefeitura do Assú com seu irmão

No primeiro momento, o prefeito do Assú Gustavo Soares, até que não queria nomear a turma de réus para exercer cargos comissionados de coordenadores, secretários e diretores, mas acabou atendendo pedido do seu irmão e deputado estadual George Soares para colocá-los como integrantes do primeiro escalão.

A turma indicada por George Soares, são condenados e suspeitos da prática de crimes contra a administração pública que hoje ajudam o irmão a ‘governar’ a cidade. Na contramão da moralidade, o deputado não explicou ainda como defende a nomeação de mais de oito pessoas com uma extensa folha corrida na Justiça, condenados e acusados por improbidade administrativa, peculato e outros crimes pelo Ministério Público.

Miro Teixeira: ‘Está na hora de os ministros investigados pedirem demissão’

Deputado diz que governo perderá a legitimidade se mantiver 8 ministros investigados na Lava-Jato

Decano da Câmara, em seu 11° mandato, deputado federal Miro Teixeira (Rede-RJ) diz que governo Temer perderá a legitimidade se mantiver oito ministros investigados pela Lava-Jato. Ele disse ainda que o excesso de regulamentação no Brasil propicia a corrupção. Leia trecho da entrevista a jornalista Letícia Fernandes, de O Globo.

Como vê a situação do governo Michel Temer, que tem oito ministros investigados?

O Presidente da República fez um gesto de determinar uma linha de corte, agora está na hora de os ministros fazerem um gesto e pedirem demissão, ou o Temer não vai conseguir governar. O povo não reconhecerá a legitimidade do governo em nada com um monte de ministros arrolados em investigações. Eles são inocentes até que se prove o contrário, mas não basta, é preciso ter as atitudes que melhorem as condições do governo. Esses ministros têm o dever de sair. Saiam e deixem o presidente trabalhar.

Temer cobra da base votos em troca de concessões na Previdência

O presidente Michel Temer vai começar esta semana cobrando de sua base aliada o pagamento pelas concessões que fez na reforma da Previdência.

Em um café da manhã nesta terça-feira (18), Temer receberá os deputados dos partidos que lhe dão sustentação no Congresso para mostrar que atendeu as principais demandas das bancadas e, agora, em troca, quer os votos necessários para aprovar a reforma.

“Há sugestões dos deputados federais e praticamente todas estão sendo incorporadas ao texto”, disse o presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), após reunião realizada no Palácio da Alvorada no final da tarde deste domingo (16).

Como se trata de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), são necessários 3/5 dos 513 deputados, ou seja, 308 votos. O governo estima que terá entre o mínimo necessário e 340 votos. O Planalto contabiliza 411 parlamentares em sua base na Câmara.

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Fim do Foro Privilegiado, Lei de Migração e Uber devem marcar semana

Uma das principais matérias que são aguardadas para a próxima semana é a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o foro especial por prerrogativa de função

Alguns temas devem movimentar a pauta de votações do Senado após uma semana fraca, em que o quórum da Casa esteve esvaziado em razão do feriado da semana santa e da divulgação da lista de políticos que serão investigados por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Uma das principais matérias que são aguardadas para a próxima semana é a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com o foro especial por prerrogativa de função.

O texto já passou por quatro sessões de discussão no plenário do Senado, mas retornou para receber parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa por ter sido apensado a outra PEC sobre o mesmo tema.

Há a expectativa de que a proposta seja votada na quarta-feira, após a leitura do parecer do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

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Idade mínima da aposentadoria deve subir a cada dois anos a partir de 2020

Acordo com relator prevê mudança após 2020; tempo para ganhar benefício integral pode cair

As idades mínimas da nova aposentadoria, previstas para partir dos 50 anos (mulher) e 55 anos (homem), começarão a subir em 2020, segundo mudanças acordadas entre o governo e o relator da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Para quem é vinculado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e vai se aposentar por tempo de contribuição, o piso etário chegará a 65 anos em 2038, de acordo com a versão do relatório fechada nos últimos dias.

Nesse modelo, a ideia é criar uma trava para evitar que o trabalhador fique perseguindo a idade mínima sem conseguir se aposentar, já que ela subirá, a cada 2 anos, 1 ano para homens e 1 ano e 6 meses para mulheres.

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Delator ligou 32 vezes para Padilha em dias de entrega de propina

O registro de chamadas feitas ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é um dos documentos apresentados para provar o pagamento de R$ 9 mi não contabilizados ao grupo do PMDB

O registro de 32 chamadas telefônicas feitas pelo ex-diretor da Odebrecht José de Carvalho Filho ao hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em 2014, é um dos documentos apresentados pelo delator para provar o acordo e o pagamento de R$ 9 milhões não contabilizados ao grupo do PMDB formado por Padilha, Moreira Fraco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e pelo presidente Michel Temer.

José Carvalho apresentou, em dois anexos, o registro da planilha do Drousys – software que era utilizado para organizar e gerenciar o pagamento de propina – com pagamentos que relaciona aos dois ministros, sob as alcunhas “Angorá” e “Primo”, ambas atribuídas a Moreira Franco.

“Nitidamente se percebe a correlação dos dois eventos com as duas concentrações de ligações telefônicas com Eliseu Padilha”, dizem dois documentos do delator, que depois confirmou as informações em depoimento gravado em vídeo.

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Lava-Jato: Investigados no STF podem ter penas de até 22 anos

Acusações de corrupção e lavagem de dinheiro atingem 67 políticos com foro

Dos 98 investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da colaboração premiada da Odebrecht, 67 (68,4%) são acusados de cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a até 22 anos de prisão.

Os 31 restantes são acusados de crimes de falsidade ideológica eleitoral — deixar de informar à Justiça sobre uma doação recebida, prática conhecida como caixa dois —, cuja pena máxima é de 5 anos de prisão.

A distinção feita nos pedidos de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR) faz com que os acusados se dividam em dois grandes grupos, a partir dos quais é possível apontar o horizonte à vista para os próximos anos. As informações são de O Globo.

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Rogério Marinho será o entrevistado do programa Roda Viva desta segunda-feira (17)

O programa Roda Viva desta segunda-feira (17) recebe o deputado federal e relator da reforma trabalhista na Câmara, Rogério Marinho (PSDB-RN). A entrevista vai ao ar ao vivo, às 22h15, na TV Cultura, no Facebook e no YouTube.

No programa, o parlamentar comentará as mudanças propostas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em andamento no Congresso, além de outros assuntos.