Temer ignora proposta de gravar reuniões em gabinete presidencial

Em entrevista dois dias depois da saída de Geddel, o presidente afirmou que considerava pedir ao GSI que gravasse as audiências no gabinete presidencial.

Gustavo Uribe e Daniel Carvalho –   Folha de São Paulo

O presidente Michel Temer não adotou medida de transparência proposta publicamente por ele mesmo de gravar as audiências promovidas no gabinete presidencial.

A ideia foi sugerida em novembro durante discurso presidencial, como resposta à crise protagonizada pelos ex-ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Marcelo Calero (Cultura), que pediram demissão do governo federal dias antes.

Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, o presidente não está gravando as audiências porque o tema ainda está em análise no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência e, por isso, ele não tomou uma decisão.

Calero deixou o governo após acusar, em entrevista à Folha, Geddel de pressioná-lo a produzir parecer técnico para viabilizar empreendimento no qual o chefe da Secretaria de Governo tinha apartamento na Bahia. Geddel negou as acusações, mas a crise levou à sua demissão uma semana depois.

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Lista de Fachin será dividida no Supremo Tribunal Federal

Cerca de 40% das investigações serão redistribuídas para outros ministros

POR CAROLINA BRÍGIDO – O Globo

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato, vai pedir a redistribuição para outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de cerca de 40% dos novos inquéritos abertos a partir da delação premiada de ex-executivos da Odebrecht.

Os casos que sairão do gabinete de Fachin não têm relação direta com a Petrobras, e tratam de outros episódios de corrupção relatados pelos delatores da empreiteira. A redistribuição será feita por sorteio. Outros ministros já se preparam para receber os inquéritos e também cogitam montar forças-tarefas em seus gabinetes só para cuidar dos casos decorrentes da Odebrecht.

Na semana passada, Fachin abriu 76 inquéritos decorrentes das delações da Odebrecht, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Muitos desses casos sairiam do âmbito da Lava-Jato por falta de ligação direta com o escândalo. Exemplo disso é o pagamento de propina na construção de estádios. Os inquéritos serão redistribuídos entre outros nove integrantes do STF. A presidente, ministra Cármen Lúcia, por regra interna, não participa do sorteio.

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Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 88 milhões

A Mega-Sena acumulou pela oitava vez. Na noite desta quarta-feira (19), nenhum apostador acertou as seis dezenas sorteadas em São Fidélis, no Rio de Janeiro. Dessa forma, o prêmio acumulou para o próximo sorteio que será de R$ 88 milhões.

As dezenas sorteadas nesta quarta foram as seguintes: 20-22-36-38-41-43. 

A quina teve 124 acertadores, que vão receber cada um o prêmio de R$ 43.174,39. Já a quadra teve 8.817 apostas vencedoras. Cada um desses sortudos irá receber R$ 867,41.

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Prefeituras não sabem o que será do Farmácia Popular

Governo federal avisa que vai fechar unidades a partir de maio

A dez dias do fim do mês, prefeituras ainda não sabem qual será o futuro do programa Farmácia Popular – que disponibiliza à população medicamentos gratuitos ou a baixo custo – em seus municípios. A partir de maio, o Ministério da Saúde vai interromper o repasse de verbas para manutenção das unidades da rede própria do programa, mas Executivos locais alegam não ter recebido qualquer comunicado ou orientação do governo federal.

Segundo o Ministério da Saúde, Estados e municípios têm autonomia para dar continuidade às farmácias. No entanto, com os caixas no vermelho, manter as unidades por conta própria, sem o repasse federal, acaba se tornando difícil para os gestores locais.

O fim dos repasses para as 393 unidades próprias do programa Farmácia Popular no país foi decidido no fim de março pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes de Estados, municípios e governo federal.

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Cabral vira réu pela sétima vez por fraudes no Maracanã e no PAC das Favelas

Além do ex-governador, Fernando Cavendish e mais 18 pessoas tiveram denúncia aceita pela Justiça

POR MIGUEL CABALLERO – O Globo

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou na noite desta quarta-feira mais uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-governador Sérgio Cabral.

É o sexto processo no âmbito da Lava-Jato no Rio a que Cabral responde, desta vez acusado de comandar um cartel com empreiteiras que teria fraudado as licitações para obras da reforma do Maracanã e do PAC das Favelas. O ex-governador, preso preventivamente desde novembro, também é réu em um processo da Lava-Jato que tramita na Justiça Federal em Curitiba.

A denúncia foi apresentada pelo MPF nesta quarta-feira, e outros 19 acusados de integrar o esquema também viraram réus. Cabral é apontado como o comandante do sistema de fraude, em conluio com outros ex-membros do governo estadual e executivos de nove empreiteiras: Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Carioca Engenharia, Delta, Queiroz Galvão, OAS, Odebrecht, Camter e EIT.

Eles são acusados dos crimes de fraude a licitações, abuso de poder econômico e cartel.

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Câmara aprova votação em regime de urgência da reforma trabalhista

Rodrigo Maia convocou reunião extraordinária e reverteu decisão desfavorável ao governo

Após manobra do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os deputados federais aprovaram o regime de urgência para a votação da reforma trabalhista, um dia depois da proposta ser recusada em plenário. A proposta foi recolocada após forte pressão do governo federal sobre a Câmara, que convocou uma sessão extraordinária.

Na noite desta quarta-feira (19), a proposta foi novamente colocada em pauta e obteve 287 votos a favor, 30 a mais que o necessário entre os 513 parlamentares.

Na terça-feira, foram 163 votos contrários e 230 a favor. Segundo interlocutores, o presidente Michel Temer (PMDB) ficou bastante irritado quando a proposta não foi aprovada nesta terça. Ele telefonou para Maia e articulou com alguns líderes a nova votação.

Segundo interlocutores, o presidente Michel Temer ficou bastante irritado quando a proposta não foi aprovada nesta terça. Ele telefonou para Maia e articulou com alguns líderes a nova votação.

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