‘Acordo entre partidos para eleições indiretas não está na agenda hoje’, diz Alckmin

Gerlado Alckmin

Governador reafirmou compromisso com as reformas e evitou definir uma posição partidária antes do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE

Daniel Weterman e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou neste sábado que haja um acordo entre diferentes partidos para eleger um nome contrário à Operação Lava Jato em uma eventual eleição indireta para a Presidência da República – no caso de afastamento do presidente Michel Temer.

Uma das principais lideranças nacionais tucanas, Alckmin almeja disputar o Palácio do Planalto nas eleições gerais em outubro do ano que vem. O governador afirmou que nenhum acordo desse tipo está na agenda e que é preciso garantir o encaminhamento das reformas antes de conversar sobre eleição indireta. “Hoje a pauta é trabalhar, tentar acelerar as reformas, acredito que possamos rapidamente no Senado aprovar a reforma trabalhista”, disse o tucano quando perguntado sobre o suposto “acordão”.

Nos bastidores, Alckmin articula o nome do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para uma eleição indireta, garantindo em troca o apoio à sua candidatura em outubro de 2018. Ontem, o tucano chegou a defender publicamente o nome do senador e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para um eventual colégio eleitoral. O ex-presidente, no entanto, já afastou a possibilidade de concorrer.

Partidos governistas buscam um presidente para substituir Michel Temer

Dirigentes dos maiores partidos da base de apoio parlamentar ao governo vão passar os próximos dias definindo o perfil que se encaixe em um candidato, se possível de consenso, para substituir Michel Temer na Presidência da República em uma eleição indireta, feita pelo Congresso. É uma corrida em busca de um mandato tampão.

Para tocar o governo até as eleições gerais de 2018, PMDB, PSDB, DEM, PP, PR e PSD pretendem encontrar um nome para o mandato tampão de 19 meses antes do julgamento marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o dia 6 de junho. A corte julgará pedido de cassação protocolado pelo PSDB contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, que venceu as eleições de 2014 e é acusada de crime eleitoral. As informações são de Congresso Em Foco.

Leia mais

STJ pode abrir 14 inquéritos contra governadores

STJ

Sem a blindagem das assembleias legislativas, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ganhou mais poder decisório e poderá abrir ações penais e até afastar governadores já neste ano. Composta pelos 15 ministros mais antigos do STJ – de um universo de 33 –, o colegiado especial do STJ é considerado uma “caixinha de surpresas” por ministros e advogados ouvidos pelo Estado.

No início deste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a abertura de ação penal contra governadores de todo o País no STJ não depende de autorização prévia de assembleias legislativas. Dessa forma, a corte especial do tribunal, colegiado maior que o plenário inteiro do STF, ganhou sinal verde para decidir se recebe ou não 13 denúncias já apresentadas pelo Ministério Público contra sete governadores. Há ainda uma 14.ª denúncia que corre sob segredo de Justiça. As informações são de O Estado de São Paulo.

Leia mais

Força-tarefa da Lava Jato perde 30% das verbas

Dados obtidos pelo Estadão mostram corte nos recursos para a Polícia Federal; procurador da República aponta ‘asfixia’ da operação

Marcelo Godoy e Ricardo Brandt – O Estado de São Paulo

A operação Lava Jato e a Superintendência da Polícia Federal do Paraná tiveram quase um terço de seu orçamento cortado neste ano pelo governo federal. O Ministério da Justiça destinou para ambos R$ 20,5 milhões – R$ 3,4 milhões para os gastos extras da operação – ante os R$ 29,1 milhões de 2016 – dos quais R$ 4,1 milhões especificamente para a Lava Jato –, uma queda de 29,5%. O aperto financeiro é ainda maior, pois, além da redução, houve contingenciamento de 44% da verba destinada, conforme mostrou o Estadão na semana passada.

As consequências para a Lava Jato são dificuldades para pagar diárias, fazer diligências e outras ações necessárias à continuidade da operação, asfixiando financeiramente seus trabalhos. “Isso havia acontecido no começo da operação, mas, depois, os recursos voltaram. Agora, isso volta a acontecer”, disse o procurador da República, Andrey Borges de Mendonça, que participou da força-tarefa em Curitiba e, agora, em São Paulo, cuida da Operação Custo Brasil – sobre corrupção no Ministério do Planejamento. Procurado, o Ministério da Justiças nega as dificuldades.

O Estadão obteve os dados por meio da Lei de Acesso à Informação. Eles mostram o quanto a PF gastou com a Lava Jato desde 2014, início da operação. Naquele ano, os recursos para a Superintendência do Paraná cresceram 44%, saltando de R$ 14 milhões em 2013 (equivalente a atuais R$ 17,9 milhões) para R$ 20,4 milhões (R$ 24,4 milhões em valores corrigidos). Em 2015, o órgão no Paraná manteve o mesmo nível de gastos. Nesse período, os federais fizeram no Paraná 59 operações, das quais 21 (35,5%) foram no conjunto da Lava Jato.

Leia mais

Prefeito de Ipanguaçu começa a contratar empresas de amigos por somas milionárias

Resultado de imagem para valderedo e pedro neto

Com mais de R$ 17 milhões nos cofres da Prefeitura de Ipanguaçu, o prefeito Valderedo Bertoldo, vem usando o dinheiro do contribuinte para bancar um verdadeiro trem da alegria com a contratação de afilhados e apadrinhados políticos, assim cooptar adversários para se tornarem aliados do governo municipal.

Além da farra de empregos para afilhados, o prefeito Valderedo Bertoldo, também começa a contratar empresas de amigos e doadores da sua campanha eleitoral por valores milionários num flagrante jogo do toma lá dá cá.

Enquanto isso, os vereadores do chamado grupo da oposição e o ex-prefeito Leonardo Oliveira, permanecem calados, assistindo de camarote os desmandos da atual administração em completo silêncio, deixando de acionar o Ministério Público para investigar o desgoverno no município.

42 políticos aparecem nas 2 megadelações

Resultado de imagem para jbs e odebrecht

Relatos de executivos e ex-executivos da JBS e Odebrecht mostram que ‘elite’ de partidos recebeu até R$ 1,2 bilhão em propina ou caixa 1

Valmar Hupsel Filho, Alexa Salomão, Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

Entre as centenas de políticos envolvidos nos processos da Operação Lava Jato há uma “elite” de 42 nomes que apareceram nas duas maiores delações reveladas pela Justiça até agora: as da Odebrecht e da JBS. Na lista dos citados por sócios e executivos tanto da empreiteira quanto do conglomerado do setor de carnes estão o presidente Michel Temer e seus antecessores Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de ministros, ex-ministros, governadores e ex-governadores, entre outros.

Os integrantes desse clube de elite teriam recebido, em conjunto, cerca de R$ 1,2 bilhãoem propinas e contribuições oficiais de campanha, segundo os depoimentos dos delatores. O dinheiro teria sido usado pelas empresas para comprar influência ou como contrapartida por benesses recebidas do setor público.

No ranking dos valores recebidos, quem se destaca é o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, mencionado nas duas delações como intermediário de doações em caixa 2 para campanhas eleitorais do PT e influente para intermediar operações com fundos de pensão e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Leia mais

CRISE SEM FIM 41ª fase da operação Lava Jato mira negócio no Benin

asasas

A Polícia Federal (PF) deflagrou na sexta-feira (26) a 41ª fase da operação Lava Jato, batizada de Poço Seco. A investigação busca identificar os beneficiários de propina num contrato de compra de um poço de petróleo em Benin, na África – de onde teria vindo o dinheiro que rendeu uma condenação ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado como beneficiário de US$ 1,5 milhão.
Os alvos desta fase eram outros destinatários da propina, segundo a investigação, e receberam os valores em contas ocultas na Suíça e nos Estados Unidos. Entre eles, estão o ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Xavier Bastos, que foi preso preventivamente; o ex-banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos, que era dono do BVA e se entregou à PF ontem; Fernanda Luz, filha do operador Jorge Luz, preso na Lava Jato; e quatro empresários. “É uma operação relativamente pequena, mas é justamente delas que surgem as melhores provas”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

Todos os alvos receberam parte dos US$ 10 milhões em propina que teriam sido negociados no contrato de Benin, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Os investigadores ainda irão apurar por que motivos os suspeitos receberam os valores: se atuaram no fechamento do negócio ou se teriam ajudado na lavagem do dinheiro, repassando os recursos para outros beneficiários. As informações são da Agência Estado.

Leia mais

Ministro do STJ reduz pena de condenado por morte da missionária Dorothy Stang

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer acolheu parcialmente recurso do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, condenado pela morte da missionária americana Dorothy Stang, e fixou a pena definitiva em 25 anos de prisão.

]Ele havia sido condenado em primeira instância à pena de 30 anos, balizada pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), pelo crime ocorrido em 2005, em Anapu. A decisão foi divulgada na noite desta sexta-feira.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Pará, o fazendeiro participou da contratação de Vitalmiro Bastos de Moura, homem que assassinou a missionária com cinco tiros. As informações são de O Globo.

Leia mais

De olho no PMDB, Maia diz a aliados que será o último a desembarcar do governo Temer

Favorito para o Palácio do Planalto num cenário de eleição indireta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou a aliados que será o último a abandonar o barco de Michel Temer, caso o naufrágio do peemedebista se torne iminente.

Sabe que qualquer movimento precipitado afastaria o PMDB de sua órbita, reduzindo suas chances numa disputa conduzida pelo Congresso. Não quer repetir o que considera ter sido um erro do PSDB, hoje visto com desconfiança pelos aliados.

Lições do passado

Pessoas próximas ao presidente da Câmara dizem que não há risco de ele aceitar um impeachment de Temer, “até porque a história mostra que quem dá aval a afastamento não sobrevive”, brincam.

Depois que sua residência oficial se tornou o principal ponto de encontro de políticos de diversos matizes em Brasília, Maia trocou as grades do portão de casa por chapas de aço. Agora ninguém mais vê quem entra e quem sai. As informações são da coluna Painel, da Folha de São Paulo.

Lava-Jato chega aos amigos e assessores especiais de Temer

Brazil's President Michel Temer attends a cabinet meeting, in Brasilia, Brazil, Friday, May 26, 2017. Brazil's president has canceled an order that sent soldiers into the streets of the capital, following criticism that the move was excessive and merely an effort to maintain power amid increasing calls for his resignation. The troops had been deployed late Wednesday following a day of clashes between police and protesters demanding that Temer be ousted amid allegations against him of corruption. (AP Photo/Eraldo Peres) Foto: Eraldo Peres / AP

Delações e investigações da Polícia Federal levantam suspeitas sobre ‘sombras’ do presidente

Não bastasse ter o núcleo duro de seu governo atingido por denúncias, Michel Temer também viu, nos últimos seis meses, os aliados que viviam à sua sombra serem colocados sob suspeita. Delações e investigações da Polícia Federal atingiram de amigos de longa data a assessores do Palácio do Planalto, segundo informações de O Globo.

As acusações dos executivos da JBS, tornadas públicas no último dia 19, trouxeram para os holofotes até pessoas ligadas a Temer que estão longe da política. Próximo ao peemedebista desde os anos 1980, o policial militar aposentado João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, teria recebido, segundo depoimento de Ricardo Saud, da JBS, R$ 1 milhão do “dinheiro que Temer roubou para ele do valor pago pelo PT para comprar o apoio do PMDB a Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2014”.

Leia mais

Agripino diz que “não tem viabilidade para eleição direta”

Resultado de imagem para agripino

“Nossa posição é de respeitar o mandato do presidente Michel Temer. Se ocorrer eleições, contudo, temos que recorrer à Constituição, que fala em eleições indiretas. Não tem viabilidade para eleição direta porque seria muito oneroso e demorado”, afirma o senador Agripino Maia (RN), presidente do DEM.

Apesar de todos os percalços, os partidos de esquerda dizem que vão insistir na aprovação da proposta e contam com mobilização nas ruas para mudar o cenário no Congresso.

“Não é hora para uma elite se encontrar e, nos porões, resolver a solução para o Brasil. Queremos um presidente legítimo, eleito pelo povo brasileiro”, disse o presidente do PDT, Carlos Lupi, em vídeo distribuído à sua militância.

“Nem o Lula quer Diretas agora”, diz Arthur Lira, do PP

Resultado de imagem para Arthur Lira

“O país está em uma crise política e econômica. Você acha que o Brasil aguenta uma eleição para cumprir um mandato de pouco mais de um ano? Não tem sentido, não tem cabimento. Por mais que tenha que exercer a democracia, não tem como, tem que ser eleição indireta”, diz o líder da bancada do PR, o deputado José Rocha (BA).

“Nem o Lula quer Diretas agora. Tem que seguir a Constituição”, afirma Arthur Lira (AL), líder da bancada do PP na Câmara, segundo a Folha de São Paulo.

Nos bastidores, governistas tem chamado a proposta de “PEC do Lula”. O raciocínio é o de que, fora uma onda a favor de alguém que se apresente “de fora da política”, o petista larga na frente. Apesar de ser réu em cinco ações penais, Lula lidera a corrida com 30% das intenções de voto segundo a última pesquisa do Datafolha.

PEC de eleições diretas precisa do voto de 60% dos parlamentares

Resultado de imagem para congresso nacional

Desde a eclosão da crise que ameaça o cargo de Michel Temer, tomou corpo no Congresso e em setores da sociedade movimento para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que determine eleições diretas.

Pelas regras atuais, a escolha do sucessor de Temer, caso ele venha a deixar o cargo, será feita pelos 594 parlamentares em eleição indireta a ser realizada 30 dias após a vacância do posto, segundo reportagem dos jornalistas Ranier Bragon e Talita Fernandes, da Folha de São Paulo.

Com vários integrantes sob a mira da Lava Jato, o Congresso tem hoje rejeição popular recorde –de acordo com o Datafolha, 58% da população avalia como ruim ou péssimo o desempenho do Legislativo.

Leia mais

Maiores partidos rejeitam votar a favor de Diretas-Já

Resultado de imagem para congresso nacional

Das 10 maiores siglas no Congresso, 7 se declararam abertamente contra esse modelo

A maioria do Congresso é contra mudar a Constituição para convocar eleições diretas caso o presidente Michel Temer deixe o poder. Nessa eventualidade, deputados e senadores querem manter a exclusividade de escolher quem comandará o país até dezembro de 2018.

A Folha ouviu líderes dos dez maiores partidos da Câmara e do Senado, que reúnem 72 senadores (89% do total) e 397 deputados (77%).

Com exceção da esquerda, que é minoritária, todos se declararam abertamente contra as Diretas-Já. As informações são da Folha de São Paulo.

Leia mais

Alckmin: ‘Não temos compromisso com o governo’

O governador diz que a preocupação no país deve ser pela aprovação das reformas

Por Ana Paula Ribeiro – O Globo

Em meio às discussões dentro do PSDB sobre qual será o posicionamento do partido em relação ao presidente Michel Temer, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado, ao comentar a situação do país, que não tinha compromisso com o governo, mas com as reformas necessárias para o crescimento do país.

Alckmin já havia lançado publicamente o senador Tasso Jeireissati e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como nomes para uma eventual sucessão de Temer.

— Não temos compromisso com o governo. Temos compromisso com o Brasil, com as reformas e com o crescimento do país — disse ele durante participação em evento promovido pela prefeitura paulistana.

Leia mais