Em um ano, planos de Segurança do governo Temer não saem do papel

Menos de 15 dias após assumir o governo como presidente interino, Michel Temer se deparava com a primeira crise na segurança pública. Para responder à repercussão de um estupro coletivo no Rio de Janeiro, anunciou que criaria um departamento de combate à violência contra a mulher na Polícia Federal (PF). Era a primeira de uma série de promessas para reduzir a criminalidade feitas no primeiro ano do peemedebista à frente do Palácio do Planalto.

Ao novo departamento na PF, que nunca se concretizou, somaram-se outros anúncios, empacotados no Plano Nacional de Segurança Pública, que foi lançado às pressas por conta de massacres em série dentro de presídios no início deste ano. De concreto, segundo balanço elaborado pelo GLOBO, o governo tem pouco para mostrar. A atuação federal é apontada por analistas e gestores da área como meramente reativa a crises pontuais.

Carro-chefe do combate à violência na esfera federal, o Plano Nacional de Segurança teve adesão formal até agora de 12 estados, mas a implantação das ações só começou nas regiões metropolitanas de Sergipe, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, segundo o Ministério da Justiça, que gerencia o programa.

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