Federais realizam paralisação contra cortes do governo Temer

UFMG

Trabalhadores técnico-administrativos, professores e estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) prometem paralisação nesta quinta-feira (14), às 17h, na Praça Afonso Arinos, região centro-sul de Belo Horizonte, contra cortes orçamentários feitos pelo governo Temer. Manifestações devem ocorrer em todo país.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFMG, Cefet-MG, UFVJM e IFMG (Sindifes), os cortes orçamentários no serviço público prejudicam o atendimento à sociedade, como no caso do Hospital das Clínicas da UFMG, que fechou uma ala inteira de internação por falta de recursos. O grupo vai se manifestar também conta as tentativas de privatização das usinas hidroelétricas mineiras.

O ato também procura conscientizar a sociedade da importância de lutar contra as reformas da previdência e a anulação da reforma trabalhista que retira os direitos dos trabalhadores, enfraquece a justiça trabalhista e os movimentos de reivindicações, diz o sindicato.

Corte  na educação

Em 2017, o custeio das universidades foi reduzido em R$ 1,7 milhão. Os investimentos tiveram queda de R$ 40,1 milhões. Para  a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a redução e contingenciamento comprometem a expansão, consolidação e funcionamento das instituições federais de ensino. Algumas universidades acumulam contas de anos anteriores e não conseguem fechar a conta, mesmo com 100% de liberação de recursos.

A previsão para setembro é de inviabilidade de funcionamento de diversas universidades federais, provocando centenas de demissões de trabalhadores terceirizados.

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