Joesley diz que fez contrato fictício com sócio do ex-ministro Cardozo

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O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse em depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República) que acertou contratos fictícios com o escritório de Marco Aurélio Carvalho, sócio do ex-ministro José Eduardo Cardozo.

A banca “emitia mensalmente notas de R$ 70.000,00 ou R$ 80.000,00 para contratos fictícios e parte desse dinheiro iria, segundo Marco Aurélio, para José Eduardo Cardozo”, segundo o depoimento de Joesley.

O empresário contou que os contratos serviam para manter “boa relação” com o ex-ministro da Justiça, que o “tratava muito bem”, segundo lhe dizia o advogado Marco Aurélio. E que, conforme Marco Aurélio, “o dinheiro chegava a José Eduardo Cardozo”.

Joesley disse que “nunca perguntou se o dinheiro chegava” de fato a Cardozo. As informações são de LETÍCIA CASADO, REYNALDO TUROLLO JR e RUBENS VALENTE, Folha de São Paulo.

OUTRO LADO

O ex-ministro da Justiça disse à Folha nesta segunda-feira (11) que as novas afirmações contradizem as primeiras declarações dadas por Joesley em acordo de delação premiada quando fez referências a Marco Aurélio Carvalho. Segundo o ex-ministro, os executivos da JBS o isentaram de qualquer relação com os pagamentos.

Marco Aurélio Carvalho disse à Folha que “não houve, e nem poderia haver, atribuição de qualquer conduta ilícita ou até mesmo inadequada”.

“Creio que trata-se de engano que será facilmente esclarecido. Houve e há farta prestação de serviços na área tributária e consultiva em relação ao contrato que celebrei com a empresa através de minha antiga pessoa jurídica, da qual nenhum de meus sócios atuais faz parte. Com emissão de notas fiscais e recolhimento de tributos.”

Ele afirmou que todas as contratações de seu escritório foram idôneas. “No mais, as despesas ressarcidas, bem como a existência de novas ações judiciais em curso, comprovam a inequívoca prestação de serviços e a lisura da contratação, bem como a confiança em minhas qualidades éticas e técnicas. A empresa é muito grande, fato pelo qual talvez o engano se justifique.”

“De toda sorte, sigo à disposição para todo e qualquer esclarecimento. Por fim, fomos convidados para o referido jantar, e embora estejamos sob sigilo profissional, posso afirmar que não houve, na referida conversa e em nenhuma outra com os então potenciais clientes nada de ilícito ou irregular. Como se sabe, a contratação não ocorreu.”

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