Marun descarta adiamento de votação da reforma da Previdência em comissão

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O presidente da comissão especial que analisa a reforma da Previdência, Carlos Marun (PMDB-RS), descartou, nesta terça-feira, qualquer possibilidade de se adiar a votação da proposta, marcada para começar amanhã. Ele disse que não há essa necessidade e que tem “absoluta certeza” de que o texto será aprovado na comissão. Segundo Marun, com o projeto aprovado, o governo terá segurança para convencer parlamentares e sociedade e garantir os 308 votos necessários para votar o projeto em plenário.

— Não existe necessidade (de adiamento). Nós temos absoluta segurança de uma maioria consistente na comissão. O projeto já foi bastante ajustado, as sugestões dos parlamentares e da sociedade foram em sua maioria incorporados ao texto, não existe motivo para mais adiamentos. Vamos hoje concluir a discussão e amanhã iniciaremos a votação — disse.

O deputado disse que a base do texto que será votado é a mesma, mas não descartou mudanças. Ele disse que é uma prerrogativa do relator, deputado Arthur Maia (SD-BA), alterar alguma “situação que passou desapercebida” até amanhã, quando se iniciará o processo de votação. As informações são de O Globo.

— A base do texto é a mesma. Pode ser que nesse meio tempo se evidencie alguma situação que passou desapercebida, ele tem essa prerrogativa de ajustar alguma situação no texto.

A previsão é encerrar a votação até quinta-feira. Marun não quis arriscar um placar para a votação na comissão, mas disse que “gostaria de ter uma aprovação por 3/5”. Isso corresponderia a 22 votos favoráveis entre os 37 membros da comissão.

Em relação à votação em plenário, ele afirmou que caberá aos líderes e ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) decidir qual será o momento adequado para colocar o projeto em pauta. Questionado, ele afirmou que “seria irresponsável” da parte do governo não se preocupar com a aprovação do texto.

Marun também comentou a exoneração de indicados de políticos que votaram contra o governo em projetos anteriores, sobretudo na reforma trabalhista. Segundo o presidente da comissão, ele não acompanhou de perto esse assunto, mas disse que “é natural que quem é governo tenha que agir como governo”.

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