Para se casar com plebeu, princesa do Japão deixa família real

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A princesa japonesa Mako e seu noivo, Kei Komuro. Foto: Shizuo Kambayashi/AP

A princesa do Japão, Mako, comunicou neste domingo, 3, que está deixando a família real para se casar com um cidadão comum no país. Pela lei japonesa, as mulheres da família real não podem se casar com plebeus. Se optam por fazê-lo, perdem o título de nobreza. A lei não é váilda para os homens.

A própria Mako fez o anúncio em uma coletiva de imprensa, acompanhada pelo noivo, o advogado Kei Komuro. Eles se conheceram na faculdade e decidiram se casar há três anos. O comunicado estava previsto para acontecer no mês de julho, mas foi postergado devido ao sofrimento de uma região do país, que foi gravemente atingida pela chuva na época.

“Eu estava avisada que deveria deixar a família real se me casasse”, disse a princesa. “Trabalhei para ajudar o imperador e cumpri com as tarefas da nobreza tanto quanto pude. Gostei da minha vida até aqui”.

HISTÓRIA DE AMOR

Mako contou que os dois eram colegas de sala na faculdade e se viram pela primeira vez quando ele se sentou atrás dela. “Fui atraída por seu sorriso, que brilha como o sol”. Eles se aproximaram no evento para estudantes interessados em intercâmbio e, a partir de então, começaram a sair.

Ambos chegaram a estudar fora do país. Mako passou um ano no Reino Unido e Komuro nos Estados Unidos. Em um jantar em dezembro de 2013, a relação foi oficializada.

Como o próprio casal disse, a família da princesa recebeu Komuro muito bem. No comunicado, nem Mako nem Komuro falaram muito sobre os planos para a família, mas confessaram desejar uma casa e uma família confortável e acolhedora.

Mudanças na lei

O comunicado da princesa pôs novamente a lei de permanência na família monarca em debate. A população está atenta ao possível fim da realeza, que tem cada vez menos membros e, consequentemente, menos homens, os únicos autorizados a assumir o trono.

Os mais conservadores, representados pelo primeiro minsitro Shinzo Abe, são grandes opositores da mudança, embora o Japão já tenha sido governado por mulheres.  /EFE/Associated Press

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