Polícia Federal prende médicos acusados de cobrar por partos cobertos pelo SUS

Polícia Federal prende médicos acusados de cobrar por partos cobertos pelo SUS

Cobrança ocorre há 13 anos e pode ter rendido R$ 1,6 milhão, diz polícia

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Falso Juramento, que investiga a cobrança de partos cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Itaqui, no Rio Grande do Sul. Os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva contra dois obstetras que teriam recebido pagamento indevido das mãos de dezenas de mulheres que deram à luz no Hospital São Patrício, no bairro José da Luz.

Os médicos detidos foram encaminhados à Penitenciária Modulada de Uruguaiana e responderão à Justiça por crimes de corrupção, estelionato e realização de esterilização cirúrgica ilegal. Além dos dois médicos, a investigação identificou o envolvimento na cobrança de um anestesista e uma funcionária de um dos obstetras. Os dois foram indiciados.

Dezenas de mulheres relataram aos investigadores que, com receio de entrar em trabalho de parto, pediam diretamente aos obstetras uma cesárea — e pagavam, para isso, de R$ 400 a R$ 1,8 mil. O dinheiro, segundo a PF, era embolsado integralmente pelos acusados, já que documentação do hospital comprovava o custeio do procedimento pelo SUS.

 

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