Presidente da Câmara diz que pautará votação da Previdência em outubro

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira que vai pautar a votação da reforma da Previdência na Casa em outubro, após a análise da reforma política pelos deputados. Maia disse que a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abrir um procedimento que pode levar à rescisão do acordo de delação premiada da JBS não deve ajudar no andamento das medidas econômicas no Congresso.

— Vamos pedir o governo para que nos ajude a dar quorum. A base tem número e acho que o governo tem condições de colaborar com a Câmara para que a gente possa votar a Reforma da Previdência em outubro — disse Rodrigo Maia, em rápida entrevista após participar do desfile de 7 de Setembro, em Brasília.

A Reforma da Previdência está parada na Câmara desde que veio à público a delação dos executivos da JBS, em maio. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em uma comissão especial da Câmara e ainda precisa passar por duas votações pelo plenário, antes de ser enviada ao Senado. As informações são de O Globo.

O ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral, disse que a “espetacularização” das delações da JBS atrapalhou a economia país e travou a Reforma da Previdência.

— A Reforma da Previdência, não tivesse havido essa espetacularização, já poderia ter sido votada. Estaria tudo muito bem — afirmou o ministro palaciano, acrescentando que a delação atrapalhou a economia do Brasil:

— Rigorosamente, todos esses episódios contribuíram muito para que a situação econômica não tivesse os ganhos que poderia ter. Os números que temos hoje poderiam ser muito maiores — disse, pedindo que a Justiça tenha “muita cautela e serenidade”.

Nesta quinta-feira, prestaram depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) os delatores Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis. Desde a última segunda-feira, o caso teve uma reviravolta, quando a PGR anunciou uma nova gravação que lança suspeitas sobre omissão de crimes nas colaborações premiadas e favorecimento aos delatores por parte do ex-procurador Marcello Miller.

Os termos do acordo devem ser revistos, e a colaboração pode ser anulada. Com esse cenário, o Palácio do Planalto aposta na invalidação das provas apresentadas no caso JBS, que implicam diretamente o presidente Michel Temer.

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