Tumultos e mordida a “pixuleco” marcam sessão na câmara

Tatuar o nome “Temer” no ombro — de forma definitiva ou não — colocou o deputado Wladimir Costa (SD-PA) em evidência. O gesto bizarro ainda rende, e virou munição para a oposição. Dezenas de adesivos que satirizam a tatuagem foram imprimidos e distribuídos no plenário da Câmara. Wladimir protagonizou, nos discursos que antecederam a votação, uma confusão e um empurra-empurra com parlamentares da oposição. O deputado da tatuagem estava com dois “pixulecos” — o boneco inflável que reproduz Lula como presidiário — e batia um contra o outro durante as falas dos oposicionistas. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) chegou a avançar sobre um dos “pixulecos” de Wladimir e o mordeu.

Praticamente todos os deputados do PT, a bancada que Wladimir mais provoca na votação da denúncia, usam no ombro o adesivo, que reproduz o desenho da bandeira do Brasil, a palavra “Temer” e acrescenta a palavra “Fora”.

Um pacote de adesivos surgiu no plenário e ainda não apareceu um dono ou um autor da ideia. O GLOBO ouviu seis deputados petistas e nenhum deles sabe quem levou o material ao plenário. Certa da derrota na votação, coube à oposição provocar. Além do adesivo, circulam no plenário falsas malas de dinheiro e falsas notas com o rosto de Temer. Este material foi produzido e distribuído pela bancada do PSOL.

— Um deputado lá do Pará resolveu desrespeitar, afrontar o eleitor brasileiro, lá numa praia de Salinas, ao colocar uma tatuagem no seu corpo em homenagem ao Temer. E aqui hoje alguém teve a ideia de reproduzir essa tal tatuagem, mas com um “Fora Temer” — diz o deputado Zé Geraldo (PT-PA).

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