Vicente Cândido deve apresentar relatório sobre reforma política no dia 4 de abril

Vicente Cândido deve apresentar relatório sobre reforma política no dia 4 de abril

Deputado petista deve propor a lista fechada para as eleições de 2018 e 2022 e, a partir de 2026, o sistema alemão (que combina voto no partido e no candidato do distrito)

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

O relator da comissão especial da reforma política na Câmara, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), disse nesta segunda-feira, 20, que deve apresentar o seu relatório no dia 4 de abril, com a proposta de quatro ou cinco projetos de lei e mais uma emenda constitucional. O petista afirmou que deve propor no seu relatório lista fechada para as eleições de 2018 e 2022, para uma transição.

“E a partir de 2026 o sistema alemão (que combina voto no partido e no candidato do distrito), para gente conseguir abaixar muito o custo de campanha. Nós não temos outro caminho a não ser adotar o orçamento público com uma participação pequena das pessoas físicas, como eleitor e cidadão”, defendeu o deputado federal, antes de participar do Seminário Internacional sobre Sistemas Eleitorais, no TSE, em Brasília.

Indagado sobre a eficiência do sistema de lista fechada, o parlamentar disse não haver outro caminho. “É acreditar nos partidos, fortalecer os partidos e acreditar que não há democracia sem partido político”, comentou Vicente Cândido.

CORRUPÇÃO. Conforme levantamento feito pelo Broadcast Político, políticos investigados e citados na Operação Lava Jato ocupam cargos de destaque no comando de 9 dos 10 partidos com maiores bancadas na Câmara dos Deputados. Esses dirigentes terão influência na definição dos candidatos que integrarão as listas partidárias fechadas, caso esse forma de votação para eleição de deputados federais, estaduais e vereadores seja aprovado pelo Congresso.

Questionado se a lista fechada não poderia beneficiar políticos na mira da Lava Jato, Vicente Cândido destacou que esse sistema funciona em vários países do mundo há muitos anos. “80% do mundo pratica lista fechada. Se (essa questão da Lava Jato) é um problema conjuntural brasileiro, não pode dirigir as nossas decisões”, disse o petista.

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