Governadores eleitos vão participar de curso de gestão em Oxford

Antes mesmo de tomarem posse, nove futuros governadores aceitaram o desafio de interromper as negociações em torno da formação de equipe de governo para fazerem uma espécie de “curso” de gestão pública na Universidade de Oxford.

A turma de alunos vai se juntar a outras 56 autoridades, entre elas, políticos de vários partidos, empresários e especialistas para discutirem propostas que possam ser aplicadas nos próximos mandatos para melhorar a qualidade da área de recursos humanos dos seus governos.

O foco do curso é buscar soluções para aprimorar o mecanismo de seleção das pessoas que vão ocupar os cargos de liderança do segundo e terceiro escalões dos governos. Muitos deles, cargos comissionados que são preenchidos por pessoas de fora do governo.

“Ter bons times liderando as áreas críticas de governo faz todo o sentido”, diz Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, ONG que promove o encontro. Segundo ele, muitos países como o Chile, Cingapura, Reino Unido e França, têm processos de seleção profissional e avaliação de metas de desempenho dos seus cargos estratégicos. Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

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Secretário de Robinson permanece no governo de Fátima Bezerra

A governadora eleita Fátima Bezerra, do PT, definiu ontem o nome do atual secretário de Justiça e Cidadania do governo Robinson Faria, Luís Mauro Albuquerque Araújo, para chefiar a pasta de Administração Penitenciária, que será criada a partir de janeiro de 2019.

Já o comando-geral da PM ficará a cargo do coronel Alarico José Pessoa Azevedo Júnior e a delegada Ana Cláudia Saraiva Gomes vai chefiar a Polícia Civil a partir do próximo ano.

Fátima do PT indica ex-comandante da PM no governo Rosalba para comandar cúpula da Segurança no RN

Governadora eleita anuncia nomes para a Segurança do RN — Foto: Equipe de transição do Governo do RN

A governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), escolheu nesta sexta-feira (23), o coronel da reserva Francisco Canindé de Araújo Silva, ex-comandante-geral da PM nos governos de Ibere Ferreira e Rosalba Ciarlini, para assumir o cargo de secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social.  

Coronel Araújo foi nomeado comandante geral da PM na gestão do falecido ex-governador Iberê Ferreira e permaneceu na função durante a gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini

O ex-comandante da PM e atual chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Assembleia Legislativa do RN, vai começar a comandar a cúpula da Segurança Pública em janeiro do próximo ano.

Fátima afirmou, por meio de nota enviada à imprensa, que os critérios de escolha dos profissionais foram a qualidade técnica, experiência, espírito público e compromisso deles com as diretrizes de um governo de inclusão, participação e capacidade de trabalhar em defesa dos interesses da sociedade.

“A área de Segurança é a mais desafiadora, problemática e na qual a população tem mais expectativa de mudança. Vamos atuar de maneira articulada, para que essa realidade do Rio Grande do Norte de liderar o ranking da violência seja deixada para trás”, disse.

‘Já gastei o meu estoque de ministros, não tenho mais’, diz Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho

Responsável por indicar dois ministros do novo governo, o filósofo Olavo de Carvalho rejeita o rótulo de ideólogo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. “É lenda urbana”, disse. Em entrevista ao Estado, ele afirmou que há uma “dominação comunista” na educação brasileira e defendeu que seja feita uma “reunião de provas” sobre isso.

Por isso, disse que é ingenuidade levar o projeto Escola sem Partido para debate no Congresso e que “uma guerra cultural se vence no campo cultural”. Olavo de Carvalho, que há 13 anos mora em Virgínia, nos Estados Unidos, criticou ainda a imprensa brasileira e falou que a eleição de Bolsonaro “tem de ser respeitada”.

Após a entrevista, ele postou mensagem em rede social questionando uma das perguntas e usou termo ofensivo contra a repórter.

Seu pensamento tem influenciado as decisões do novo governo, mas o senhor tem dito que teve pouco contato com o presidente eleito.

Conversei com ele exatamente três vezes, por telefone. O Eduardo (Bolsonaro) esteve aqui uma vez e o Flávio (Bolsonaro) esteve uma vez.

Eduardo Bolsonaro virá aos EUA na semana que vem. Pretende se encontrar com ele?

Eu espero que sim, se ele tiver tempo e puder dar uma esticada na viagem até aqui será um prazer recebê-lo.

Ele fez algum contato?

Que eu saiba, não.

Tivemos dois ministros definidos a partir de indicação do senhor. Há mais indicações suas?

Já gastei o meu estoque de ministros, eu não tenho mais nenhum no bolso (risos). Infelizmente não tenho mais ninguém. Beatriz Bulla / Correspondente, O Estado de S.Paulo

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Há preconceito na análise do período militar no Brasil, diz futuro comandante do Exército

O general Edson Leal Pujol, próximo comandante do Exército
O general Edson Leal Pujol, próximo comandante do Exército – Pedro Ribas – 23.mai.2016/ANPr

Próximo comandante do Exército, o general Edson Leal Pujol, 63, avalia que o período da ditadura militar no Brasil é tratado com preconceito e desinformação.

Esse preconceito, na visão dele, é fruto de uma doutrinação na análise dos últimos 60 anos da história do país. Ele afirma que o tempo vai limpar as diferenças de opinião.

Anunciado nesta semana como novo comandante, Pujol é o oficial mais antigo entre os 17 generais-de-exército da ativa. Ele foi colega do presidente eleito, Jair Bolsonaro, na Academia Militar das Agulhas Negras.

Em entrevista à Folha, Pujol argumenta que a mistura da política com as Forças Armadas não tem gerado bom resultado em diversos países.

O país tem se mostrado muito polarizado. Como o sr. vê o atual cenário? O que notamos é uma divisão do país entre uma parcela significativa da população e da opinião pública, até mesmo da imprensa, que não estava satisfeita com o que estava acontecendo no país em termos da maneira de administrar, do envolvimento de vários integrantes da administração dos diversos poderes em atos que não eram aqueles que os eleitores que os elegeram esperavam. Depois de um período relativamente longo, fez com que a população acordasse: “vamos tentar mudar essas coisas”. Isso eu vi como cidadão. Como militar, não posso opinar.

E qual é a perspectiva a partir de agora? É de esperança, como brasileiro. É expectativa de que as coisas mudem, que o país melhore ou, pelo menos, pare de piorar. Laís Alegretti e Camila Mattoso – Folha de são Paulo

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EBC dá início a plano de demissão voluntária após ameaças de Bolsonaro

EBC. Ex-presidente da EBC, Laerte Rimoli chamou a empresa de "mastodonte"

Empresa pública federal que reúne veículos de rádio, TV e internet, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) divulgou comunicado ao seu quadro de pessoal nesta sexta (23) informando que dará início a um novo turno de adesões ao Plano de Demissão Voluntária (PDV). Uma primeira rodada já havia sido iniciada entre dezembro e o começo deste ano, mas com alcance restrito. Agora, o programa se estende a todos os cerca de 2,3 mil funcionários.

A EBC é responsável pelo conteúdo da TV Brasil, da Agência Brasil e da Rádio Nacional, entre outros veículos de comunicação. Para o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), sua equipe e e seus apoiadores, trata-se de uma estrutura desnecessária. Há alguns anos, a emissora de TV, por exemplo, é chamada de “TV do Lula”, pois foi fundada em outubro de 2007, no governo do petista.

Como lembra reportagem veiculada há pouco no site do jornal Folha de S.Paulo, o novo PDV é ativado em um momento em que Bolsonaro e membros do futuro governo cogitam extinguir estruturas da empresa, como a própria TV Brasil. As ameaças geraram reação no quadro de funcionários e uma espécie de campanha informal nas redes sociais com a hashtag #ficaEBC.

O governo reservou R$ 80 milhões para custear o plano de demissões, que tem início formal a partir da próxima terça-feira (27). No comunicado aos funcionários, enviado por e-mail, a empresa alega a necessidade de “readequação da estrutura organizacional” e “redimensionamento da força de trabalho e redução de custos”.

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Dono da Localiza é escolhido secretário de privatizações do governo Bolsonaro

Empresas  Salim Mattar, presidente da Localiza
Empresas Salim Mattar, presidente da Localiza – Segio Zacchi/Valor

O empresário Salim Mattar, dono da Localiza, foi escolhido para assumir a secretaria de privatizações do futuro Ministério da Economia de Paulo Guedes.

O empresário comandará a agenda de gestão de estatais, enxugamento de quadros de funcionários, e também a política de desinvestimento de empresas públicas, como a venda de participações. ​

A secretaria de privatizações assume as funções que eram do Ministério do Planejamento, que será fundido à Fazenda.

O PPI (Programa de Parceria e Investimentos) ficará sob administração da Presidência da República e o mais provável é que seja controlado pelo vice Hamilton Mourão.  ​ ​ ​

Em nota,  a assessoria de imprensa de Guedes oficializou a indicação de Mattar. 
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“O empresário Salim Mattar aceitou o convite do futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, para assumir a Secretaria Geral de Desestatização e Desimobilização, que será criada como parte da estrutura do Ministério da Economia no novo governo.  Mattar é fundador e presidente do Conselho da Localiza, uma das maiores locadoras de veículos do mundo. O empresário é também membro do Instituto Millenium, fundado por Guedes para promover o liberalismo econômico.” 

Mariana Carneiro – Folha de São Paulo

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