Superministro Paulo Guedes se aproxima de Renan em jantar secreto

O futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, começou a se aproximar de Renan Calheiros. A convite de Guedes, os dois jantaram na terça-feira em Brasília. Um amigo em comum intermediou o petit comité, mantido até então sob sigilo pelos dois protagonistas.

Renan disse a interlocutores que saiu impressionado. E brincou que a partir de agora será liberal com relação a Chicago, em referência à escola de Guedes, e conservador em relação a Curitiba, terra de Sérgio Moro. O futuro ministro também disse a amigos que aprovou o encontro.

Na mesa. Ao longo da noite, Guedes e Renan conversaram sobre o novo modelo de governabilidade que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, deseja impor, sem toma lá, dá cá, e a necessidade de desvincular o orçamento da União.

Novos amigos. O ministro contou para Renan que a ideia é desvincular R$ 1,5 trilhão do orçamento para cuidar de saúde, educação e obras de infraestrutura. Foi aconselhado a procurar mais senadores para abrir o diálogo e garantir apoio.

Nos detalhes. Renan Calheiros, que apoiou todos os presidentes da República na redemocratização, tem discurso pronto para sua aproximação com a gestão Bolsonaro. Diz que os dois têm afinidade. Ambos têm filhos chamados Renan. Coluna do Estadão

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Zenaide de hoje pode vir a ser a Fátima de amanhã

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A Zenaide de hoje pode vir a ser a Fátima de amanhã – candidata a governadora, em 2022, contra Fátima Bezerra. Nada demais, a história estaria apenas se repetindo. Em 2014, Fátima foi eleita senadora na mesma chapa de Robinson Faria, eleito governador. Quatro anos depois, Fátima desbancou Robinson, seu aliado de quatro anos antes.

Normalmente, os senadores eleitos são todos candidatos em potencial ao governo do Estado. Primeiro, porque chegaram ao Senado da República com votos em todos os municípios do Estado; em segundo lugar, porque ganharam um mandato de oito anos e serão candidatos com uma esteira de quatro anos. Ou seja, se forem derrotados, continuam senadores, sem prejuízo nenhum.

Daí, a atenção especial da governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), com os passos da senadora eleita, Zenaide Maia Calado (PHS). Todo cuidado é pouco, a partir de sua nova filiação partidária, – já que o PHS vai deixar de existir -, até os seus espaços no Governo. Afinal, não seria politicamente correto fortalecer uma potencial possível adversária. Alexandre Cavalcante – Blog Pinga Fogo – Portal Nominuto

Malafaia critica Bolsonaro por não convidar Magno Malta para ministério

Jair Bolsonaro e Silas Malafaia

O anúncio do deputado Osmar Terra (MDB/RS) como titular do Ministério da Cidadania e Ação Social, nesta quarta-feira (28), parece ter colocado fim nas expectativas do senador Magno Malta (PR/ES) de ser ministro do governo de Jair Bolsonaro.

Ele vinha sendo apontado como preferido para a pasta, mas nas últimas horas foram especulados outros nomes, como o de Marco Feliciano (Pode/SP). A escolha desagradou o pastor Silas Malafaia, que tentava emplacar o nome de Malta.

Malafaia chegou a responsabilizar Bolsonaro pela derrota do senador capixaba nestas eleições.

“A única pessoa que pode responder por que o Magno não foi confirmado é o próprio presidente. Para mim, Bolsonaro disse três vezes que estava pensando em colocar o Magno no Ministério da Cidadania. Apoio integralmente o Bolsonaro, mas não vou concordar 100% com as ações dele. A unanimidade é burra.  Malta não, perdeu a eleição porque fez campanha para Bolsonaro”, disparou o líder do ministério Vitória em Cristo.

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Bolsonaro convida assessora de Magno Malta para ministério

Reprodução

A pastora evangélica Damares Alves, assessora parlamentar de Magno Malta (PR-ES), foi convidada por Bolsonaro para ocupar o posto de ministra de Direitos Humanos e Mulheres. Ela é antagonista do movimento LGBT e luta contra a legalização do aborto, entre outras causas conservadoras.

A informação foi confirmada por pessoas próximas à pastora, que não quiseram se identificar. Ela é vista como um nome de confiança por Bolsonaro e é próxima da bancada evangélica. Seria a segunda mulher dos ministérios do presidente eleito após Tereza Cristina (DEM-MS), convidada para a Agricultura.

Nesta quarta-feira, a pastora foi até o gabinete de transição e recebeu pessoalmente o convite. Ela disse que responderia até terça-feira se aceitaria ou não. O GLOBO apurou que Magno Malta também foi informado da possibilidade de sua assessora se tornar ministra.

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STF tem maioria a favor de indulto natalino de Temer

Ministros do STF no plenário do tribunal durante a sessão desta quinta-feira. Foto: Foto Rosinei Coutinho/SCO/STF (Crédito: )

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira (29) maioria para declarar constitucional o indulto de Natal de 2017, contestado na Corte pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por beneficiar condenados por crime de colarinho branco.

Mesmo assim, a decisão liminar do ministro Luís Roberto Barroso, que endureceu pontos do decreto, continua valendo até que o julgamento, suspenso pelo pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Luiz Fux, seja retomado. Ainda não há data para isso ocorrer.

Apesar da Corte ainda precisar se debruçar sobre o tema no futuro, a maioria representa um aval simbólico para que o presidente Michel Temer edite o indulto de 2018 com as mesmas regras do ano passado. Neste cenário, 21 presos da Lava Jato poderão ser beneficiados, segundo levantamento da força-tarefa da operação em Curitiba.

Pontos do decreto do ano passado suspensos por Barroso previam perdão de pena a condenados por corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e associação criminosa, por exemplo. Amanda Pupo e Teo Cury – O Estado de São Paulo

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Bolsonaro não pretende voltar atrás sobre mudança de embaixada em Israel

O presidente eleito, Jair Bolsonaro

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, não pretende voltar atrás publicamente da decisão de mudar a embaixada do Brasil em Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém. Mas tampouco deve avançar o sinal. A opção, até segunda ordem, é deixar o assunto em banho-maria, sem anunciar data para que a transferência ocorra.

VAI DEVAGAR 

Segundo um interlocutor frequente do futuro presidente, ele sabe que “há implicações geopolíticas importantes” e que mudar a embaixada “é um passo arriscado”. Está sendo aconselhado a implantar qualquer decisão “de forma paulatina”.

PRIMEIRO PASSO 

A abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, por exemplo, poderia ser uma alternativa à mudança pura e simples do endereço da representação diplomática.

EXEMPLO 

Um dos temas da conversa que Bolsonaro teve com o embaixador de Israel, Yossi Shelley, foi justamente a abertura de um escritório da República Tcheca em Jerusalém. O assunto foi puxado pelo diplomata.

ALERTA 

O setor militar do governo é um dos que alertam para as possíveis consequências de um gesto mais radical. O general e vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, disse à Folha que a mudança da embaixada pode transferir o terrorismo para o Brasil. Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

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