José Dias associa delação à máfia e vê situação de Fátima como “péssima”

O deputado estadual José Dias prefere não tecer comentários sobre a acusação feita pelo ex-ministro Antonio Palocci contra a governadora Fátima Bezerra, que teria recebido propina da empreiteira Camargo Corrêa. “Não me meto porque isso é assunto interno da máfia, eu não vou entrar nesse negócio. Deixa que a justiça vá examinar, o Ministério Público, eles que têm que dizer”, analisa o parlamentar.

Embora acredite não ser momento para se falar na deflagração do processo de impeachment de Fátima Bezerra, o que, segundo fontes do Novo Notícias, já está sendo comentado nos bastidores da Assembleia Legislativa, José Dias avalia que o “navio já está dando água” e que “quando o navio começa a dar água, não sei o que é que vai acontecer”.

Eleitoralmente, disse José Dias, “a coisa está péssima” para a governadora Fátima Bezerra: “Ela levou uma surra em Alto do Rodrigues, o candidato que ela não apoiou teve 75 por cento e em Ceará-Mirim, ela apoiou uma das campanhas mais sujas que já se teve notícia e perdeu”.

José Dias concluiu dizendo que “só quem dá apoio incondicional à governadora é o MST”.

*Novo noticias

Câmara dos Deputados aprova pacote anticrime

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto de lei do pacote anticrime (PL 10372/18). O texto-base foi aprovado por 408 votos a favor, 9 contra, e 2 abstenções e, posteriormente, os parlamentares rejeitaram um destaque do partido Novo, que pedia a retirada do texto da figura do juiz de garantias, um magistrado responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e que não fará o julgamento do mérito do fato.

O PL segue para análise do Senado.

Mais cedo, os deputados aprovaram um pedido de tramitação em regime de urgência do PL, que foi aprovado por 359 votos a 9.

Os deputados aprovaram o substitutivo do deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), seguindo o texto do relator do grupo de trabalho, deputado Capitão Augusto (PL-SP). O grupo de trabalho analisou dois textos sobre o assunto encaminhados ao Legislativo. Uma das propostas originais foi elaborada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e a outra pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Para chegar ao texto final, o grupo de trabalho retirou temas polêmicos, como a definição de que não há crime se a lesão ou morte é causada por forte medo (o chamado excludente de ilicitude) e a previsão de prisão após condenação em segunda instância.

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