Pedro Cardoso: “Como pode haver educação e saúde apenas para quem pode pagar?” | Revista Fórum

O ator Pedro Cardoso foi parar entre os assuntos mais comentados nas redes sociais, neste domingo (15), após fazer a defesa do serviço público e, sobretudo do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

Para ele, “os funcionários públicos são, na imensa maioria das vezes, melhores do que o sistema a que servem. Nos momentos de crise é que o sabemos. Quem enfrenta as calamidades são eles”.

Cardoso se pergunta: “Como pode haver educação e saúde apenas para quem pode pagar se uma e outra têm sido feitas por todos, ricos ou pobres, europeus ou africanos, religiosos ou ateus?”, e conclui: “O que todos construíram pertence a todos; e todos devemos dividir o custo desses serviços”.

Veja abaixo a postagem e o texto completo de Pedro Cardoso:

Venho dizer da minha admiração pelo SUS e pela escola pública; e do sonho de uma boa polícia e de um bom exército; e do orgulho por um honesto bombeiro ou salva vidas; venho louvar o SERVIÇO PÚBLICO e seus profissionais. Os funcionários públicos são, na imensa maioria das vezes, melhores do que o sistema a que servem. Nos momentos de crise é que o sabemos. Quem enfrenta as calamidades são eles.

Tenho 2 grandes amigos que são professores em universidades públicas, Vinícius e Consuelo. Ambos honram o investimento feito neles com verbas públicas espalhando o conhecimento que adquiriram. Ouvi dos 2 em momentos diferentes o quanto se sentiam compromissados com o ensino público por terem usufruído de apoio público para se formarem. São 2 amigos de quem me orgulho e que me colocam diante do egoísmo meu que me fez fazer fortuna na iniciativa privada.

Como estes meus 2 amigos, há muitos brasileiros que merecem mais o Brasil do que outros que ao Brasil só querem explorar economicamente. Vinícius e Consuelo são 2 entre milhões que sustentam o bem-estar de outros milhões que dependem do serviço público.

Eu acho que educação e saúde, além de outras fundamentalidades, são bens públicos uma vez que toda a humanidade construiu os conhecimentos sobre os quais se assentam. Como pode haver educação e saúde apenas para quem pode pagar se uma e outra têm sido feitas por todos, ricos ou pobres, europeus ou africanos, religiosos ou ateus? O que todos construíram pertence a todos; e todos devemos dividir o custo desses serviços.

De que modo operar a equação dessa divisão, é política. Façamos boa política, então. O lucro não pode ser exercido sobre o bem comum. Minha opinião. O lucro do bem comum é o bem-estar que ele propicia. Defender o Estado da corrupção e da má administração não é o mesmo que aniquilá-lo como quer o híper-liberalismo radical. Viva o funcionário público! Viva a pessoa que vive para o outro. Quem me dera ter sido um deles. Bom fim de semana.

Bebianno disse em carta a Bolsonaro que seu filho Carlos era “nutrido por ódio o tempo inteiro”

O ex-ministro e advogado Gustavo Bebianno, morto na madrugada deste sábado (14), em decorrência de um infarto fulminante, contou detalhes ao Estadão, em entrevista no último dia 10, sobre uma carta que escreveu para o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) logo após ser demitido, em fevereiro de 2019.

Bebianno conta que falou sobre o filho do presidente Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). “Eu disse que Carlos não sabia amar, era nutrido por ódio o tempo inteiro. Ninguém o ensinou a amar. Ele não aprendeu”, contou.

Cópias da carta foram entregues para o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, então chefe da Casa Civil; o general Maynard Santa Rosa, que ocupava o cargo de chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE); e para o ator Carlos Vereza, que se aproximou do presidente e também se tornou seu amigo.

De acordo com Bebianno, foi após esta carta que Bolsonaro passou a declarar que um ex-assessor poderia estar envolvido na tentativa de seu assassinato. “Isso é uma loucura. Eu estive ao lado dele o tempo inteiro. Abri mão de estar com minha família. Nunca quis nada em troca. Eu acreditava quando ele dizia que queria mudar o Brasil.”

Em entrevista ao programa Roda-Viva, da TV Cultura, no início deste mês, Bebianno falou que Carlos queria montar uma “Abin paralela” dentro do Palácio do Planalto com a participação de delegados federais. Na ocasião, se recusou a falar os nomes. Ao Estado, ele disse que não queria mais comentar o assunto.

“É bom me preservar. Além disso, os policiais em questão não fizeram nada de errado. Nem sei se de fato se prestariam a atender às loucuras do Carlos. Não vou prejudicar ninguém, porque não sei o que fizeram ou não”, justificou.

Exames atestam negativo e Mossoró não tem casos do novo coronavírus, afirma secretaria

Os dois casos suspeitos de coronavírus em Mossoró atestaram negativos, ou seja, a cidade não tem – até aqui – nenhum paciente infectado com o Covid-19.

O comunicado foi feito pela Secretaria Municipal de Saúde, que recebem resultado dos exames feitos pelo Instituto Evandro Chagas.

Os dois pacientes já foram liberados do isolamento domiciliar.

Por uma questão de seguir os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Município notificou mais dois casos, faltando a definição do Ministério da Saúde em relação a classificação (se considera caso suspeito ou caso excluído).

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