PEDIDO DE SOCORRO: Em Assú funcionários e população estão a mercê do COVID-19

Pode ser mais grave do que se imagina, a situação da saúde na cidade do Assú, quando comparada a outras cidades potiguares, a falta de estrutura na atenção básica, agrava a crise do novo corona vírus, já que alguns profissionais relataram ao Blog, que falta suprimentos básicos e essenciais na prevenção, como máscara, álcool a 70% em gel, material de limpeza, dentre outros.

Circula comentários de que os Agentes de saúde municipais estão preocupados, pois um deles afirmou que eles podem estar sendo fonte de contaminação ao invés de prevenção, já que estão tendo contato com pacientes sadios e suspeitos, mas como não tem material adequado, o trabalho fica prejudicado, e consequentemente atinge assim toda a população.

O trabalho dos profissionais da saúde está seriamente comprometido, e alguns médicos já pensam em pedir cancelamento de seus contratos, pois falta segurança e condições mínimas exigidas para trabalhar no combate à pandemia.

O cenário da saúde na gestão de Gustavo e sob a direção de Viviane já era um caos, e agora nesse momento delicado, em que a estrutura básica para conter a pandemia não existe, se torna pior ainda, e os órgãos competentes devem acompanhar isso de perto, pois é inadmissível, que uma gestão coloque em risco a segurança da população de forma irresponsável.

Governo do RN requisita prédio do hospital Papi para casos de coronavírus

A governadora Fátima Bezerra e o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia, requisitaram, por meio da Portaria 778/Sesap, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado (DOE), o prédio do antigo Hospital Papi, localizado na avenida Afonso Pena, bairro do Tirol, em Natal, para enfrentamento da infecção humana causada pelo novo coronavírus (sars-cov-2).

A medida será uma forma de ampliar a capacidade de oferta de leitos na rede do SUS e possibilitar o redirecionamento de pacientes entre os serviços de saúde de modo a facilitar a organização da atenção. Com isso o atendimento aos pacientes suspeitos ou confirmados poderá ser reorganizado, desafogando os hospitais de referência contidos no Plano de Contingência em atualização, nesse contexto em que se projeta uma rápida expansão do número de casos, a partir da declaração de transmissão comunitária em todo o país. A requisição se estende aos respectivos equipamentos contidos naquela unidade hospitalar, desativada há alguns anos.

O Governo se fundamenta no Decreto Estadual nº 29.513, de 13 de março de 2020, que regulamenta no âmbito estadual o disposto na Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, sobre medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional, decorrente do coronavírus, responsável pelo surto de 2019.

A contaminação progressiva do novo coronavírus impõe a necessidade de adoção de medidas que potencializem a atenção aos casos suspeitos e confirmados de Covid-19, com a organização de linhas de cuidado e de ações em um serviço complementar que concentre ações assistenciais direcionadas para proporcionar maior controle e manejo adequado de casos suspeitos e confirmados da doença.

O prédio do antigo Hospital Papi se encontra desativado, mas em condições de ser colocado em funcionamento. A unidade hospitalar tem aproximadamente 2.860 m² e comporta uma capacidade de até 150 leitos. A requisição vigorará por cento e oitenta dias, prorrogáveis enquanto perdurar o quadro de pandemia ocasionado pelo coronavírus e a necessidade de atendimento à população. A requisição emitida pela Autoridade Sanitária, assegura a ocupação imediata por agentes públicos estaduais do referido hospital e a adoção de todas as medidas necessárias ao início das atividades com a maior brevidade possível. Após a entrada no imóvel, deverá ser feito inventário de bens em conjunto com o proprietário ou seu representante. A Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira, 23 de março de 2019.

PM vai às ruas no RN para pedir que comércios e pessoas respeitem decreto de contenção do coronavírus

PM interdita feira livre em Natal — Foto: PMRN/Divulgação

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte está promovendo ações em todo o estado para evitar aglomerações, em cumprimento a recomendação do Governo do RN para o isolamento domiciliar por causa do coronavírus. Os militares estão indo às ruas, neste domingo (22), conversar com a população sobre a importância de ficar em casa diante da pandemia.

A mobilização tem viés educativo e a princípio não tem a intenção de aplicar multas, segundo a assessoria da corporação. “Essa ação é de suma importância porque entendemos que a população que continua indo às ruas e fazendo essas feiras no interior do estado, não fazem isso por má vontade e sim por desconhecer a gravidade da doença”, explicou o tenente-coronel da PM, Eduardo Franco.

As orientações acontecem principalmente nas barragens do interior do estado, que costumam concentrar um grande número de pessoas. Além desses locais, os PMs estão visitando feiras livres, bares, restaurantes e pontos comerciais que possam gerar aglomerações. Na manhã deste domingo (22), os policiais foram até as barragens de Barra de Santana e Oiticica, no Seridó potiguar.

G1 RN

Mossoró tem o primeiro caso confirmado do novo coronavírus; no RN já são nove infectados

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o primeiro caso do coronavírus em Mossoró. Trata-se de um homem de 45 anos, que teve contato recente com uma pessoa suspeita do Covid-19. Segundo comunicado da secretaria, o paciente está em isolamento e seguindo as orientações médicas.

Mossoró tem outros 13 pacientes sendo investigados pelas autoridades de saúde.

Com caso confirmado de Mossoró e outros dois em Natal e Parnamirim, subiu para nove o número de infectados no Rio Grandemdo Norte.

As amostras foram processadas pelo Laboratório Central do RN. Todos os casos confirmados neste sábado (21) passam bem e estão seguindo as recomendações de isolamento preconizadas.

Perfil dos pacientes:

– Residente de Parnamirim, com 28 anos, do sexo feminino. Possui histórico de contato com caso confirmado de Covid-19.

– Residente em Natal, com 41 anos, do sexo feminino. Possui histórico de contato com caso confirmado residente de Recife.

– Residente de Mossoró, com 55 anos, do sexo masculino. Possui histórico de contato com caso suspeito de Covid-19.

*De Fato

China começa a viver fase pós-pandemia, mas ainda se preocupa com uma possível segunda onda de contágio e prevê quarentenas

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Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades chinesas anunciaram que, pela primeira vez desde dezembro, a cidade de Wuhan, epicentro da pandemia de covid-19, não registrou nenhum caso da doença em 24 horas. Aos poucos, a China respira cada vez mais aliviada e vislumbra a vida pós-coronavírus.

Em quatro meses, o covid-19 deu a volta ao mundo, infectou mais de 250 mil pessoas e matou cerca de 10 mil. “Não houve mais casos em Wuhan nas últimas 24 horas”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, na sexta-feira. “A cidade dá esperanças ao restante do mundo de que mesmo as situações mais extremas podem ser superadas.”

Após 81 mil casos de covid-19 na China, menos de 7 mil permanecem doentes. Na sexta-feira, o país registrou poucos novos registros, a maioria de pessoas que vieram de outros países – e apenas três mortes, o menor número desde que as autoridades começaram a divulgar os dados, em janeiro.

Com isso, na semana passada, o último hospital temporário montado em Wuhan foi fechado e a Apple anunciou a reabertura de todas as suas 42 lojas no país. Aos poucos, bares e restaurantes vão reabrindo em Xangai, especialmente no Bund, à beira do Rio Huangpu, zona boêmia da cidade. Em Pequim, o trânsito volta lentamente ao caos habitual e, em breve, o ar da capital ficará irrespirável de novo.

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No Rio, favelas esperam a chegada do vírus sem água e com aglomerações

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Por vários dias na última semana, Mayara Alves, 39, e seu marido ficaram acordados até de madrugada. À 1h, quando o movimento já não era tão grande na favela da Rocinha, eles começavam o sobe e desce na ladeira entre sua casa e a única bica que jorrava água.

Com os baldes carregados, o casal e os dois filhos tomavam banho agachados em uma bacia, para depois aproveitar o restante como descarga. A roupa suja que já não tinha mais onde colocar, Mayara confinava em sacos de lixo para evitar contaminação.

Famílias morando num único cômodo, trabalhadores se deslocando, crianças brincando nas ruas, comércios abertos e bares cheios continuam sendo cenas frequentes. No Beco do Índio, por exemplo, pequena comunidade no Recreio (zona oeste), nem vizinhos doentes afastaram a população.

Ali, uma mulher que não quis ser identificada, de 31 anos, gritava da varanda, de máscara, que está apavorada desde que começou a sentir febre alta, tosse, dores no corpo e dificuldade para respirar. Ela foi ao posto de saúde mas, sem testes para o coronavírus, recomendaram apenas isolamento.

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