OMS reafirma ineficácia da cloroquina após Brasil lançar protocolo

O diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou hoje que “nesse momento a cloroquina e a hidroxicloroquina não foram identificadas como eficazes para o tratamento da covid-19”. A resposta veio quando ele foi questionado sobre o que pensava a respeito da mudança no protocolo de uso dos respectivos medicamentos no Brasil.

A declaração de Ryan acontece no mesmo dia em que o Ministério da Saúde adotou um novo protocolo para o uso da droga, liberando-a em todos os casos e estágios da infecção, inclusive nos casos mais leves.

Ryan considerou que “cada nação é soberana” para “aconselhar seus cidadãos sobre qualquer tipo de medicamento”.

Segundo o diretor executivo, é preciso ter em conta os “efeitos colaterais que podem vir a acontecer” e que as “autoridades sanitárias devem avaliar os riscos” do tratamento com cloroquina e hidroxicloroquina durante a infecção pelo coronavírus.

Maria Van Kerkhove, que também faz parte do Programa de Emergência em Saúde da OMS, lembrou que alguns países já estão inscrevendo pacientes no estudo “Solidarity”, que é coordenado pela organização.

O ensaio clínico “Solidarity” (“Solidariedade”, em português) é uma conjugação de esforços de todo o mundo em busca de chegar a uma resposta rápida sobre quais medicamentos são eficazes no tratamento da covid-19, além de quais são ineficazes e não devem ser utilizados.

No Brasil, o estudo que investiga quatro possíveis tratamentos para a doença é liderado pela Fiocruz.
Resultados da Assembleia Mundial da Saúde

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