MP dá 72h para Ministério da Saúde explicar mudança na divulgação de mortes

Coronavírus: Com dados omitidos, Brasil registra 35.930 mortes e ...

O MPF (Ministério Público Federal) instaurou um procedimento extrajudicial para apurar os motivos que levaram o Ministério da Saúde a excluir o número total de óbitos por covid-19 das estatísticas divulgadas. O despacho estipulou prazo de 72 horas para o ministro interino da Saúde, general do Exército Eduardo Pazuello, enviar informações sobre o assunto.

O procedimento foi aberto pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral que pediu informações e documentos, incluindo a cópia do ato administrativo que determinou a retirada do número acumulado de mortes do painel.

O ministro da Saúde também deverá esclarecer se houve outras modificações e subtrações de dados públicos relativos à pandemia. Em caso positivo, é preciso especificar os fundamentos técnicos que embasaram essa decisão.

Na justificativa da abertura do procedimento, o MPF destacou que a transparência é uma regra no Poder Público e não deve haver exclusão de estatísticas. Para os autores do despacho que instaurou o procedimento extrajudicial “essa restrição de informações limita o acesso do público a dados que são relevantes, não sigilosos, que podem orientar a sua conduta em relação à proteção da própria saúde”.

O Ministério da Saúde escalonou a restrição a informações. Primeiro, passou a atrasar a divulgação dos números, que ocorria no meio tarde da tarde e foi para as 22 horas. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou “acabou matéria no Jornal Nacional”.

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Caraúbas: Justiça Eleitoral proíbe vice-prefeito e vereador de fazerem promoção pessoal com kits de prevenção à Covid-19

Caraúbas: Justiça Eleitoral proíbe vice-prefeito e vereador de fazerem promoção pessoal com kits de prevenção à Covid-19
O Ministério Público Eleitoral (MPE) obteve uma determinação judicial proibindo vice-prefeito e vereador de Caraúbas de distribuir kits de prevenção ao coronavírus (Covid-19) em visitas domiciliares ou de maneira que caracterize promoção pessoal. A Justiça Eleitoral, atuante na 36ª zona eleitoral, ordenou que a entrega desse material seja realizada apenas pelos técnicos e servidores municipais vinculados à Secretaria Municipal de  Saúde.
A determinação também inclui a proibição de que os representantes do Poder Executivo e do Legislativo de Caraúbas façam qualquer tipo de promoção pessoal com a finalidade de obtenção futura de apoio eleitoral ou de votos. Atos assim se configuram como propaganda eleitoral durante o período vedado por lei.
Os kits de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus contém álcool em gel, sabão líquido, máscara, luvas ou outros similares e estavam sendo distribuídos pessoalmente pelo vice-prefeito, Paulo de Paiva Brasil e o vereador Antônio Argemiro, nas casas de moradores de Caraúbas ou em logradouros públicos.
A determinação judicial é uma resposta à uma representação eleitoral apresentada pelo Ministério Público Estadual à 36ª Zona, contra os dois demandados.
MPRN

Maia, Mandetta e Gilmar Mendes criticam divulgação sobre covid

Mandetta 'mostra qualidades como gestor público em momento difícil ...

Neste sábado (6), o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes criticaram a alteração pelo governo federal da forma de divulgação dos dados da pandemia da covid-19.

A DPU (Defensoria Pública da União) ingressou neste sábado (6) com um pedido de liminar no plantão da Justiça Federal de São Paulo para obrigar o Ministério da Saúde a divulgar atualizações integrais do avanço dos casos e mortes da covid-19 até as 19h.

Durante participação em uma live, Maia disse que ligou para o secretário-geral da Presidência, ministro Jorge Oliveira, e fez um apelo para que o governo restabeleça os dados, com transparência. Para Maia, as informações são importantes para que prefeiros e governadores tomem decisões no combate à pandemia.

Gilmar Mendes usou uma rede social para publicar suas críticas e chamou de manipulação a nova metodologia. “A manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários. Tenta-se ocultar os números da #COVID19 para reduzir o controle social das políticas de saúde. O truque não vai isentar a responsabilidade pelo eventual genocídio. #CensuraNao #DitaduraNuncaMais”, diz o post no Twitter.

Mandetta chamou de “tragédia” a decisão do governo. “Me parece que estão querendo fazer uma cirurgia nos números dos protocolos públicos. Não informar significa o Estado ser mais nocivo do que a doença”, disse Mandetta, em uma live da faculdade IDP, de Brasília.

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Isolamento faz filho descobrir Alzheimer no pai e começar tratamento

Fábio, Gael e Seu Francisco - Foto: arquivo pessoal

A covid-19 trouxe muita tristeza e provocou quase 400 mil mortes no mundo até agora, mas para a família do Fábio Rios, do Rio de Janeiro, o isolamento social foi um bem: fez com que ele descobrisse que o pai, de 78 anos, sofre de Alzheimer e agora seu Francisco está sendo tratado na casa do filho. (vídeo abaixo)

Fábio é agente de atores e mora no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Já os pais dele moram em Botafogo, na Zona Sul e eles não se viam diariamente.

Ele contou em entrevista ao SóNotíciaBoa que no início de março, levou o pai e a mãe para morar na casa dele – pra evitar que ficassem sozinhos – e começou a perceber comportamentos estranhos do seu Francisco, como dificuldade para tomar banho, agressividade e esquecimentos.

“O meu pai se revoltou. Queria ir embora de qualquer jeito e ao mesmo tempo [estava] fazendo coisas estranhas e esquecendo meu nome. Esquecendo que sou filho dele. Comecei a perceber que estava grave. Foi bem difícil no início”, afirmou Fábio Rios.

O diagnóstico

Eles procuraram ajuda da geriatra Ana Cristina Barreira.

Após testes online e exames laboratoriais feitos na casa do Fábio, a médica diagnosticou que seu Francisco tem Alzheimer em estágio avançado.

União da família

Foi um choque para todos, mas o problema acabou unindo mais a família, justamente durante o isolamento social, que começaria logo depois que seu francisco e dona Valdene chegaram à casa do filho.

“Começamos o tratamento online [por causa do isolamento social]. Ficamos preocupados se daria certo à distância”, comentou Fábio Rios.

Mas funcionou. Seu Francisco começou ser medicado com produtos naturais.

“Pedimos o medicamento [canabidiol], mas ainda não chegou porque vem dos EUA. Enquanto isso, ela está medicando com uma série de medicamentos entre naturais e alopáticos… até florais quânticos meu pai está tomando”, contou o filho.

Alegria de volta

Enquanto aguarda a importação do remédio, seu Francisco encontrou na casa do filho um outro motivo para se reencontrar com a alegria: a convivência com Gael, o netinho de 2 anos.

Fábio conta que o comportamento de pai mudou… e pra melhor, felizmente.

Além de estar mais calmo e tranquilo, hoje – 3 meses depois de chegar no Recreio – ele faz atividades em casa, brinca com o neto e o convívio familiar ficou mais tranquilo.

“Eles brincam juntos, dançam e até compartilham dos mesmos desenhos e brinquedos para estimular psicomotricidade e a coordenação motora durante a quarentena”.

Fábio Rios contou a história da família dele ao SóNotíciaBoa para “essas informações chegarem a outras pessoas… acredito que muitas famílias estejam passando por isso”, disse.

Gratidão

Ele lembra que “essa quarentena serviu para a família salvar o seu Francisco de uma situação que já estava muito crítica [e eles não sabiam]…. A transformação dele depois do tratamento online foi radical”, comemorou o filho.

R7

Moro equipara PT e Bolsonaro e acena pela primeira vez a movimentos contrários ao presidente

Moro cutuca Sara Winter após protesto com tochas em Brasília

O ex-ministro Sergio Moro acena pela primeira vez aos recém-criados movimentos que se autodenominam pró-democracia e equipara o PT (Partido dos Trabalhadores) ao presidente Jair Bolsonaro.

Para Moro, o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não reconhece erros cometidos durante seu período no governo federal em relação aos desvios na Petrobras. Isso equivale, nas palavras do ex-juiz da Lava Jato, ao discurso negacionista de Bolsonaro sobre a pandemia do coronavírus. “É um erro isso”, diz.

Em entrevista à Folha, Moro diz que está “em aberto” a possibilidade de ele aderir a esses movimentos em defesa da democracia e contra o governo.

Afirma não ver constrangimento em integrar manifestos que possam ter membros críticos a seu trabalho como juiz da Lava Jato, apesar das resistências de alguns setores a seu nome. “Na democracia temos muito mais pontos em comum do que divergências. As questões pessoais devem ser deixadas de lado”, disse. “Não fui algoz de ninguém”.

No dia 23 de abril, a Folha revelou que Moro havia pedido demissão do Ministério da Justiça após ser avisado por Bolsonaro da troca no comando da Polícia Federal.

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Complexo da Fiocruz dará autonomia em vacinas para o Brasil

O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cibs/Fiocruz), em construção, vai aumentar em cinco vezes a capacidade de produção do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). As vacinas contra meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas, vão passar a sair do polo no Distrito Industrial de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. À produção, se juntarão também vacinas específicas para esquistossomose e hanseníase.

O Novo Centro de Processamento Final (NCPFI) ficará em uma área total de 580 mil metroS quadrados (m²) e 334 mil m² de edificações.

Além das vacinas, o novo complexo vai ampliar a capacidade de produção de kits diagnósticos e biofármacos, que atendem o Programa Nacional de Imunização e o Sistema Único de Saúde (SUS), chegando a 120 milhões de frascos por ano.

Atualmente, o parque de Bio-Manguinhos, em Manguinhos, na zona norte da cidade, fabrica 35 produtos, com o excedente exportado para 74 países. A previsão para o novo complexo é de produzir vacinas para atender também demandas da América Latina e da África, bem como de órgãos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o diretor da Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, o complexo será o maior da América Latina e um dos maiores e mais modernos do mundo, dando ao país a prerrogativa de deixar de importar algumas vacinas e produzir outras que não despertam o interesse da indústria farmacêutica mundial.

“A gente vai poder não só incorporar novas vacinas, diminuir muito a importação, e fabricar vacinas para doenças negligenciadas, por exemplo. Temos projetos em desenvolvimento, mas não temos capacidade para produzir e ninguém se interessa em produzir. Lá [em Santa Cruz], vamos ter capacidade de colocar para produzir vacinas que são para minorias”, ressaltou Maurício Zuma.

Entre as vacinas que poderão ser produzidas no novo complexo, Zuma cita as de meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas, e as para esquistossomose e hanseníase, que são vacinas terapêuticas para um público alvo menor.

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