‘Vai sair o partido’, diz Bolsonaro sobre criação do Aliança Pelo Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se encontrou com apoiadores na tarde deste domingo (19), em Brasília. Ele caminhou pela borda do espelho d’água no Palácio da Alvorada, acenando para o grupo que se aglomerava no local e fazendo breve dicurso. Bolsonaro falou sobre a criação do partido Aliança Pelo Brasil, para viabilizar sua reeleição em 2022. “Estamos preparando pra 2022, vai sair o partido. Lógico que temos uma alternativa se sair errado”, disse.

O presidente segue em isolamento social, depois de ter sido confirmado com a Covid-19.

Usando uma máscara e acompanhado por assessores, Bolsonaro segurou uma camiseta amarela com palavras em seu apoio e ergueu, como um troféu, uma embalagem de hidroxicloroquina, medicamento cuja eficácia contra a Covid-19 não é confirmada. O presidente também chegou a pegar um boné jogado por apoiadores em sua direção e colocá-lo na cabeça.

Bolsonaro falou com o grupo, tirando a máscara da boca. “Demos azar para essa pandemia, mas vamos sair dessa. Temos uma excelente equipe de ministros, a começar com o da Saúde. Está dando certo e aos poucos vamos construindo o futuro do Brasil”, disse, referindo-se ao interino Eduardo Pazuello.

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Flávio Bolsonaro presta depoimento ao MPF nesta segunda-feira

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) vai prestar às 14h desta segunda-feira (20) depoimento  ao Ministério Público Federal (MPF). O filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro foi chamado para dar esclarecimentos sobre a apuração de um vazamento de uma das fases da Operação Furna da Onça, da Polícia Federal.

A operação foi iniciada em 2018 e apura a prática de rachadinha em gabinetes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O MPF pediu em maio à Justiça Federal o desarquivamento de inquérito que apurava suspeitas de que informações privilegiadas foram vazadas. Na época, o caso foi arquivado. O pedido do MPF se deu após “notícias de novas provas que demandam atividade investigatória”.

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Desembargador que humilhou guarda diz ser “vítima de armação”

desembargador humilha guarda após ser multado na praia1

O desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, que virou alvo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após ser filmado humilhando guardas de Santos (SP) e se recusando a usar máscara, disse que é vítima e não vilão no episódio. Afirmou ainda que adotará “as providências cabíveis para que meus direitos sejam preservados e para que os verdadeiros vilões respondam por seus atos.”

Em nota, que foi publicada pelo jornal santista A Tribuna, o magistrado se disse “vítima de uma armação” porque o vídeo teria sido tirado de contexto. Na gravação, o desembargador chama o guarda municipal que o aborda de analfabeto e rasga a multa recebida por estar sem máscara de proteção. Ainda nas imagens, ele tenta denunciar a ação policial para o secretário de Segurança da cidade paulista.

“O vídeo é verdadeiro, o fato realmente aconteceu, mas foi tirado do contexto, que eu gostaria de esclarecer, para que seja considerado nesse verdadeiro julgamento público – ou melhor, linchamento – que se estabeleceu sobre a minha conduta, sem que a minha versão dos fatos seja conhecida”, escreveu ele.

“Estamos vivendo um momento conturbado, de pandemia politizada, que tem sido usada para justificar abusos, desmandos e restrições de direitos, que eu como magistrado não posso aceitar. Um desses abusos, a meu ver, é a determinação, por simples decreto, do uso de máscara”, argumentou ele, que é reincidente no desrespeito ao decreto municipal que exige o uso de máscaras de proteção em vias públicas de Santos.

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Gasto federal em 2020 é o maior em 7 anos, mesmo sem despesas com Covid-19

Excluindo os gastos referentes à pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, a execução das despesas públicas ao longo de 2020 é a maior da série histórica do Portal da Transparência. Entre janeiro e março, os gastos chegaram a 37% do orçamento disponibilizado. A título de comparação, no mesmo período de 2014 – primeiro ano da série disponível – o índice alcançou 26,33%.

Somado a isso, o governo aumentou seus dispêndios em função das necessidades advindas da pandemia, autorizadas pelo chamado “orçamento de guerra”. Até junho, a União desembolsou R$ 1,96 trilhão. O montante equivale a 49% do previsto para todo o ano de 2020: R$ 4 trilhões.

A conclusão faz parte de um levantamento do Metrópoles com base em dados disponibilizados pelo Portal da Transparência, plataforma de prestação de contas do governo federal. Mesmo antes da Covid-19 chegar ao país, em 28 de fevereiro, a despesa estava acima da média.

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