Dólar cai pelas tabelas e pode levar o juro brasileiro junto

Dólar a R$ 5 já foi motivo de meme. Agora, além do Banco Central e dos povos dos mercados, pouca gente fala no assunto, talvez porque faltem reais até para os remediados, porque os importados sumiram dos supermercados de bairro rico, dada a carestia, e porque não se pode viajar para fora.

De março a junho, a despesa dos brasileiros com viagens internacionais foi de US$ 1,25 bilhão. No mesmo período do ano passado, de US$ 5,8 bilhões. No tempo em que “empregada doméstica ia para Disneylândia, uma festa danada”, segundo Paulo Guedes, o gasto era de US$ 8 bilhões (em 2013 e 2014).

Mas o assunto aqui não é a mentalidade doméstica do ministro da Economia e sim o dólar, que cai pelas tabelas.

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Festas clandestinas acontecem em meio à pandemia pelo país

“É uma festa, amigo, fechada… que eu tô fazendo, entendeu? Vou levar umas amigas, presença… Aí se você quiser ‘encostar’ eu separo um sofá pra você. Vai rolar funk, pagode, começa às nove da noite e vai até seis da manhã”.

A mensagem é do promotor de um baile clandestino que fica na zona Sul de São Paulo. O homem promete levar mais de cinquenta mulheres convidadas e negocia valores de camarote como se as regras da pandemia não existissem. O próprio flyer improvisado pra divulgar o evento no Instagram assume a palavra “clandestino”.

O evento está agendado pra este sábado, 1º de agosto e é mais um dos muitos semelhantes que tem acontecido pelo Brasil, furando a quarentena, desrespeitando as regras de isolamento social e ignorando os contornos da pandemia do novo coronavírus.

Em Alvorada, no Rio Grande do Sul, o evento clandestino descoberto pela polícia tinha até flyer. No “Jantar dos Solteiros”, as entradas custaram R$12 e o cardápio tinha galeto, arroz, macarrão alho e óleo e salada. Os convidados poderiam consumir até seis latões de cerveja e uma dose de vodca, mas à polícia chegou antes da festa acabar.

Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, as festas clandestinas tem acontecido em chácaras com portas fechadas e ingressos vendidos com antecedência. Os endereços são avisados de última hora pra evitar que a fiscalização bloqueie a entrada dos convidados ou desarticule a festa.

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Bolsonaro volta a criticar governadores que pedem ajuda emergencial permanente

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar neste domingo os governadores que defendem “auxílio emergencial permanente” de R$ 600 pagos a trabalhadores informais afetados financeiramente pela pandemia. Sem citar nomes, Bolsonaro disse que o mesmo governador que defende a medida quebrou seu estado.

— Alguns (governadores) estão defendendo auxílio emergencial indefinido. Esses mesmos que quebraram os estados deles, esse mesmo governador está defendendo o emergencial de forma permanente, só que, por mês, são R$ 50 bilhões. Vão arrebentar com a economia do Brasil — disse o presidente.

— Você sabe de quem eu estou falando.

Bolsonaro saiu guiando uma moto, na manhã deste domingo, da residência oficial do Palácio da Alvorada e foi até uma padaria no Lago Norte, bairro nobre de Brasília. No local, o presidente também comentou que em setores de alimentação, como padarias, o reflexo da crise com a pandemia é pequeno.

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