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Pazuello responsabiliza ‘capitã cloroquina’ por TrateCov; Aziz diz que Manaus serviu de ‘cobaia’

Capitã cloroquina' entra com pedido no STF para ficar em silêncio na CPI |  Política | Valor Econômico

Eduardo Pazuello afirmou há pouco, na CPI da Covid, que a médica Mayra Pinheiro, então secretária de Gestão do Trabalho e da Educação no Ministério da Saúde, foi a responsável pela ideia do TrateCov, aplicativo que permitia a prescrição de cloroquina.

Mayra será ouvida na CPI amanhã.

“Foi a secretária Mayra Pinheiro que me trouxe, como sugestão, quando voltou de Manaus, no dia 6 de janeiro”, afirmou Pazuello.

O ex-ministro referiu-se ao TrateCov como “uma plataforma, uma calculadora, para facilitar o diagnóstico clínico feito exclusivamente pelo médico”.

Segundo Pazuello, a plataforma estava em desenvolvimento e “foi copiada por um cidadão e, depois, fizemos um boletim de ocorrência e uma investigação policial sobre isso aí”.

“Esse cidadão, sim, fez a divulgação da plataforma, com usos indevidos. Quando soubemos, determinei que fosse retirada do ar.”

O senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, presidente da CPI e pré-candidato à reeleição em 2022, disse, então, que “usaram Manaus para fazer de cobaia”.

“Isso é crime contra o estado, contra as pessoas que moram no meu estado. É cobaia, sim.”

Pazuello disse que a plataforma “nunca entrou em operação”.

O Antagonista

Sem IFA, Fiocruz para amanhã produção de vacinas; volume será afetado

Dado Ruvic/Reuters

Depois do Instituto Butantan, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) paralisa a partir de amanhã (20) a produção da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19, também por falta de insumos. A interrupção deve afetar o volume de entregas ao PNI (Plano Nacional de Imunização) ao longo do mês de junho.

A fundação confirmou ao UOL que os trabalhos na fábrica de Bio-Manguinhos serão paralisados em razão “do rápido escalonamento de produção que a Fiocruz atingiu”.

As remessas de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) vêm sendo consumidas antes do tempo previsto inicialmente, e será necessário interromper a produção na próxima quinta-feira (20/5) até a chegada do novo lote de insumo

Comunicado da Fiocruz

Menos entregas em junho

Segundo a Fiocruz, uma remessa de IFA “com dois lotes para a produção da vacina Covid-19 e não apenas um” chegará no próximo sábado (22) em razão da antecipação de uma remessa anteriormente prevista para 29 de maio.

Depois da produção das doses, a Fiocruz leva cerca de 20 dias para garantir o controle de qualidade antes de entregá-las ao Ministério da Saúde. Por esse motivo, a fundação afirma que a entrega de 1 milhão de doses por dia está garantida somente até 8 de junho graças às doses produzidas até o dia de hoje.

A produção interrompida amanhã deve ser retomada apenas no dia 26, depois do IFA recebido no sábado passar por três dias de descongelamento. Se hoje a Fiocruz entrega entre 4 e 6 milhões de doses por semana, é possível que esse número caia para 3,5 e 4 milhões em junho por conta da interrupção.

Apesar de a paralisação impactar no volume das doses entregues a partir da segunda semana de junho, a fundação descarta interrupção das entregas.

Leia maisSem IFA, Fiocruz para amanhã produção de vacinas; volume será afetado

Albert Dickson comemora sanção da lei que torna igrejas e templos serviços essenciais

O deputado estadual Albert Dickson (PROS) comemorou a sanção da Lei que estabelece as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em períodos de calamidade pública. A Lei que precisou ser adequada aos novos decretos estabelecidos pelo Governo do Estado, foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra e publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (19).

“Pesquisas científicas comprovam que a depressão e a ansiedade cresceram consideravelmente na pandemia e a abertura dos templos religiosos significa apoio espiritual a milhares de pessoas, mesmo com o funcionamento limitado e seguindo as orientações das autoridades de saúde”, destacou o deputado.

Albert destacou que lutava pela aprovação dessa lei há mais de um ano. “Há um ano buscávamos tornar as igrejas e templos como serviços essenciais. Para isso foi necessário fazer as mudanças para deixar a lei atendendo as necessidades e atendendo idosos, crianças, e tantos outros detalhes vencidos através dos novos decretos”, explicou.

O parlamentar agradeceu e celebrou a aprovação da lei. “Agradeço de coração e parabenizo as igrejas do Rio Grande do Norte. Hoje é um dia importante para o meu mandato e para as igrejas deste Estado”, finalizou.

Vivaldo Costa repercute entrevista com especialista americano sobre Covid-19

Em pronunciamento nesta quarta-feira (19), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa, o deputado Vivaldo Costa (PSD) repercutiu entrevista em revista nacional com o especialista americano em doenças infecciosas, Anthony Fauci, que integra a força-tarefa criada pela Casa Branca para responder à pandemia do coronavírus. De acordo com o parlamentar, o cientista considera que o Brasil não vem adotando as medidas necessárias para o enfrentamento da Covid-19.

“Trata-se de uma referência mundial. Nos Estados Unidos ele assessora o presidente e deram um pontapé no coronavírus. Questionado sobre a pandemia no Brasil, ele alertou que aqui está tudo errado, fora de controle e que a tendência, se continuar assim, é piorar ainda mais. O especialista recomenda, dentre outras coisas, a vacinação em massa, o lockdown e ainda aponta uma possível terceira onda da pandemia no Brasil, que segundo ele ainda vai durar um ano”, disse Vivaldo.

O deputado também se mostrou preocupado com a gestão da pandemia no País e disse que o Brasil precisa de uma referência como Anthony. “Precisamos do mesmo exemplo. Temos que seguir a ciência. Se for preciso fechar, tem que fechar e os prefeitos devem ser responsáveis por cuidar da fome dos mais carentes, sem deixar um conterrâneo morrer de fome, contando para isso com o apoio dos programas do Governo. Pois aqui está muito claro: as pessoas vão para as ruas e em seguida chega uma nova onda. Mesmo com as vacinas, a pandemia ainda vai demorar muito, principalmente no Brasil onde a vacina é à conta gotas”, concluiu Vivaldo.

54 cidades do RN apresentam piora nos índices da pandemia e 5 estão em ‘nível vermelho’

Cinco municípios do RN estão em nível vermelho — Foto: Divulgação

A situação da pandemia piorou em 54 das 167 cidades do Rio Grande do Norte nos últimos oito dias. É o que aponta o indicador composto da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O indicador composto reúne dados como casos confirmados, ocupação de leitos e óbitos e dá uma pontuação entre 1 e 5 para cada cidade. O estudo permite o mapeamento da evolução semanal de casos por município e assim ter um monitoramento da pandemia em todo o estado. Os dados foram colhidos entre os dias 10 e 18 de maio.

Segundo o indicador composto, a maioria dos municípios do estado apresentaram estabilidade neste período: foram 84. Já as cidades que apresentaram melhora nos índices foram 29.

Dos municípios que tiveram piora, 16 deles estão na área da Regional de Saúde Pau dos Ferros, o que representa 46% das cidades dessa zona. Na Regional de Saúde de Mossoró, 50% dos municípios apresentaram piora – 7 deles. Na Regional de Caicó, foram 10 – 40%.

Piores municípios

Os municípios com piores índices atualmente no indicador composto da pandemia são Carnaubais, Itajá, Grossos, Doutor Severiano e Felipe Guerra. Esses cinco municípios estão em nível vermelho, considerando todos os pontos analisados pelo indicador.

Confira as 20 piores cidades neste momento da pandemia:

  • Carnaubais
  • Itajá
  • Grossos
  • Doutor Severiano
  • Felipe Guerra
  • Coronel João Pessoa
  • Portalegre
  • Janduís
  • Alto do Rodrigues
  • Florânia
  • Japi
  • Itau
  • Jardim de Piranhas
  • São Miguel
  • Serrinha
  • Pendências
  • Serra Negra do Norte
  • São José de Mipibu
  • Santo Antônio
  • Triunfo Potiguar

Melhor nível

Os cinco municípios em melhor nível atualmente na pandemia são: Messias Targino, Ipueira, Serra de São Bento, Equador e Baía Formosa. Além deles, completam a lista dos 20 com melhores indicadores atualmente:

  • São Francisco do Oeste
  • Santa Maria
  • São José do Campestre
  • Riacho da Cruz
  • Ruy Barbosa
  • Francisco Dantas
  • Luís Gomes
  • Serra do Mel
  • Taboleiro Grande
  • Água Nova
  • Cerro Corá
  • Lagoa Nova
  • Poço Branco
  • Major Sales
  • Olho D’Água do Borges

Mais sobre o indicador composto

O indicador composto é uma construção coletiva entre a equipe da Sesap, o Comitê de Especialistas e a UFRN, sob a coordenação do professor Kênio Lima. O estudo permite o mapeamento da evolução semanal de casos por município e assim ter um monitoramento da pandemia em todo o estado. O indicador vai de 1 a 5, onde 1 é a melhor situação e 5 a pior. Foram usadas cores alusivas aos semáforos de trânsito, sendo o 1 e 2 em dois tons de verde, o 3 e 4 em dois tons de amarelo e o cinco em vermelho.

O estudo reúne nove variáveis que traçam um olhar mais apurado sobre a situação de cada município e um escore que mostra a evolução a cada semana. Os dados servem de subsídio para a tomada de decisões na gestão da pandemia.

G1RN

PF faz operação contra Ricardo Salles e presidente do Ibama é afastado do cargo

Ricardo Salles Foto: Jorge William/Agência O Globo

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira buscas contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e servidores do Ibama e da pasta. O prédio do Ministério em Brasília é um dos alvos. A operação, batizada de Akuandaba, foi deflagrada por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento do presidente do Ibama, Eduardo Bim, por suspeitas de irregularidades.

Salles e servidores do Ibama tiveram os sigilos bancários e fiscais quebrados. As buscas em relação ao ministro são realizadas na residência dele em São Paulo e nos endereços funcionais em Brasília e no Pará, onde ele tinha montado um gabinete.

Segundo a PF, são 35 mandados de busca e apreensão em cumprimento no Distrito Federal, em São Paulo e no Pará. A operação apura crimes contra a administração pública (corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando) praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro. Dez agentes do Ibama e do Ministério serão afastados preventivamente de suas funções. Também foi suspensa a eficácia de um desoacho de 2020 do Ibama que flexibilizou as regras para exportação de madeira.

De acordo com comunicado da PF, as investigações foram iniciadas em janeiro na Superintendencia da Polícia Federal em Brasília a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras apontando possível desvio de conduta de servidores no processo de exportação de madeira.

Eduardo Bim foi indicado ao cargo pelo guru da área ambiental de Jair Bolsonaro, o pesquisador da Embrapa Evaristo Miranda. Desde que assumiu o cargo, Bim se notabilizou por tomar decisões controversas como a liberação de embargos de plantações de soja irregulares em terras indígenas e por flexibilizar normas de fiscalização aplicadas ao setor madeireiro.

Em fevereiro de 2020, por exemplo, o presidente do Ibama recebeu uma comitiva de empresários do setor madeireiro do Pará dias antes de ele afrouxar as normas para a exportação de madeira nativa. No grupo recebido haviam representantes de duas empresas que, juntas, somam mais de R$ 2,6 milhões em multas. A reunião aconteceu na sede do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, no dia 6 de fevereiro. Dezenove dias depois, Bim atendeu a um pedido das madeireiras e assinou um despacho liberando a exportação de madeira nativa sem autorização do órgão. A decisão do STF suspende a eficácia deste ato.

O nome escolhido para batizar a ação da PF é de uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

Essa investigação não tem relação com uma notícia-crime enviada ao STF pelo ex-superintendente da PF do Amazonas, Alexandre Saraiva, que acusava o ministro de favorecer madeireiros e obstruir investigações contra desmatamento ilegal na Amazônia. Neste caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisa se pedirá abertura de inquérito ao Supremo. Saraiva acabou sendo substituído do cargo de superintendente após ter feito a acusação ao ministro.

O Globo

Depoimento de Ernesto reforça importância de ouvir Pazuello, dizem senadores

O depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo à CPI da Pandemia nesta terça-feira (18) reforça a suspeita quanto à existência de um comando paralelo no combate à covid-19, em contraste com as orientações do próprio Ministério da Saúde. Essa foi a avaliação do comando da CPI, a qual difere da opinião de senadores governistas, para quem a oposição tentar criar um “crime inexistente”.

Para o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), as contradições apontadas por Ernesto Araújo comprometem a atuação de então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na crise gerada pela falta de oxigênio e de vacinas e apontam para a importância do depoimento do ex-titular da pasta à comissão nesta quarta (19).

— A situação está difícil para Pazuello, é um movimento de abandono [do ex-ministro da Saúde]. A melhor coisa que ele teria a fazer amanhã é colaborar com a CPI. Se não, todos os elementos apontarão ele como responsável pela morte de centenas de milhares de brasileiros — afirmou.

Para Randolfe Rodrigues, as colaborações de Ernesto Araújo também reforçam a “omissão criminosa” que o governo brasileiro teve durante a crise de oxigênio em Manaus.

— Deixa claro que quem aderiu ao consórcio Covax com 10%, e não 50% da vacina, foi o Ministério da Saúde. A quantidade de oxigênio que socorreu os amazonenses foi doada pelo governo da Venezuela e o governo brasileiro não articulou e nem agradeceu. Está ficando cada vez mais clara a omissão do governo na aquisição de vacinas. A pergunta é ‘quantas vidas de compatriotas poderiam ter sido salvas se pelo menos uma das propostas de vacinas, das tantas rejeitadas, tivesse sido concedida?’ — questionou.

“Gabinete das sombras”

Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) também concorda com a existência do comando paralelo da pandemia, a quem classificou como “gabinete das sombras”. Ele também afirmou que Pazuello está sendo “entregue aos leões”.

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