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“A prioridade do presidente Bolsonaro não é resolver o ‘problema do Brasil’, mas eliminar os problemas dele”

Planalto nega que Allan dos Santos receba dinheiro para defender governo  Bolsonaro | Poder360

Além de uma suposta orientação de Olavo de Carvalho sobre aportes oficiais ao canal Terça Livre, como mostramos há pouco, outra anotação encontrada com Allan dos Santos diz que “a prioridade do presidente Bolsonaro não é resolver o ‘problema do Brasil’, mas eliminar os problemas DELE.”

A anotação foi citada pela Polícia Federal em relatório anexado ao inquérito dos atos antidemocráticos. A anotação, segundo a PF, teria “orientações e resoluções” de Olavo de Carvalho, “aparentemente repassadas em uma atividade desenvolvida nos EUA em 12/01/2019”.

Não fica claro se a anotação sobre qual deveria ser a prioridade do governo foi dita por Olavo de Carvalho ou outra pessoa. A PF diz que, na época, início do governo de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro teria organizado uma formação para deputados.

O antagonista

Reforma administrativa: inclusão de militares, parlamentares, juízes e procuradores renderia R$ 31,4 bi

Forças Armadas: as carreiras militares ficaram fora da PEC que altera as regras para os servidores civis Foto: Marcelo Régua

A inclusão dos chamados membros de Poder — como parlamentares, procuradores e magistrados — e militares na reestruturação de carreiras públicas prevista na reforma administrativa poderia gerar economia de R$ 31,4 bilhões aos cofres públicos em dez anos. É o que aponta um levantamento do economista Daniel Duque, líder da área de inteligência técnica do Centro de Liderança Pública (CLP), feito a pedido do GLOBO.

O governo não incluiu essas categorias na proposta que muda regras para os futuros servidores encaminhada ao Congresso no ano passado. Está marcada para hoje uma reunião com todos os líderes para discutir méritos, ritos e procedimentos de tramitação da reforma no âmbito da Comissão Especial, informou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Ele reforçou que as mudanças não atingem os atuais servidores e que o assunto será tratado com “cuidado e responsabilidade”.

No caso de membros do Ministério Público e juízes, que integram o Judiciário, a justificativa dada pelo governo foi a de que o Executivo não pode interferir nos demais Poderes. O Ministério da Economia afirmou na ocasião que o projeto era voltado apenas para servidores civis e, portanto, não poderia tratar dos militares.

 Em 2019, foi aprovada uma reestruturação de carreiras. Em 2020, porém, as despesas com pessoal aumentaram 17% a mais do que o previsto.

As projeções do CLP mostram que o maior impacto seria o de eventual inclusão de militares na reforma, porque eles são mais numerosos. As Forças Armadas têm cerca de 334 mil na ativa.

Os cálculos de Duque mostram que se a categoria fosse submetida a uma reforma semelhante à planejada para os civis, o governo poderia economizar R$ 17,3 bilhões em dez anos só com reajustes menores.

  A inclusão de membros de Poder resultaria numa economia estimada de R$ 14,1 bilhões em dez anos. Nesse caso, o alívio aos cofres públicos ocorreria também com aumento de horas trabalhadas.

— Membros de Poder têm uma jornada média menor que a do setor privado, de modo que pode haver economia com reposição menor destes profissionais com base no aumento de horas trabalhadas — diz o economista.

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