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Oposição usa piora na economia para tentar inflar atos contra Bolsonaro

Enquanto os últimos atos da oposição contra o presidente Jair Bolsonaro tiveram como foco as críticas ao negacionismo em relação à pandemia e os ataques à democracia, desta vez organizadores apostam em temas como a disparada da inflação e o desemprego como fatores de motivação para que as pessoas saiam às ruas contra o governo. O País voltou a ter inflação na casa dos dois dígitos, há 14 milhões na fila do desemprego e um em cada quatro brasileiros enfrenta algum grau de fome.

Os protestos de hoje foram articulados por nove partidos – PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSB, Rede, PV, Cidadania e Solidariedade – e pelo movimento Direitos Já!. Estão previstos atos em 305 cidades de todos os Estados e do Distrito Federal, além de 18 países. Os maiores são esperados em São Paulo e no Rio.

“As manifestações de amanhã (hoje) têm uma centralidade que é, além do impeachment, o combate aos problemas do País: desemprego, fome. Esses temas, que não estavam na manifestação do (Movimento Brasil Livre) MBL (no dia 12 de setembro), terão muito peso”, afirmou o deputado José Guimarães (PT-CE). O protesto organizado pelo MBL e pelo Vem Pra Rua, movimentos de direita, com foco na defesa da democracia, teve baixa adesão.

Nas últimas semanas, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto já usou a inflação alta e o aumento da fome para protestar em frente à casa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), em Brasília, e na ocupação da Bolsa de Valores de São Paulo. Nos dois casos, ativistas levaram ossos bovinos em referência à alta dos preços dos alimentos, que tem tornado o produto inacessível a muitas famílias. Há dois dias, uma foto do jornal Extra de um caminhão com ossos e restos de carne sendo distribuídos a moradores do Rio viralizou.

“O grande problema hoje no Brasil, com a vacinação avançando, apesar do Bolsonaro, é a crise econômica e social. O brasileiro está comendo osso, literalmente”, afirmou o vice-presidente do PT, Washington Quaquá.

Dos principais nomes da chamada terceira via, apenas Ciro Gomes (PDT) confirmou presença. João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB), Alessandro Vieira (Cidadania), Sérgio Moro e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) não devem comparecer. Assim, os partidos de esquerda e centro-esquerda devem protagonizar os atos de hoje. Porém, sem sua maior estrela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas eleitorais. O petista também deve ficar de fora.

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