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Eleições 2022: MP Eleitoral quer coibir derramamento de “santinhos” nas ruas do RN

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) expediu instrução para que os promotores eleitorais em todo o estado estejam atentos ao derramamento de materiais de campanha, como “santinhos”, panfletos e adesivos nas ruas próximas aos locais de votação durante as eleições deste ano. A prática, conhecida como “voo da madrugada”, mesmo acontecendo à véspera da eleição, constitui propaganda irregular.

Para coibir e punir os envolvidos, as equipes do Ministério Público Eleitoral devem estar atentas e promover as diligências com relatórios que permitam a identificação dos candidatos beneficiados, incluindo fotografias claras do material espalhado nas ruas e calçadas. A notícia de fato ou procedimento preparatório eleitoral resultantes devem, então, ser encaminhados ao Ministério Público Federal com celeridade para dar andamento à investigação.

Ruas limpas – O candidato que ordenar ou permitir o derramamento de materiais de campanha nas ruas estará praticando propaganda irregular, sob pena de multa, além da apuração do crime, conforme previsto na legislação eleitoral (Lei nº 9.504/1997).

O Procurador Regional Eleitoral Rodrigo Telles afirma que o material irregular nas ruas “gera impactos sociais e políticos, uma vez que pode influenciar os eleitores no dia do pleito de forma ampla e geral, contribuindo para que criem ou modifiquem seu convencimento”. A prática “também possui impactos econômicos expressivos, tendo em vista o dispêndio de valores, muitas vezes do fundo partidário, para a impressão de material publicitário que é derramado nas ruas, de modo que aqueles que possuem maior capacidade econômica poderiam imprimir maior quantidade de ‘santinhos’, cooptando uma maior quantidade de eleitores”, explicou.

Jean Paul leva “fora” de eleitora durante caminhada no RN: “voto não, moço”

O senador Jean Paul Prates, atual candidato a suplente de senador de Carlos Eduardo Alves, levou um “fora” de uma eleitora durante uma caminhada num sol escaldante no RN.

Tentando ser simpático, ele se aproxima da mulher para entregar adesivos de Lula e de Carlos Eduardo. Ela, ao ver o candidato se aproximar, rejeita a oferta e diz: “Aí dentro! Voto não, moço. Mas obrigado. Boa sorte.

Com informações, Grande Ponto

Empresários do agronegócio despontam como líderes em doações para campanhas eleitorais

Em defesa de 'eleições limpas', grupo ligado ao agronegócio enviará carta a  STF, Congresso e ministérios | Agronegócios | G1

Empresários do agronegócio, um dos pilares de sustentação do governo Jair Bolsonaro (PL), assumiram a liderança na lista de doações da corrida eleitoral deste ano. Importantes nome do setor já injetaram R$ 13 milhões nas campanhas de candidatos e partidos — em sua maioria, aliados do presidente— segundo levantamento do GLOBO feito com base em contribuições a partir de R$ 500 mil disponíveis no portal DivulgaCand até quinta-feira passada. Executivos do varejo e do setor energético aparecem logo atrás na lista de doações, com R$ 12,9 milhões e R$ 11,6 milhões, respectivamente.

O protagonismo do setor, que nunca teve peso significativo nas doações eleitorais, está ligado à ascensão de Bolsonaro, explica o analista político Bruno Carazza, professor da Fundação Dom Cabral e autor do livro “Dinheiro, eleições e poder”.

— Quando as doações de empresas eram permitidas, o agro não oferecia valores significativos. Por muito tempo, se envolveu na política elegendo seus próprios participantes, como (os parlamentares e ex-ministros) Blairo Maggi, Tereza Cristina, Kátia Abreu e tantos outros grandes produtores rurais — afirma Carazza, que acrescenta: — Por um lado, há uma afinidade ideológica entre o setor e o conservadorismo de Bolsonaro.

Por outro lado, nomes ligados ao setor cultural se destacam entre os doadores dos candidatos associados à esquerda, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nome do PT na corrida pelo Palácio do Planalto. O levantamento mostra que PT, PCdoB, PV, Solidariedade, PSOL, Rede, PSB, Agir, Avante e PROS receberam pelo menos R$ 4,2 milhões de personalidades do setor, como os irmãos e cineastas Walter e João Moreira Salles.

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Montadoras inovam produção e buscam fornecedor local para retomar competitividade

Mesmo sem produzir no Brasil, Ford vai faturar R$ 500 milhões no país — Foto: Divulgação

A decisão da Mercedes de terceirizar parte da produção de peças para caminhões e ônibus na unidade de São Bernardo do Campos, no ABC paulista, e não renovar contratos de funcionários temporários acendeu a luz amarela entre trabalhadores do setor, após a saída da Ford e da Toyota da cidade.

No ano passado, a Mercedes já tinha vendido aos chineses da Great Wall sua fábrica em Iracemápolis, em São Paulo.

Especialistas avaliam que as alterações anunciadas pela montadora alemã no ABC, que vão causar 3,6 mil demissões, refletem uma transformação na indústria automotiva global. Com alta dos custos, gargalos no fornecimento de peças e mudanças tecnológicas, as montadoras estão se reinventando.

No novo modelo de negócios, procuram terceirizar fases da produção, buscam torná-la mais flexível à demanda e desenvolver fornecedores locais.

— A terceirização de processos como logística ou manutenção já foi tomada em outras montadoras. Seria um processo regular na Mercedes, mas acontece num cenário traumático para a região após a saída de Ford e Toyota e acende a luz amarela para trabalhadores e toda a cadeia de fornecedores — diz Jefferson José da Conceição, coordenador do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo, Inovação e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

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Campanha de Ciro cobra explicações de Bolsonaro por voos da FAB

Campanha de Ciro cobra explicações de Bolsonaro por voos da FAB

A campanha de Ciro Gomes (PDT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma ação pedindo que a Corte exija do presidente Jair Bolsonaro explicações sobre o uso de aviões da FAB durante a campanha à reeleição.

Na representação, os advogados do PDT pedem que a campanha bolsonarista detalhe os trajetos realizados pelas aeronaves, a lista de todas as pessoas das comitivas, além do custo de cada viagem.

Segundo os advogados, a FAB não tem dado transparência a todos os voos feitos por Bolsonaro entre agosto e setembro. O uso de voos da FAB durante a campanha eleitoral é permitido pela legislação eleitoral, desde que haja ressarcimento das despesas da viagem pela legenda partidária.

“A absoluta ausência de informações relativas às viagens do Senhor Jair Bolsonaro, durante esse período de campanha eleitoral, realizadas com as aeronaves da FAB — sem que seja feita a devida identificação dos voos para a participação de atos oficiais e dos eventos de caráter eleitoral — dificultará o controle do devido ressarcimento das despesas com o uso do transporte oficial”, dizem os advogados da campanha de Ciro Gomes na ação.

O antagonista

Em Londres, Bolsonaro vai a posto para comparar preço da gasolina

Em Londres, Bolsonaro vai a posto para comparar preço da gasolina

Jair Bolsonaro (foto) gravou neste domingo (18) um vídeo em frente a um posto de gasolina em Londres para comparar o preço do combustível na Inglaterra ao do Brasil.

“O preço da gasolina: 1.61 libras. Isso dá aproximadamente 9 reais e 70 centavos o litro. Ou seja, praticamente o dobro da média de muitos estados no Brasil”, disse, ignorando a paridade do poder de compra nos dois países.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo Biocombustíveis e Gás Natural (ANP) o preço médio da gasolina comum nas bombas, entre os dias 11 e 17 de setembro, foi de R$ 4,97 por litro. A queda no preço dos combustíveis é uma das principais apostas da campanha do presidente.

O antagonista

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