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Ministério Público denuncia homem pelo assassinato da ex-namorada em Assú

Na denúncia, Promotoria de Justiça destaca que Daniel Danilo Souza praticou o crime por razão da condição de sexo feminino da vítima

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou Daniel Danilo Souza à Justiça potiguar pelo assassinato da ex-namorada dele, Ana Patrícia da Conceição, na zona rural de Assu. O crime foi cometido na madrugada do dia 17 de fevereiro deste ano. Na denúncia, entregue à 3ª vara Criminal da cidade, o MPRN afirma que Daniel Danilo praticou o crime por razão da condição de sexo feminino e em uma situação que se caracteriza como violência doméstica e familiar – características de feminicídio.

Apesar de serem ex-namorados, o acusado ainda mantinha relação íntima e encontros esporádicos com a vítima. Há informações de que a relação dos dois foi permeada por muitas brigas. O último encontro ocorreu na véspera do assassinato, quando Ana Patrícia foi ao encontro de Daniel Danilo, por volta das 12h do dia 16 de fevereiro passado. Juntos compraram material escolar para as filhas da vítima e seguiram para a casa da irmã de Danilo, para jantar e passar a noite.

Por volta das 3h do dia 17 de fevereiro, deixaram a casa e se dirigiram para um matagal para supostamente manter relações sexuais, de acordo com o próprio depoimento dele. O motivo pode ter sido um pretexto utilizado pelo denunciado para praticar o assassinato, uma vez que já saiu da casa da irmã portando a arma do crime – uma faca peixeira – escondida na cintura.

Na mata, Danilo Daniel desferiu o primeiro golpe, de uma sequência, sem que Ana Patrícia esperasse ou tivesse qualquer chance de defesa. Ela faleceu no local, sendo encontrada horas depois por populares. Após cometer o crime, o réu fugiu, deixando a faca no local.  Dois dias depois, foi encontrado e conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde confessou o homicídio, alegando que discutiu com a vítima e, por ter sido supostamente ameaçado por ela, resolveu matá-la com a faca que portava.

Com a denúncia, o MPRN ainda pediu à Justiça uma série de diligências relacionadas ao fato, a serem examinadas pelo Poder Judiciário. O denunciado continua preso na Cadeia Pública de Mossoró, onde permanece para aguardar o andamento do processo.

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