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‘Prefiro votar no Bolsonaro a votar no Temer’, diz Newton Cardoso

newton cardoso

O ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (MDB) lançou, durante o evento de comemoração dos 52 anos do partido na Assembleia Legislativa de Minas Gerias (ALMG), sua biografia. Sempre polêmico, Newton roubou a cena disparando principalmente contra o senador Aécio Neves (PSDB). De acordo com ele, o senador tucano está “podre e não tem mais chances na política”.

O ex-governador fez declarações contra o presidente da República, Michel Temer (MDB), e seus correligionários de Brasília.

Ele também afirmou que a única parte boa de seu partido está em Minas Gerais e alegou que “todo o resto está podre”. E aproveitou a oportunidade para lançar como candidato ao Palácio da Liberdade o presidente da ALMG, o deputado estadual Adalclever Lopes (MDB). As informações são de ANA LUIZA FARIA – O Tempo – Minas Gerais.

Ainda durante a entrevista coletiva, o ex-governador disse que chegou a hora de o PT ajudar o MDB em Minas. Segundo ele, o presidente Lula deve reconhecer que é o momento de apoiar a candidatura de Adalclever.

Questionado se a situação de Lula na Justiça pode atrapalhar a eleição do presidente da ALMG, Newton Cardoso afirmou que o petista tem mais votos preso do que solto.

O ex-governador ainda falou sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, caso a Corte não tenha força para votar, ela pode até “cair”.

O livro “Newton Cardoso: A Verdade por trás da Lenda – Uma Biografia do Mais Polêmico dos políticos mineiros” promete revelar os bastidores de sua vida pública.

Newton Cardoso

ex-governador de Minas gerais

Hoje será lançada a biografia na qual o senhor conta algumas traições e triunfos. O que o senhor destaca?

É um livro desafiante, corajoso e destemido. Relata desde Juscelino Kubitschek até os nossos dias. Muitas verdades que o povo não sabe. Então, eu quis, com a minha coragem política, mostrar ao povo mineiro o que aconteceu nas antecâmaras, nos gabinetes, para que o povo saiba e conheça um pouco da história do Brasil.

E o povo terá surpresas nesse livro?

Vai ter, muita novidade.

Adiante alguma para nós.

Não posso contar, senão as pessoas não compram o livro. Mas eu tenho certeza que o livro é corajoso, ele relata a verdade, ele faz justiça. Conta a história desse jornal “Estado de Minas”, que me perseguiu violentamente. E hoje parte do jornal é minha. Comprei parte do jornal, mas está quebrado. A realidade é essa. Esse livro é um livro de destemor político. Para que o povo conheça Brasília, os segredos, as mentiras, as inverdades e a corrupção desse país.

O senhor poderia explicar mais um pouco sobre a compra do jornal “Estado de Minas”?

Há muito tempo. Eu não sou o sócio majoritário, não. Eu tenho 15% do jornal. Há muito tempo. Eu sou diretor lá e nem recebo pagamento, nem me pagam, porque não tem dinheiro. Está quebrado o jornal.

Já que o senhor citou destemor, vamos falar um pouco sobre as eleições deste ano. O senhor acredita que o MDB teria que ter candidatura própria neste ano?

O MDB nacional está podre, podre, podre. Eu prefiro votar no (deputado federal) Jair Bolsonaro a votar no (presidente) Michel Temer. Agora, aqui, em Minas, não. Aqui, em Minas, está bom o MDB, tem um nome emergente. Chama-se Adalclever Lopes.

Para governador?

Eu vou lançar ele para governador hoje (segunda-feira), porque ele tem todos os méritos, capacidade, honestidade, não tem Lava Jato, não está em Odebrecht, não está em Andrade Gutierrez, e isso é muito bom. A parte boa do MDB nacional está aqui, em Minas Gerais, que é o Adalclever. O resto está podre.

O MDB vai romper com o PT?

Eu respeito profundamente o PT, mas nós já ajudamos o PT duas vezes. Agora é a vez de o Lula ajudar o Adalclever. Eu falo isso no livro, conto a verdade do Lula, dos nossos encontros. No livro está lá colocado. Eu tenho a impressão de que o (governador) Fernando Pimentel vai apoiar o Adalclever.

Como o Lula vai apoiar alguém se ele pode ser preso?

O Lula pode ser preso, mas dentro da cadeia ele tem muito voto. O Lula dentro da cadeia tem mais votos do que solto. O Lula preso é mais forte do que solto. E o Adalclever é o nome do MDB por unanimidade do partido. Eu vou conduzir esse processo aqui, em Minas, com os diretórios, para que ele seja o nosso candidato, porque não está em Lava Jato. E, do outro lado, o Aécio Neves está podre, está caindo aos pedaços de podre. O Anastasia carregou um caixão pesado. Anastasia é igual ao Milton Campos, sério, e Magalhães Pinto roubando, igual ele fez no banco Nacional. Ele vai carregar caixão, esse Anastasia. Então, nós temos que apoiar quem, um nome limpo, de mãos limpas, que é o que é o Adalclever.

E os outros nomes que disputariam com Aldalclever? Rodrigo Pacheco pelo DEM…

Rodrigo é oportunista. Foi do MDB, mas é um oportunista. Ele pensou que o Aécio fosse sério, que ia apoiar ele, e caiu na esparrela. Boboca, caiu na esparrela. Por que o quê? Chegou lá e falou: “Vem me apoiar”. O Aécio e o Anastasia tiraram o tapete dele.

Como ficaria a situação do governador Fernando Pimentel (PT) sem o MDB?

Pimentel é gente boa, mas ele herdou um fardo pesado. A roubalheira do Aécio Neves foi muito grande, e ele está carregando esse fardo pesado.

O senhor acha que a trajetória de Aécio Neves está chegando ao fim?

Já chegou há muito tempo. Ele está na lama, Aécio está na lama. Acabou. Você pensa que Aécio Neves tem alguma solução? Ele tem. Pela cadeia, mais nada.

Qual é sua avaliação da iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF) diante dessas decisões do atual cenário político?

Se o Supremo fraquejar, o Supremo até cai. A sociedade não aceita o Supremo votar (errado), não. Eu sou amigo do Lula, mas o Supremo tem que ter coragem, ter hombridade, ter honradez e votar certo.

A tese que o senhor defende, de Adalclever, tem o apoio da cúpula do MDB mineiro?

Tem. Na maioria dos diretórios. Os diretórios vão apoiar o Adalclever com certeza.

Acha que o PT vai aceitar essa aliança com Adalclever de cabeça de chapa?

Vou almoçar amanhã (terça-feira) com o governador e vou falar com ele que chegou a hora do MDB. Ele sabe disso.

O que o senhor acha do nome de Josué Alencar?

Muito bom. O Josué é um nome nacional hoje. Ele não tem a coragem do pai para enfrentar palanque. É um grande empresário, mas ele não gosta de ir andar na rua pedindo voto.

Quando o senhor fala que o MDB nacional está podre, o senhor fala de quem?

Michel Temer, vocês sabem tudo, gente. Vocês são jornalistas. Quem salva lá? Salva ninguém. Eu já falei isso, de Brasília, esse pessoal todo.

E o senhor? Vai ficar fora da política, não vai voltar?

Não. Já vou fazer 80 anos. Vou fazer um jantar pra vocês na minha fazenda, muito churrasco, muito frango, muita leitoa, muita feijoada e muito champanhe para vocês, está bom?

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