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‘Começou? Acho que sim’, diz Janot após prisão de amigo de Temer

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot

Em curta publicação no Twitter, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, comentou nesta quinta-feira (29) a prisão do ex-assessor do presidente Michel Temer José Yunes.

“Começou? Acho que sim”, disse Janot, ao compartilhar uma reportagem que informa a prisão do amigo de Temer pela Polícia Federal no início do dia.

Além de Yunes, foram presos o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

As detenções foram autorizadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito que investiga Temer por suposto recebimento de propina em troca de benefícios a empresas do setor portuário via decreto. As informações são de Bernardo Caram – Folha de São Paulo.

Barroso apontou indícios de corrupção, lavagem e organização criminosa no inquérito que envolve o presidente da República.

Em 2017, ainda à frente da Procuradoria-Geral da República, Janot apresentou duas denúncias contra Temer ao Supremo Tribunal Federal. Ele foi acusado pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça.

As duas denúncias acabaram rejeitadas pela Câmara dos Deputados, o que livrou o presidente de responder aos processos enquanto ocupar o Palácio do Planalto.

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