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Alckmin monitora namoro entre João Doria e Flávio Rocha

Doria na balança

A sintonia entre João Doria (PSDB) e Flavio Rocha (PRB) despertou desconfiança na equipe da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB).

Seus aliados monitoram os passos de Rocha, que, depois de tentar emplacar Doria como candidato a presidente, colocou o próprio nome na disputa. Alckmistas veem na jogada uma tentativa de manter um espaço assegurado ao ex-prefeito na corrida.

O entorno do ex-governador paulista crê que Doria ainda sonhe em concorrer à Presidência, embora tenha assegurado publicamente que a hipótese é infundada e que deixou a prefeitura para disputar o governo de São Paulo.

Rocha e Doria mantêm relação umbilical, de acordo com integrantes da equipe política do PRB. Eles relatam que o ex-prefeito abriu as portas do Lide para que o dono da Riachuelo pudesse apresentar a plataforma de sua candidatura aos empresários do grupo.

Rocha participou de um seminário organizado nesta sexta-feira (20), no Recife, pelo Lide —empresa que Doria fundou e da qual se afastou em 2015. Pela primeira vez, o ex-prefeito não compareceu ao fórum que é realizado anualmente pelo grupo.

Segundo aliados de Rocha, o empresário deve se encontrar com o ex-prefeito na próxima semana para discutir a conjuntura eleitoral deste ano. Segundo o dono da Riachuelo, as conversas são frequentes. As informações são de Thais Bilenky e Bruno Boghossian – Folha de São Paulo.

Outro fator de aproximação entre Doria e Rocha é o MBL (Movimento Brasil Livre). O grupo foi uma das plataformas de visibilidade do tucano ao longo dos meses no ano passado em que tentou se viabilizar candidato a presidente.

Sem Doria na corrida presidncial, o MBL declarou apoio a Rocha. Há alguns dias, Kim Kataguiri e Fernando Holiday, dirigentes do grupo, estiveram com Doria.

Ainda que o ex-prefeito apoie publicamente a candidatura de Alckmin ao Planalto, o time do PRB considera que há um pacto entre o dono da Riachuelo e o ex-prefeito.

A se somar à sintonia entre os empresários hoje na política, como noticiado pela coluna Mônica Bergamo, na Folha, Rocha contratou para sua campanha o escritório de Nelson Wilians para a sua campanha, o mesmo advogado que representou Doria em questões privadas e cm quem tem uma espécie de permuta de aviões particulares.

Na quarta-feira (19), Rocha disse que há em gestação uma aliança entre seu partido, PRB, e o MDB, do presidente Michel Temer. Nas conversas, que também se dão a nível estadual, alcmistas viram a digital de Doria. O ex-prefeito tem boa relação com Temer, diferentemente de Alckmin, que não dá sinais por ora de que terá o MDB em sua chapa.

Recentemente, Rocha, que descartou uma candidatura presidencial de Doria, disse a interlocutores que taticamente o tucano deve manter o foco na disputa estadual para passar segurança ao eleitorado paulista.

Em tom de lamento, empresários do Lide consideram praticamente descartado um drible do ex-prefeito paulistano em Alckmin para disputar a Presidência neste ano.

Aliados do ex-prefeito admitem que ele atropelou o próprio projeto nacional ao fazer movimentos ostensivos nessa direção ao longo de 2017. Para eles, esses gestos antecipados fizeram com que ele perdesse fôlego tanto no PSDB quanto entre eleitores paulistas.

O grupo, que se reuniu por três dias na capital pernambucana, deu demonstrações de descrença em relação à candidatura de Alckmin. Executivos que participaram do Fórum Empresarial disseram que o estilo tímido do ex-governador deve bloquear seu crescimento em uma eleição que será marcada por um movimento de renovação.

Parte dos convidados afirmou ter simpatia a nomes como Rocha e o senador Alvaro Dias (Podemos-PR).

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