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A equipe econômica de Lula é a dos Cavaleiros do Apocalipse

Se você acredita em Deus, reze. Se você não acredita em Deus, reze também. Reze muito, porque a equipe econômica que Lula está montando é a dos Cavaleiros do Apocalipse.

Depois da PEC do estouro, teremos Fernando Haddad como ministro da Fazenda e Aloizio Mercadante na presidência do BNDES: tudo bastante alvissareiro. No caso de Mercadante, o presidente eleito ainda afronta a Lei das Estatais, de 2016, segundo a qual “é vedada a indicação, para o Conselho de Administração e para a diretoria (de uma estatal), da pessoa que atuou, nos últimos 36 meses, como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral”. Nada que uma Medida Provisória não possa resolver.

Os anúncios de Lula foram acompanhados de notícias como a de que “nossas empresas públicas não estão à venda” (e você aí achando que as já privatizadas foram bem poucas) e a de que é preciso pensar uma reforma tributária “para corrigir injustiças centenárias” (Bernard Appy, socorro, ele quer tungar mais a classe média). Reforma Trabalhista? Vai para o brejo, mas de mansinho.

Ao anunciar o nome de Aloizio Mercadante, o presidente eleito fez ironia, ao referir-se aos medos do “glorioso mercado” — que está precificando até perna quebrada. Resta acreditar no acréscimo feito por Lula, com aquela sintaxe que lhe é peculiar: “Ao tentarem julgar o que estamos fazendo, diga se, em algum momento da vida do mercado brasileiro, ganharam tanto dinheiro como ganharam de 2003 a 2008, quando presidi este país”. Tradução: tratem de ganhar dinheiro especulando no presente, porque alguém pagará a conta no futuro próximo.

A coisa está tão feia que o segundo de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, está sendo visto como salvador da pátria, apesar de acreditar em moeda única sul-americana, ter duvidado de que a alta da inflação batia à porta em 2021 e de ter sido coautor de livros com Luiz Gonzaga Belluzzo, além de sócio dele numa consultoria. Luiz Gonzaga Belluzzo é um dos arautos da “nova matriz econômica”, que destruiu a economia brasileira sob Dilma Rousseff. Mas ele acredita que, se você repetir experiências que deram errado muitas vezes, um dia elas darão certo. Ciência.

Vamos ver quem vai levar a pasta do Planejamento e o da Indústria e Comércio. Talvez o presidente eleito dê uma canjinha ao “glorioso mercado”, para além de Bernard Appy. Talvez. Mas, glorioso mercado, prepare-se para precificar logo o novo presidente da Petrobras.

É isto: os economistas tucanos votaram no Lula do primeiro mandato e levaram o do segundo, com um bônus Dilma Rousseff. Quem esperava apenas mediocridade, como eu, agora teme o desastre.

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