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Alckmin muda posição e agora quer prévia com menos filiados do PSDB

O governador Geraldo Alckmin, que se mostrou favorável a um colégio eleitoral restrito para prévias

Antes defensor de prévias entre todos os filiados do PSDB, o governador paulista, Geraldo Alckmin, agora tem se mostrado favorável à restrição do colégio eleitoral para a escolha do candidato à Presidência do partido.

De acordo com três interlocutores do governador, sua tendência é defender internamente a proposta do deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) de concentrar o poder de escolha do presidenciável do PSDB em cerca de 12 mil tucanos, e não ao 1,5 milhão de filiados.

“Ele disse que leu e gostou. Falou para conversarmos a respeito”, relatou o deputado. Procurada, a assessoria de Alckmin não respondeu.

Um ano atrás, ao comentar a vitória de João Doria (PSDB) no primeiro turno na eleição municipal, Alckmin afirmou que a campanha do afilhado “começou de forma correta, com prévia. Democracia começa dentro de casa, uma prévia com 20 mil participantes, com nossos filiados”. As informações são de THAIS BILENKY, Folha de São Paulo.

À época, o governador disse que “você pode escolher em um grupo pequeno ou pode ampliar a escolha. Nós sempre defendemos ampliar a escolha. Foram mais de 20 mil filiados. Quando você ouve mais, erra menos”.

Na proposta de Pestana, o universo de eleitores é composto pelos presidentes de diretórios municipais, vereadores, prefeitos, membros de diretórios estaduais e da Executiva nacional, deputados estaduais e federais, senadores e governadores.

A restrição do colégio eleitoral é considerada estratégica no entorno de Alckmin para se ter “controle do processo”. Os militantes da burocracia partidária e os tucanos com mandato tendem a ser mais cautelosos com a liturgia política, apostam.

Para aliados do governador, a próxima batalha retórica pública entre ele e Doria será no formato das prévias.

Alckmistas trabalham com cenário em que o prefeito se mostrará disposto a enfrentar o governador em prévias, mas discordará da restrição do colégio eleitoral.

Auxiliares de Doria disseram que prévias para 12 mil é “convescote, não prévias”.

Nas contas de alckmistas, Doria teria condições vantajosas para arcar com uma campanha entre todos os filiados, além de seu bom apelo midiático.

Caso não tenha êxito na definição do formato, Doria teria um discurso para justificar eventual saída do PSDB, disse um aliado do governador.

Isso porque, se o cenário se concretizar, o prefeito terá ainda como argumento o fato de não ter sido, inicialmente, defensor das prévias como instrumento único de escolha. Por semanas, ele defendeu que o presidenciável tucano fosse escolhido também após análises de pesquisas.

Há 15 dias, mudou o tom. Admitiu que “preferiria não” enfrentar Alckmin em prévias, “mas o tempo vai dizer”.

De toda forma, tucanos experientes são céticos quanto à realização de prévias. Acreditam que, no fim, o candidato será escolhido pela cúpula partidária.

O prefeito também recebeu uma cópia da proposta de Pestana, mas não se manifestou ao autor. Nesse modelo, as prévias ocorreriam em fevereiro, após um congresso partidário em outubro e a convenção, em dezembro.

“Por que prévias não com todos os filiados? Porque o processo de filiação, em todos os partidos, é de baixíssima qualidade, meramente cartorial”, argumentou Pestana.

Em 2016, o apoio de Alckmin nas prévias entre todos os filiados do PSDB foi decisivo para Doria na disputa com Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo, que acabou trocando o PSDB pelo PSD.

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