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Ana Amélia aceita ser vice de Alckmin, mas condiciona apoio a acertos no RS

Esta é Ana Amélia

Uma semana após ter sido rejeitado pelo empresário Josué Alencar (PR), Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou na noite desta quinta (2) a senadora Ana Amélia (PP-RS) como sua candidata a vice-presidente.

“É um gesto importante já que ela era candidata [ao Senado] e abriu mão de tentar a reeleição”, disse o tucano em entrevista GloboNews. Alckmin chamou Ana Amélia de “vice dos sonhos” e exaltou o fato da parlamentar ser mulher. “Era a melhor candidata a vice. Não tinha escolha melhor.”

Antes da confirmação, a senadora condicionara a aliança a acertos no Rio Grande do Sul. PP e PSDB têm candidatos ao governo do estado. O deputado Luiz Carlos Heinze (PP), com apoio de DEM, PSC, Pros e PSL, enfrenta o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB), com apoio de PTB, PRB, PHS, Rede e PPS. Heinze poderia deixar a disputa para ser candidato ao Senado em uma composição entre as legendas.

Após Alckmin anunciar publicamente seu nome, Ana Amélia disse à Folha que a situação no estado já havia sido resolvida. No entanto, assim como Leite, Heinze disse que ainda vai consultar seus aliados. À Folha, afirmou que continua pré-candidato a governador, mas que pode disputar vaga no Senado ou mesmo abrir mão de qualquer cargo. Daniel Carvalho e Talita Fernandes – Folha de São Paulo

Se sacramentada, a aliança no RS é uma má notícia para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que, com a saída de Heinze, ficaria sem palanque no estado. O tucano aposta em tirar votos do capitão reformado devido ao perfil conservador e pró-agronegócio de Ana Amélia. Na região Sul, Bolsonaro chega a 22% no último Datafolha, de junho —o ex-governador só vai a 5%.

Ana Amélia havia sido procurada por Alckmin na quarta (1º) e, nesta quinta, recebeu telefonemas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de seu colega tucano Tasso Jereissati (CE).

Além da questão do estado, Ana Amélia analisou também sua saúde. Ela foi internada nesta semana com crise de hipertensão. Ao menos até segunda passada, ela descartava ser vice na chapa, mas reconsiderou sua posição após o convite. O pré-candidato e líderes do centrãotambém repetiam negativas.

Depois de ser rejeitado por Josué Alencar, Alckmin e seus aliados não queriam sofrer o desgaste de nova recusa. O ex-governador e esforçava para chegar à convenção de seu partido, no sábado (4), já com o posto de vice definido.

O nome de Ana Amélia não é consenso em seu partido e também entre siglas do centrão. Embora o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), diga não haver veto à gaúcha, correligionários reconhecem a total falta de entrosamento entre a senadora e a cúpula do partido.

Aliados de Nogueira dizem haver preocupação com uma eventual perda de poder da ala nordestina da sigla.

Outra preocupação é que, ao levar um quadro do partido para a Vice-Presidência, Alckmin queira diminuir o espaço que o PP tem hoje na Esplanada dos Ministérios, caso seja eleito. A sigla domina atualmente as pastas de Saúde, Agricultura e Cidades, além da Caixa Econômica Federal. Integrantes da bancada do partido dizem que Ana Amélia tem que ser tratada como cota pessoal do tucano.

Mal a decisão de Ana Amélia havia sido divulgada, integrantes de outros partidos do centrão começaram a reclamar do excesso de espaço que o PP poderia ter em um eventual governo.

Pela manhã, Ana Amélia disse que só aceitaria a vaga na chapa do PSDB se pudesse manter sua autonomia em um eventual governo. “Em qualquer lugar que eu estiver, se eu não for independente, se eu não pensar e agir com as minhas convicções, não serve para mim”, afirmou a senadora.

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