Após governadora rejeitar escola cívico-militar, prefeita de Mossoró anuncia adesão

A Prefeitura de Mossoró vai aderir ao Programa Nacional para as Escolas Cívico-Militar, do Ministério da Educação. O anúncio foi feito pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), através das redes sociais, no mesmo dia que a governadora Fátima Bezerra (PT) recusou inserir o Rio Grande do Norte no programa (VEJA AQUI), que vai garantir R$ 1 milhão por cada escola.

“Mais do que aceitar, lutarei para trazer uma escola desse tipo para Mossoró”, afirmou a prefeita, para em seguida criticar a decisão do Governo do Estado de rejeitar os investimentos que as escolas trarão para o RN: “É um erro imensurável dos estados que abriram mão, logo parabenizo o estado do Ceará que não agiu partidariamente e sim pensando no bem-estar e educação de seus jovens. Afinal, as escolas cívico-militar são referências e não há nada de política nisto.”

A Prefeitura de Mossoró irá se habilitar com três escolas. A adesão ao programa poderá ser feito a partir desta sexta-feira (4) e até o dia 11 de outubro, conforme anúncio do Ministério da Educação.

Segundo a Secretária de Educação, Magali Delfino, o município fará o pedido de adesão ao programa nacional com as Escolas Celina Guimarães; Raimunda Nogueira do Couto, no bairro Santo Antonio e Heloisa Leão, no Bom Jesus. “Somente essas escolas estão dentro do perfil estabelecido pelo governo federal”, esclareceu a secretária de Educação, Magali Delfino, acrescentando que o município irá estimular as escolas para que elas possam participar individualmente.

De acordo com o MEC, dentre os critérios, terão preferência as escolas que tenham estudantes em situação de vulnerabilidade social e Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) abaixo da média do estado.

A Prefeitura está se preparando para fazer consulta pública à comunidade sobre a mudança do modelo educacional, acreditando ser uma das selecionadas.

Além da Prefeitura de Mossoró, os municipios de Pau dos Ferros (Alto Oeste) e Parnamirim (Grande Natal) anunciam que vão aderir ao programa de escolas cívico-militar.

O Ministério da Defesa utilizará militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas escolas que aderirem ao novo programa. Os militares deverão ser contratados por meio de processo seletivo, com tempo mínimo de serviço de dois anos, prorrogável por até 10 anos.

Eles passarão por treinamento e receberão 30% da remuneração que recebiam antes da aposentadoria. Municípios poderão destinar policiais e bombeiros militares para auxiliar na disciplina e organização das escolas.

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