Banco do Brasil deve fechar pelo menos três agências no RN, diz governo

Movimentação em frente a agência do Banco do Brasil — Foto: Joá Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo

Após anunciar uma série de medidas de revisão de estrutura, além de dois programa de demissão voluntária de funcionários, o Banco do Brasil deverá fechar pelo menos três agências bancárias no primeiro semestre de 2021, no Rio Grande do Norte, de acordo com informações recebidas pelo governo do estado e pelo sindicato de bancários. Outras agências também deverão ser transformadas em pontos de atendimento no estado.

Uma reunião foi realizada pela governadora Fátima Bezerra (PT) com a superintendência estadual do banco, nesta terça-feira (12). Depois do encontro, o governo do estado anunciou que serão três agências fechadas no Rio Grande do Norte: em Natal, Parnamirim e Mossoró, além de um posto de serviço em Tangará.

Já o presidente do Sindicato dos Bancários no RN, Eduardo Xavier, afirmou que as agências em questão são a da avenida Amintas Barros (em Natal) a do bairro Cohabinal (em Parnamirim) e a Santa Luzia (em Mossoró). Além disso, o banco transformaria agências de Guamaré, Alto do Rodrigues e Jardim do Seridó em pontos de apoio e a de Acari em uma “Loja BB”.

G1 entrou em contato com a assessoria do banco nesta quarta-feira (13) para questionar o número e quais agências passarão por modificação no estado, bem como o número de funcionários que poderão ser demitidos, mas a instituição respondeu apenas com os dados nacionais. Atualmente, o banco tem 1.269 funcionários no RN. “Esclarecemos que todos os clientes serão comunicados com antecedência”, informou.

Já as chamadas modalidades de desligamento incentivado voluntário aos funcionários são as seguintes:

  • Programa de Adequação de Quadros (PAQ), a fim de otimizar a distribuição da força de trabalho, equacionando as situações de vagas e excessos nas unidades do banco. Além da opção de desligamento, o PAQ incentiva movimentações laterais para unidades onde existam vagas.
  • Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), disponível a todos os funcionários do BB que atenderem aos pré-requisitos e é específico para o incentivo ao desligamento, com limite de 5 mil adesões.

Os programas possuem regulamentos específicos que estabelecem as regras para adesão, que não foram especificados no fato relevante anunciado aos investidores. O número final de adesões, assim como o impacto financeiro, serão informados ao mercado após o encerramento dos períodos de adesão, que ocorrerá até 5 de fevereiro, informou o banco.

Em ambos os programas, a adesão é voluntária e de caráter pessoal. Os incentivos variam de acordo com as condições estabelecidas por cada programa e pelas condições de cada funcionário.

Em julho de 2019, o Banco do Brasil anunciou um plano de desligamento incentivado para promover adequação nos quadros de funcionários, além de regularizar vagas e excessos em dependências e praças, otimizando a distribuição da força de trabalho nas unidades. Aderiram ao PDV 2.367 funcionários. Em setembro do ano passado, de acordo com último balanço de resultados, o Banco do Brasil tinha 92.106 funcionários, queda de 1,9% em relação a setembro de 2019 (93.872).

Sindicato reclama

O sindicato dos bancários no estado considerou que o anúncio é prejudicial para os clientes e funcionários no Rio Grande do Norte.

“A situação só prejudica ainda mais os usuários, porque ao longo dos últimos anos o banco já vem fechando outras agências, principalmente no interior do estado. Os aposentados e outros clientes precisam ir para outras cidades para serem atendidos”, afirmou Eduardo Xavier, presidente do sindicato.

O sindicalista ainda afirmou que, embora o os planos sejam voluntários, muitos funcionários poderão ser impelidos a pedir demissão por causa da exclusão de cargos como o de caixa. Com isso, além de terem salários reduzidos pela perda das gratificações das funções, que representam mais de 50% dos salários, alguns funcionários também teriam que ser removidos para outras cidades ou estados.

“Vamos lutar na Justiça e também politicamente contra isso”, afirmou.

Já o governo do estado afirmou que teme prejuízo ao atendimento aos servidores públicos estaduais, que recebem pagamento pelo banco nos 167 municípios potiguares.

Além da folha de pessoal, a gestão estadual opera com o banco na cobrança da dívida ativa por meio de um acordo inédito para a gestão estadual. Desde 2019, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) enviou dois lotes de cobranças da dívida ativa e recuperou R$ 7,6 milhões de créditos “podres”, considerados de difícil recuperação em condições normais.

G1RN

 

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