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Candidatos defendem medidas para estimular investimentos

No debate promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação, os candidatos responderam perguntas de entidades dos setores produtivos convidadas: Federação do Comércio do Rio Grande do Norte (Fecomércio), Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom), Associação Brasileira da Indústria dos Hotéis (ABIH) e segmento das energias renováveis.

Clorisa Linhares respondeu como iria viabilizar mais investimentos na educação, saúde e segurança e obras estruturantes, visto que 95% das receitas vão para o custeio da máquina pública, incluindo o pagamento de salários e repasses a poderes autônomos.

“Tive a oportunidade de trabalhar com recuperação de empresas. O que eu mais encontrei nesse período foram problemas ligados a desvio de dinheiro e falta de capacidade de gerenciamento”, disse Clorisa Linhares, que continuou: “A gente percebe que existe falta de transparência e, infelizmente, valores que deveriam estar sendo investido em segurança, saúde, educação também sofrem esses problemas. Então a gente vai auditar como já foi dito, abrir processos com aquelas pessoas que não tem transparência, revisar licitações, que hoje fazem com que um projeto seja duas, três vezes mais caro que seja se tiver sido realizado pela iniciativa privada”.

Styvenson Valentim disse que vai “redimensionar, otimizar, e racionalizar a administração pública”, reduzindo a 14 secretarias com a Casa Civil e uma PGE que “trabalhe para unificar as legislações para não ter dúvida sobre essa legalidade jurídica que causa instabilidade de investimentos”.

Para Valentim, essa é uma “mudança que nem todo candidato pode fazer, porque a maioria está acoplada com muitos políticos, que já vão pedir seus cargos, e vamos criar uma secretaria de compliance para outro problema, que se chama outras despesas e leva 19% do orçamento”.

“Vamos combater a corrupção desses contratos, que o governo ausente não veio aqui e deveria estar explicando os custos que isso tem para sociedade”, acrescentou.

Outra pergunta das entidades foi sobre a solução para a falta de segurança jurídica na questão de licenças ambientais, que afasta investidores. Styvenson Valentim disse que “essa pergunta que deveria responder era a governadora, que passou quatro anos e continua a reclamação do setor produtivo, Idema, Ibama, Corpo de Bombeiros, para o cidadão que procura o serviço público e talvez não tenha percebido, aquela fila, o cansaço que lhe dão, justamente para vender depois a facilidade”.

Para Valentim, falta a gestão pública “o mínimo de tecnologia para diminuir esse contato direto daquele servidor, nem todos são bandidos ou corruptos, mas uma boa parte sabe tirar vantagem de quem está precisando”.

O senador aproveitou para atacar o candidato Fábio Dantas, que mesmo “levando à pecha, às vezes injusta”, quando foi vice-governador, tinha sido apoiado pelo PT, “mas tudo que está acontecendo aqui, eu cheguei agora”.

Fábio Dantas comentou que vai automatizar em pelo menos 70% as licenças ambientais, com o software liberar de forma objetiva e e contar as leis estadual, federal e municipal para destravar a geração de emprego e renda. “Vou topar a parada para enfrentar os órgãos de controle e dar uma diretriz com o marco geral da geração de emprego dar governabilidade e regra clara para funcionamento do empreendedorismo”.

A respeito das insinuações políticas do senador, Dantas disse que “sou uma pessoa que teve sempre a independência muito clara nas minhas decisões. E eu sempre tive uma postura de defender sempre estando a mesma coerência no governo ou contra o governo”.

Fábio Dantas também respondeu perguntas sobre turismo: “Vamos fazer o que a governadora fujona não fez, construir estradas, que é muito necessário e importante para o turismo religioso, o turismo de eventos, das serras e da região praiana, nós somos um estado de 450 km de praia e aqui nós o que tivemos foi na pandemia, uma governadora que se escondeu na Redinha”, apontou Dantas.

Danniel Morais comentou que vai criar novos produtos turísticos, como centros de apoio a pequenos empreendedores, “que muitas vezes carecem de qualificação de mão de obra que carece de condição de de condição de investimento e de preparação dessa mão de obra e é nessa condição que nós acreditamos que o turismo no Rio Grande do Norte pode crescer, não só com os grandes hotéis”.

Na sequência, Morais abordou a questão das licenças na área das energia renovável: “hoje existe uma exploração de energias renováveis no nosso estado sem ter um marco regulatório. É por isso que existe tanta distorção entre o que se coloca em órgão e o que se coloca em outro, nós defendemos que seja feito um marco regulatório sobre a exploração das energias renováveis e as transições energéticas no nosso estado”.

Candidatos respondem sobre gestão

Um dos blocos do debate foi de respostas dos candidatos a perguntas de jornalistas do Sistema Tribuna de Comunicação sobre temas relacionados com desenvolvimento e gestão. Por sorteio, inicialmente, a candidata Clorisa Linhares (PMB) foi indagada a respeito de sua proposta para reverter a queda de investimentos em infraestrutura no Rio Grande do Norte, mas antes de responder, ela disse que o Estado “nunca foi governado por uma pessoa que tem a competência e que tem experiência com gestão. seja pública ou privada”.

Em seguida declarou que, em primeiro lugar, é preciso “diminuir os custos e melhorar as receitas”, pois a Lei Orçamentária Anual (LOA) em vigor já previa cerca de R$ 15,95 bilhões de receita e uma despesa de R$ 16,1 bilhões.

A segunda pergunta foi feita ao candidato Danniel Morais (PSOL). “Muitos dizem que o Estado precisa ter novos parceiros e ter novos investimentos. Nós concordamos com isso, mas o Rio Grande do Norte antes de qualquer coisa, precisa ter as suas garantias, precisa que essas concessões que são feitas sejam cumpridas e na grande maioria delas o Estado sai perdendo nessa relação” , afirmou o candidato do PSOL.

Fábio Dantas comentou que no seu governo o Rio Grande do Norte “terá a melhor abertura econômica do país, no primeiro mês mandarei à Assembleia Legislativa uma medida para que juntemos todas as legislações, fazer a lei de liberdade econômica que vai ser o marco do desenvolvimento da geração de emprego e renda do estado, com concessões de serviços públicos na agricultura para beneficiarmos e criarmos corredores para perímetros irrigados, concessões de bens públicos como o Centro de Convenções, Forte do Reis Magos e Cajueiro de Pirangi”.

Styvenson Valentim respondeu sobre os planos dele para o turismo, que no Rio Grande do Norte vem perdendo visitantes para estados vizinhos. “Nenhum investidor vem para esse estado com a insegurança que aqui existe”, disse o senador, aproveitando a pergunta feita anteriormente, porque “quem tem competência de gerar emprego é iniciativa privada, que vai concessões”. Ele disse que “nenhum empreendedor, nenhum empresário procura o nosso estado e procura os vizinhos pela facilidade que existe na degradação do meio ambiente, nem pelos incentivos fiscais que é dado, é pela legislação que não deixa a desejar”.

Segundo Valentim, “não são as instituições como Idema e Corpo de Bombeiro, como qualquer outros que dão um licenciamento que impede isso, que dificulta esse trabalho do empreendedorismo”.

Em detrimento de um de um acordo público privado que possa construir para o povo e para a população daquele mesmo valor estruturas muito mais modernas como hospitais novos não é apenas dar o patrimônio público para essa concessão é cobrada a iniciativa privada é uma devolução.

Fábio Dantas respondeu sobre a problemática das despesas com pessoal, que consome mais de 60% das receitas e enxugamento da máquina pública. “O Rio Grande do Norte não tem gestão pública em nenhuma das áreas, vivemos aqui um desgoverno nos últimos quatro anos e nas últimas décadas especialmente porque não priorizaram a profissionalização do RH, hoje a Secretaria de Administração cuida tanto de processos de compras como do processo de lidar com os servidores públicos”, disse ele, que promete “tornar a máquina pública algo eficiente, colocando a a tecnologia na gestão pública e fazendo as reformas que são necessárias”.

Para Dantas, a efetividade do serviço público “não é só encher a máquina pública de pessoas mas colocar as pessoas nos nos lugares corretos pra fazer a gestão pública funcionar e a máquina andar pra servir ao cidadão servidor público significa servir ao nosso povo”.

Segundo Fábio Dantas, a máquina pública do Rio Grande do Norte “não é só inchada, é desproporcional com o cidadão, é desproporcional com os servidores, especialmente não trata bem todos eles”.

No segundo ano de governo, diz Fábio Dantas, que “vai estabelecer o reajuste linear a todos os servidores e pagar o atrasado dos servidores públicos que a governadora nunca pagou, que é a diferença de quem recebeu em 2018”.

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