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Caso Lázaro: força-tarefa entra na terceira semana de buscas sem saber paradeiro de serial killer

Policiais fazem cerco para capturar o serial killer Lazáro Barbosa, em Cocalzinho de Goiás Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

As buscas por Lázaro Barbosa Sousa, de 32 anos, entram na terceira semana, em Goiás, sem que a força-tarefa criada para a captura saiba do seu paradeiro. Nesta quarta-feira (23), as equipes de busca passaram a considerar a possibilidade de o serial killer estar fora de Cocalzinho de Goiás, onde os agentes estão concentrados. O comando da operação informou que trabalha em um raio de 10 km. Mas ontem passou a utilizar um aplicativo que recebe denúncias dentro de um raio de 100 km.

Chamado de Brasil Mais Seguro, o aplicativo conta com a tecnologia de georreferenciamento e filtra os avisos da população dentro desse perímetro. A ferramenta será exclusiva para denúncias sobre o Caso Lázaro. E também vai colaborar para que os policiais recebam informações já filtradas e menos trotes. Segundo a delegada Paula Meotti, da Polícia Civil, até ontem haviam sido registradas 3,8 mil denúncias.

O tenente-coronel Pedro Henrique Batista, da Polícia Militar, explicou como o trabalho com o aplicativo será realizado:

— A partir do momento que a pessoa aciona o botão do alerta, seja com a localização ou com o texto, essa informação já chega georreferenciada para nós. E aí vamos administrar a parte operacional para ver qual recurso nós empregaremos, se vai ser um helicóptero ou uma equipe terrestre. Foi delimitado um raio de 100 quilômetros da região, até porque nós recebemos muitas denúncias de outros estados. Facilita um filtro natural porque a gente quer pessoas que tenham informações reais.

Na noite desta quarta, policiais realizaram uma operação em uma área de chácaras localizada nas proximidades da BR-070, entre Cocalzinho e Águas Lindas de Goiás. Os agentes partiram da base de comando em três viaturas por volta das 18h. Durante a investida, os militares pediram para a imprensa não se aproximar do local.

Contato e rendição

A mulher e a sogra de Lázaro procuraram o ex-patrão do serial killer, que é advogado, para ajudá-las a convencer o fugitivo a se entregar. As duas estiveram na tarde desta terça-feira (22) no escritório de Wesley Lacerda, designado pelos familiares como representante do foragido.

Segundo Lacerda, o grupo tenta entrar em contato com o fugitivo por meio de telefones que Lázaro já usou anteriormente. O advogado afirma ainda que a mulher e a sogra o procuraram porque estão preocupadas, com medo e desejam que a caçada ao fugitivo acabe logo.

— Eu expliquei que vou trabalhar para buscar garantias de que ele seja apanhado e tenha a integridade respeitada, que seja levado ao sistema (judiciário) e tenha um julgamento justo. A família diz que ele tem medo de ser morto pela polícia e acredita que ele não vai se entregar enquanto tiver esse cerco — diz o advogado.

Mantimentos e orações

Há duas semanas nas buscas por Lázaro, os agentes de segurança que integram a força-tarefa também se juntaram em uma corrente de oração. Imagens publicadas no perfil da Polícia Militar de Goiás no Instagram mostram policiais fardados num círculo, agradecendo pela missão e pedindo iluminação a Deus.

— Que o Senhor possa nos mostrar onde esse indivíduo se encontra para que nós possamos encontrá-lo — diz um dos agentes, que também pediu para que o alto comando seja iluminado para que possa tomar as decisões corretas. O grupo encerra rezando o “Pai Nosso”.

Comovidos com a situação dos integrantes da força-tarefa, moradores dos arredores de Cocalzinho (GO) decidiram se unir a órgãos públicos no suporte ao grupo. Na noite da última terça-feira (22), a base onde as forças policiais estão reunidas, em uma escola municipal na cidade goiana, recebeu um caminhão abastecido com mantimentos e alimentos para os agentes que tentam prender Lázaro.

O Globo

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