Carlos Bolsonaro: ‘O que está por vir pode derrubar o Capitão’

Foto: Reprodução/Twitter

O filho do presidente Jair Bolsonaro, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSL), o mais ativo nas redes sociais, escreveu nesta quarta-feira na sua página do Twitter sobre o risco do pai dele não concluir o mandato.

“O que está por vir pode derrubar o Capitão eleito. O que querem é claro!”, escreveu, ao compartilhar um vídeo do youtuber Daniel Lopez. Ele pergunta antes “onde estão os caras feias, identificadores de problemas, os escritores de cartas para aliados ‘desbocados’?”.

No vídeo, entitulado de “Já está tudo engatilhado em Brasília para derrubar Bolsonaro”, o jornalista e teólogo, defensor do pensamento de direita, explica o risco de a crise econômica do governo levar Bolsonaro a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e praticar as chamadas “pedaladas fiscais”, manobra que levou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ao impeachment.

O blogueiro questiona sobre como seria a postura do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), num eventual processo de impeachment contra Bolsonaro.

A postagem ocorre também no dia em que centenas de milhares de estudantes e professores vão às ruas para protestar contra o corte de 30% anunciado pelo governo federal às universidades públicas.

Governos de Dilma e Temer também cortaram verbas da educação

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Prometida durante campanhas eleitorais como área prioritária para o governo, a educação tem sido alvo recorrente de tesouradas do Palácio do Planalto. Nos últimos cinco anos, os cortes nos orçamentos do setor ultrapassaram R$ 25 bilhões.

Este ano, a gestão Bolsonaro determinou o congelamento de R$ 5,8 bilhões previstos para a educação, sendo R$ 1,7 bilhão retirados das universidades e institutos federais.

O maior corte da última década ocorreu em 2015, durante o governo Dilma Rousseff (PT), quando foram bloqueados R$ 9,4 bilhões da educação. Naquele mesmo ano, a então presidente lançou como slogan do governo o lema “Brasil, pátria educadora”.

Nos dois anos de Michel Temer (MDB), o orçamento da educação voltou a ser alvo de cortes e reduções. O Estado de Minas

Bloqueio na Educação é o maior desde 2016

Fachada dos prédio do Ministério da Educação em Brasília Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O bloqueio de recursos do Ministério da Educação (MEC) é o maior desde pelo menos 2016, durante o governo Dilma do PT. Foram congelados 31,4% dos recursos discricionários (não obrigatórios, que não incluem folha de pagamento) este ano. Em 2018, essa taxa foi de 8,5%, em 2017 ficou em 16,8% e em 2016 atingiu 6,4%, de acordo com dados do próprio MEC apresentados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub .

Weintraub foi às redes sociais para defender, fazendo contas em uma lousa, que o bloqueio em universidades federais é de cerca de 3,5% do total. Isso porque ele considerou despesas que não são passíveis de contingenciamento, como salários de servidores. Mas, se avaliado apenas o montante que pode ser atingido pela medida, o represamento de recursos em toda a pasta vai a 31,4%.

Em 2018, o percentual de contingenciamento atingiu 8,5% dos R$ 24,3 bilhões discricionários da pasta, ficando livre R$ 22,2 bilhões. Já em 2017, o bloqueio atingiu 16,8% dos R$ 26,5 bilhões. No ano de 2016, o contingenciamento foi de 6,4%, deixando livres R$ 25,5 bilhões de um total de R$ 27,3 bilhões.

Os dados exibidos pelo ministro da Educação cobriram apenas o período de 2016 a 2019. A pasta foi procurada para explicar o motivo de um bloqueio tão elevado em 2019 em relação aos anos anteriores mostrados, mas O Globo não obteve retorno.

Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo

Protestos Educação

Desgastado por uma série de derrotas e obrigado a fazer concessões no Congresso Nacional, o governo do presidente Jair Bolsonaro foi alvo nesta quarta-feira, 15, dos primeiros grandes protestos de rua. Manifestações registradas em cerca de 250 cidades do País contra bloqueio de recursos no orçamento da Educação ganharam um contorno mais amplo de críticas à atual gestão.

Em viagem oficial nos Estados Unidos, Bolsonaro procurou desqualificar a mobilização classificando a “maioria” dos manifestantes como “idiotas úteis” e “imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra”.

Os atos ocorreram no mesmo dia em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de uma audiência na Câmara dos Deputados. Ele foi convocado por parlamentares para explicar o contingenciamento na área. A sabatina, porém, expôs ainda mais o clima hostil que o governo enfrenta no Congresso.

O ministro provocou os deputados ao defender o uso de recursos recuperados de corrupção na área, afirmou ter a ficha limpa e não ter passagem pela polícia. Disse que tem carteira assinada e questionou se os deputados sabem o que é isso. Weintraub foi alvo de vaias de parlamentares da oposição, que pediram em coro sua demissão.

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Ministério Público vê indícios de lavagem de dinheiro de Flávio com 19 imóveis

BRASÍLIA, DF, 06.02.2019 - Votação no Senado Federal define os membros da Mesa Diretora. O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi eleito 3º Secretário. O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) preside os trabalhos. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O Ministério Público do Rio de Janeiro citou indícios de lavagem de dinheiro em transações imobiliárias de Flávio Bolsonaro (PSL) entre 2010 e 2017 ao pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador.

As suspeitas citadas pelo órgão envolvendo compra e venda feitas pelo filho do presidente da República foram reveladas pela Folha.

Em janeiro de 2018, a reportagem revelou que Flávio realizou operações envolvendo 19 imóveis na zona sul do Rio e na Barralucrando com transações relâmpago.

Os promotores apontam suspeitas nas transações com a MCA Participações, empresa que tem entre os sócios uma firma do Panamá.

Ela adquiriu 12 salas comerciais no edifício Barra Prime em novembro de 2010, 45 dias depois de o senador ter comprado 7 das 12 salas. Segundo os registros, o político lucrou com a operação pelo menos R$ 300 mil no curto período. Catia Seabra e Italo Nogueira – Folha de São Paulo

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Ronaldo bêbado agride Ivan no rádio, após pesquisa mostrar desastre administrativo do doutor

Jarbas que recebe do gabinete de George Soares ganhou até apelido Baba Rocha de populares

O ex-prefeito do Assu Ronaldo Soares, após tomar conhecimento de pesquisa que aponta o desastre administrativo e a péssima avaliação do governo do seu filho e prefeito Gustavo Soares, foi ontem a Princesa FM, para agredir o ex-prefeito Ivan Júnior, que dispara na liderança nas pesquisas.

O apresentador do programa Panorama do Vale Jarbas Rocha, nunca levou alguém para entrevistar com bafo de cachaça ou para agredir as pessoas e as famílias assuenses, mas ontem como o Jacaré é sócio e pai do prefeito que gasta mais de R$ 200 mil a rádio, abriu os microfones da emissora para outra agressão verbal contra os cidadãos.

Vergonhoso a conduta editoral da emissora comandada hoje por Lucílio Filho. Por causa disso, Jarbas até ganhou um apelido “Baba Rocha”.

Governo deve fazer bloqueio de gastos de R$ 10 bilhões no fim do mês

Ministro Paulo Guedes na Comissão Mista do Orçamento Foto: Jorge William / Agência O Globo

O governo terá de segurar gastos diante da frustração de expectativas com a economia. A atividade econômica segue em compasso de espera enquanto o Congresso não aprova reformas como a da Previdência.

Com isso, o governo deve anunciar um novo contingenciamento na casa dos R$ 10 bilhões no fim deste mês. Em março, o Ministério da Economia já havia anunciado um bloqueio de despesas de R$ 29,7 bilhões.

Em audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o ministro da Economia, Paulo Guedes, dividiu na última terça-feira com o Congresso a responsabilidade de reativar a economia . Ele confirmou que o governo já projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá só 1,5% este ano.

Quando o governo revisar oficialmente suas projeções, a estimativa deve ficar mais próxima da do mercado financeiro, que prevê alta de 1,45% .O Globo

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