Eunício propõe que fundo eleitoral tenha recursos do Orçamento

Eunício Oliveira

Proposta do presidente do Senado prevê que recursos que já são destinados aos partidos sejam remanejados

Felipe Frazão e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), propôs no domingo, 6, em reunião no Palácio do Planalto o remanejamento de recursos já existentes no Orçamento do governo federal para bancar o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FDD). O fundo, em discussão na reforma política, vai custear as eleições com verbas públicas. Pressionados pela proximidade do calendário eleitoral, os parlamentares querem aprovar mudanças na legislação ainda neste mês para ter validade já em 2018.

As propostas tramitam na Câmara, e o relator de duas comissões, deputado Vicente Cândido (PT-SP), estima que o fundo eleitoral custe ao Tesouro R$ 3,5 bilhões em 2018. Na quarta-feira, os deputados retomam a discussão e votação do relatório de Cândido na comissão especial.

A ideia do peemedebista é criar uma espécie de “cesta eleitoral” a partir, principalmente, de verbas destinadas a partidos políticos. Com isso, a distribuição de dinheiro do Fundo Partidário – orçado em R$ 819 milhões neste ano – seria alterada. As fundações e institutos partidários passariam a receber 10% do valor global em vez dos atuais 20%. Os outros 10% seriam endereçados ao fundo eleitoral.

Leia maisEunício propõe que fundo eleitoral tenha recursos do Orçamento

Lava Jato: HD da propina da Odebrecht está incompleto

1

A Odebrecht entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma versão do sistema computacional de propina da empreiteira – também conhecido como Drousys – com dados incompletos, segundo os responsáveis pela análise do material. A falta de informações, úteis a novas apurações, foi comunicada à empresa, que se comprometeu a buscar dados complementares em outras fontes.

Os dados foram entregues à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba em março em quatro HDs que totalizam 3,5 terabytes. Em seguida, foram encaminhados à Secretaria de Análise e Pesquisa da PGR, responsável por prepará-los para uso em investigações.

O Drousys era uma plataforma colaborativa por meio da qual funcionários da Odebrecht registravam, em ferramentas de edição de texto, trocas de e-mails e chats relacionados a pagamentos secretos feitos a políticos. Os dados estavam originalmente guardados em um servidor da Suíça e teriam sido transferidos para outro servidor na Suécia, onde foi realizada a cópia entregue aos procuradores. “A gente acredita que o conteúdo não é integral, algumas informações não estão batendo. Ainda não é possível saber o que está faltando”, disse um dos envolvidos na análise de dados. As informações são da Agência Estado.

Leia maisLava Jato: HD da propina da Odebrecht está incompleto

Amazonino Mendes e Eduardo Braga disputam segundo turno no Amazonas

O Amazonas começou a escolher neste domingo os novos governador e vice, que vão substituir José Melo (Pros) e José Henrique de Oliveira, cassados por compra de votos na disputa de 2014. A eleição foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio, quando condenou a chapa. Às 20h20, com 97,65% das urnas apuradas, estava definido que a disputa seguiria para segundo turno.

Amazonino Mendes (PDT), que tem como vice o deputado estadual Bosco Saraiva (PSDB), liderava com 38,9% dos votos. Eduardo Braga (PMDB) e o vice Marcelo Ramos estavam em segundo lugar, com 24,7% dos votos. Foram contabilizados 24,2% de abstenções, 12,5% de votos nulos e 3,5% de votos brancos. O segundo turno sera realizado no dia 27 de agosto.

Rebeca Gargia (PP) aparece com 18,2%, seguida por Jose Ricardo (PT), com 12,4%; Luiz Castro (Rede), com 2,7%; Wilker Barreto (PHS), com 1,5%; Marcelo Serafim (PSB), com 1,3%; e Jardel (PPL), com 0,2%. Liliane Araújo, que teve a candidatura indeferida, recebeu mais de 63 mil votos, considerados nulos. As informações são de O Globo.

Leia maisAmazonino Mendes e Eduardo Braga disputam segundo turno no Amazonas

Sérgio Machado, livre, vive sua ‘prisão domiciliar’

Casa do Sérgio Machado

A residência toma meio quarteirão no Bairro de Dunas, um dos mais nobres e caros de Fortaleza, onde também moram expoentes do mundo empresarial e político do Ceará como o ex-governador e senador Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB e ex-aliado de Machado.

Machado não sofre qualquer restrição legal. Formalmente, é um homem livre. O acordo de delação negociado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma cláusula que lhe facultava a opção de cumprir antecipadamente a pena, já que os processos referentes à Transpetro ainda não foram julgados. Recentemente, a eficácia do acordo foi questionada pela Polícia Federal.

Alegando razões de “foro íntimo”, Machado optou por não antecipar a pena. Aos raros interlocutores, o ex-presidente da Transpetro diz estar se sentindo ameaçado porque acusou “políticos profissionais dispostos a qualquer coisa para se salvar”. A um amigo, o ex-senador, que tem 70 anos, afirmou que está preparado “para passar o resto” dos seus dias “por conta desta luta”. Quando comenta sua situação, reclama que “é como se a prisão domiciliar já tivesse começado”.

Pelo acordo, Machado vai cumprir três anos de prisão domiciliar seja qual for o resultado dos inquéritos nos quais está envolvido. Cumpridos dois anos e três meses, passará para o regime semiaberto diferenciado. Ele pode ser condenado a no máximo 20 anos de reclusão, mas se as penas ultrapassarem os três anos serão automaticamente convertidas na punição alternativa.

Temendo retaliações, Machado passa a maior parte do tempo na casa de Dunas que teve a segurança reforçada. Pelo menos três camadas de segurança protegem Machado. A primeira formada pelos vigias do bairro. Como na maioria das áreas ricas das grandes cidades, as ruas de Dunas são praticamente desertas. Apenas carrões e as motos de seguranças circulam pela região. Existem relatos de equipes de reportagem abordadas e intimidadas pelos vigias.

Além disso a casa tem uma equipe de ao menos oito seguranças fortemente armados e equipados com coletes à prova de balas que ficam no interior da residência. Na semana passada, a reportagem do Estado esteve no local sem avisar e foi atendida por um deles, que disse gentilmente: “O doutor Sérgio não está. Deu uma saidinha”.

Academia. Machado tem ainda uma equipe de guarda-costas que o acompanha nas cada vez mais raras aparições públicas e impede qualquer pessoa de chegar perto do ex-presidente da Transpetro.

Mas não evita situações embaraçosas. Ele foi hostilizado em uma visita ao Shopping Del Passeo e na academia onde se exercitava sob a orientação do bicampeão mundial de vôlei de praia Roberto Lopes foi chamado de ladrão. Outros frequentadores chegaram a procurar a direção da academia para reclamar. Machado parou de frequentar o local.

Leia maisSérgio Machado, livre, vive sua ‘prisão domiciliar’

Temer faz reunião com Maia e Eunício para discutir reforma da Previdência

Temer

O presidente Michel Temer convocou uma reunião neste domingo, 6, no Palácio do Planalto. Um dos objetivos do encontro, que terminou pouco depois das 15h30, era discutir a tramitação da reforma da Previdência. Além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e do Governo, Antônio Imbassahy, também participaram do encontro.

Quatro dias após ter a denúncia por corrupção passiva contra ele barrada pelo plenário da Câmara, Temer quis sondar com quantos votos pode contar para aprovar a reforma da Previdência, depois de enterrar a denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara, já que houve traições entre os aliados. A denúncia contra o presidente, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi rejeitada por 263 votos.

O peemedebista também debateu pontos da reforma tributária, especificamente uma simplificação do PIS/Cofins, e as próximas votações de medidas provisórias enviadas ao Congresso, como o Refis. As informações são de O Estado de São Paulo.

Leia maisTemer faz reunião com Maia e Eunício para discutir reforma da Previdência

Com aval da CGU, Exército censura informações sobre os militares

O general Villas Bôas às vésperas da Olimpíada Rio-16

Por RUBENS VALENTE – Folha de São Paulo

Se depender do Comando do Exército e da CGU, o cidadão que deseja conhecer o passado no serviço público do comandante, o general Eduardo Villas Bôas, ou do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) nas Forças Armadas vai receber apenas informações editadas e positivas.

As respostas ao cidadão não deverão trazer nenhuma referência que, no entender do Exército, possam atingir a “honra e imagem” do militar.

Essa interpretação foi adotada pelo Comando da Força e referendada, em 2015, pela CGU (Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União).

Na prática, o entendimento esvazia o artigo 31 da Lei de Acesso, que prevê que a restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoa “não poderá ser invocada” pelo Estado brasileiro em “ações voltadas para a recuperação de fatos históricos de maior relevância”.

Leia maisCom aval da CGU, Exército censura informações sobre os militares

Brasil bate Itália em cinco sets e conquista o Grand Prix pela 12ª vez

Brasil

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou neste domingo seu 12.º título do Grand Prix na história, em Nanquim, na China. Este, talvez um dos mais inesperados. Com uma equipe bastante renovada, sem as estrelas que fizeram do País uma das maiores potências do esporte nos últimos anos, o Brasil surpreendeu e garantiu o troféu com uma emocionante vitória na decisão sobre a Itália por 3 sets a 2, com parciais de 26/24, 17/25, 25/22, 22/25 e 15/8.

Em uma final com equipes tão jovens, o duelo foi marcado pelas muitas oscilações de ambos os lados. No primeiro e terceiro sets, o Brasil saiu do buraco para buscar viradas que lhe garantiam vantagem na partida. A Itália, por sua vez, venceu a segunda e a quarta parciais de forma contundente. Mas no tie-break, o time brasileiro embalou, ganhou confiança e atropelou as adversárias.

Com o resultado, o Brasil defende o título conquistado no ano passado, quando ainda era liderado por nomes como Sheilla, Fe Garay, Fabiana, Dani Lins, Thaisa, entre outras, que não fizeram parte do elenco deste ano. Desta vez, Natalia, Bia, Adenizia e Tandara foram as responsáveis por garantir a hegemonia do País. As informações são de O Estado de São Paulo.

error: Content is protected !!
%d blogueiros gostam disto: