CNBB manifesta ‘espanto e indignação’ com denúncias de corrupção

A cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou “espanto” e “indignação” diante das “graves” denúncias de corrupção investigadas pela operação Lava Jato. Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), os dirigentes da entidade ressaltam que “saídas” para a atual crise devem respeitar e fortalecer o Estado democrático de direito. “Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais”, ressalta o documento.

“Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados”, comenta a CNBB. “A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.”

O documento é assinado por dom Sérgio da Rocha Krieger, presidente da CNBB, dom Murilo Ramos, vice-presidente, e dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral, segundo a Agência Estado.

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Aécio recebeu R$ 80 milhões para campanha e continuou pedindo mais

Aecio

Em delação ao Ministério Público, o diretor de Relações Institucionais e de Governo da JBS, Ricardo Saud, relatou, no último dia 7, que o grupo pagou R$ 80 milhões para a campanha do então candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Principal braço direito de Joesley Batista, dono da JBS, nas negociações com políticos do governo ou da oposição, Saud não deu detalhes sobre a forma do repasse ao tucano, mas disse que as “questões” eram na maioria das vezes “ilícitas”.

O delator contou que Joesley sempre “correu” do candidato. “Ele (Aécio) continuou pedindo mais dinheiro após a campanha”, relatou. Saud ainda contou que um homem de prenome Fred era o interlocutor de Aécio para receber o dinheiro, sempre em shopping center movimentado, segundo a Agência Estado.

O dinheiro era guardado por Fred numa mochila de cor preta. Uma pessoa próxima de Aécio conhecida por Fred é o primo dele Frederico Pacheco de Medeiros, preso no âmbito das investigações nesta quinta-feira (18). O delator ainda contou que pagava “propina” a dois intermediários de Eduardo Cunha, Altair e Lúcio Funaro.

Temer deu ‘anuência’ a pagamento de propina, diz Janot

Temer

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, sustenta que o presidente da República, Michel Temer anuiu com o pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso pela Lava Jato, em conversa gravada com o dono da JBS, Joesley Batista.

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual pede a abertura de inquérito sobre Temer, o procurador geral descreve o trecho mais controverso do diálogo, a partir do minuto 11, da seguinte forma: “Joesley afirma que tem procurado manter boa relação com o ex-deputado, mesmo após sua prisão. Temer confirma a necessidade dessa boa relação: ‘tem de manter isso, viu’. Joesley fala de propina paga todo mês, também ao Eduardo Cunha, acerca da qual há a anuência do presidente.”

O presidente Michel Temer nega que tenha dado seu aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha. O Palácio do Planalto questiona pontos do áudio e decidiu pedir perícia para avaliar eventual edição.

JBS diz que pagou R$ 60 milhões em propina para Aécio Neves em 2014

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Por Bela Megale e Camila Mattoso – Folha de São Paulo

Executivos da JBS disseram ao Ministério Público que pagaram pelo menos R$ 60 milhões em propina para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014.

Segundo a delação premiada, em troca do dinheiro desembolsado, o tucano usou o mandato para “beneficiar diretamente interesses do grupo”.

O exemplo citado no documento ao qual a Folha teve acesso foi de que Aécio teria ajudado na liberação de créditos de R$ 12,6 milhões de ICMS da JBS Couros e dos créditos de R$ 11,5 milhões de ICMS da empresa ‘Da Grança’, adquirida pela JBS na compra da Seara.

Há ainda informação de que a companhia ajudou a comprar partidos para entrarem na coligação da chapa candidata à presidência, encabeçada pelo PSDB – derrotada por Dilma Rousseff.

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PF rastreou malas de dinheiro de propina com chips

Dinheiro

As malas e mochilas carregadas com dinheiro de propina da JBS para políticos estavam rastreadas com chips para que a Polícia Federal pudesse rastrear o caminho dos reais. É o que diz o colunista Lauro Jardim, em matéria publicada na noite de quarta-feira (17), no site do jornal “O Globo”.

Conforme a reportagem, foram feitas sete “ações controladas” pela PF – um meio de obtenção de prova em flagrante – durante o mês de abril. Essa foi a primeira vez que isso aconteceu na Operação Lava Jato. Os diálogos e as entregas de malas foram filmadas pela corporação.

Nessas ações, foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores.

STF deve divulgar nesta sexta íntegra da delação de donos da JBS

Edson Fachin

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve divulgar por volta das 12h a íntegra da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. Os depoimentos preencheram cerca de 2 mil páginas, e as oitivas foram gravadas em vídeo.

Nessa quinta-feira (18), após retirar o sigilo dos depoimentos, o STF divulgou o áudio gravado pelo empresário Joesley Batista em uma reunião com o presidente Michel Temer. A prova faz parte da investigação que foi aberta contra o presidente na Suprema Corte. Também foram citados os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrela (PMDB-MG), além de pessoas ligadas a eles, no entanto, essa parte ainda não havia sido divulgada oficialmente.

O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista conversam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos. As informações são da Agência Estado.

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New York Times trata crise brasileira e diz que Temer é ‘acusado de subornar’

Michel Temer

O jornal The New York Times traz reportagem na edição desta sexta-feira na qual aponta o escândalo que envolve o presidente Michel Temer, cujo título é “Líder do Brasil, acusado de subornar, rejeita pedidos de renúncia.”

A reportagem explica o caso no qual o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, holding que controla a JBS entre outras empresas, gravou uma conversa com o presidente em março, na qual aponta que Temer teria sugerido que um esquema de propina para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha precisaria ser mantido.

“A crise girando ao redor o Sr. Temer, 76, indica um ponto crucial em um sistema político que já é marcado por uma turbulência notável”, destaca o correspondente Simon Romero. Ele aponta que o presidente ascendeu ao cargo no ano passado depois de uma “luta de poder” na qual sua antecessora, a ex-presidente Dilma Rousseff, sofreu impeachment. As informações são de O Estado de São Paulo.

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Temer pediu mesada para ex-ministro de Dilma, diz dono da JBS

Michel Temer

O empresário ainda disse, em delação, que Michel Temer solicita pagamentos de propina há sete anos

O presidente Michel Temer (PMDB) solicitou uma mesada de R$ 100 mil para o ex-ministro da Agricultura de Dilma Rousseff (PT), Wagner Rossi, segundo delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. A informação é do portal de notícias Poder 360, do jornalista Fernando Rodrigues.

De acordo com a matéria publicada nesta sexta-feira (19), o executivo afirmou que o valor teria sido pago por 1 ano. O presidente pediu o pagamento após o ex-ministro deixar o governo em 2011, relata Joesley.

O empresário ainda disse, em delação, que Michel Temer solicita pagamentos de propina há sete anos.

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