Metade dos juízes que ganham auxílio-moradia em SP tem imóvel

Fachada de dois luxuosos edifícios brancos.

Quase metade dos juízes da cidade de São Paulo que recebem auxílio-moradia dos cofres públicos tem casa própria na capital do Estado. Alguns acumulam mais de uma propriedade, sendo que o campeão tem em seu nome 60 imóveis.

Folha cruzou a lista de magistrados que trabalham na capital e ganham o benefício com os dados de proprietários de imóveis constante no cadastro de IPTU da prefeitura.

Estão claramente identificados na lista pública do Conselho Nacional de Justiça 2.275 juízes atuando na cidade de São Paulo, considerando a Justiça estadual, federal, do trabalho e militar.

Desses, 30% (680) recebem os R$ 4.378 mensais de auxílio para moradia mesmo tendo imóvel na capital. Considerando apenas o universo de juízes que recebem o auxílio, 43% possuem imóvel na capital.

Os dados mostram que 215 desses magistrados têm mais de um imóvel em seu nome. As informações são da Folha de São Paulo.

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Um milhão de vagas de gerente foram eliminadas na última década

Procurando emprego

Com a meta de enxugar custos em tempos de crise e modernizar suas estruturas, as empresas brasileiras eliminaram mais de 1 milhão de vagas de gerência e supervisão ao longo dos últimos dez anos. Dados pesquisados pela Folha no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que esse processo se acelerou entre 2015 e 2017, período em que o país viveu a maior recessão desde os anos 1980.

Apenas nesses três anos, ficou em 538 mil o saldo negativo entre contratações e demissões de gerentes e supervisores em regime de carteira assinada. O ranking das ocupações em 2017 ajuda a ilustrar o movimento. Entre os dez campeões de postos eliminados, cinco estão na chamada “chefia intermediária”: supervisor e gerente administrativo, gerente de loja e supermercado, gerente comercial e gerente de vendas.

“A maior parte das empresas colocou as lideranças no limite nos últimos anos”, afirma Ricardo Basaglia, diretor-executivo da consultoria Michael Page. “Com a crise, o mercado consumidor diminuiu de tamanho, e as empresas se adequaram a esse novo cenário”, avalia. As informações são de Maeli Prado – Folha de São Paulo.

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Marcelo Odebrecht insinua que cunhado destruiu provas

Rosto de Marcelo Odebrecht de perfil dentro de um carro escuro

A batalha de Marcelo Odebrecht contra a família ganhou um novo capítulo e um novo tom. Em depoimento prestado à Polícia Federal, que continua sob sigilo, ele diz que seu cunhado e vice-presidente jurídico do grupo, Maurício Ferro, ajudou a acabar com o chamado Setor de Operações Estruturadas, mais conhecido como departamento de propinas da empresa.

O pedido feito a Ferro era para que ele saneasse e extinguisse o tal departamento.

Ferro não faz parte do grupo de 78 delatores da Odebrecht após o acordo que a empresa fechou com a Procuradoria-Geral da República em dezembro de 2016. Desde 2013, ele é vice-presidente jurídico do grupo Odebrecht, o mesmo cargo que ocupou antes na Braskem, petroquímica formada pela Odebrecht e Petrobras que também se envolveu em corrupção e fez acordo para se livrar dos processos.

Segundo Marcelo, ele próprio pediu que Ferro desse fim ao departamento quando ainda presidia o grupo, no começo de 2015. O Setor de Operações Estruturadas era subordinado diretamente a Marcelo. As informações são de Mario Cesar Carvalho e Wálter Nunes – Folha de São Paulo.

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Políticos pré-candidatos às eleições deste ano privilegiam suas bases

Beltrão

A dois meses de deixarem os cargos para disputar as eleições, sete ministros-candidatos do governo Michel Temer aumentaram a liberação de recursos para seus Estados de origem e privilegiaram suas bases eleitorais nas agendas oficiais, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”.

No Ministério do Turismo, Marx Beltrão (MDB-AL) destinou no ano passado R$ 72 milhões para cidades de Alagoas, um aumento em relação ao ano anterior de 269%, o que tornou Alagoas o campeão de investimento em Turismo no país. No Ministério da Saúde, comandado por Ricardo Barros (PP-PR), o valor dos convênios firmados no Paraná mais do que dobrou: chegou a R$ 221,6 milhões em 2017.

A maior concentração de repasses a um mesmo Estado ocorreu no Ministério do Meio Ambiente, comandado por Sarney Filho (PV). Dos R$ 50,5 milhões autorizados via convênios no ano, R$ 37,4 milhões (74%) foram para o Maranhão.

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PF prende em Portugal operador de propinas da Lava Jato

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A Polícia Federal prendeu na tarde deste sábado (3) em Portugal, o operador de propinas Raul Schmidt, acusado no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras alvo da Operação Lava Jato. Ele era procurado desde que o processo de extradição para o Brasil foi concluído pela Justiça portuguesa.

Schmidt chegou a ser preso em março de 2016 na primeira fase internacional da Lava Jato, mas foi solto. Ele morava em Portugal e tem cidadania portuguesa.

A Justiça portuguesa negou os recursos do brasileiro e em janeiro determinou que a extradição seja executada, conforme acórdão de dezembro de 2016.

A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR) atuou em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir a extradição.

A prisão ocorreu por volta das 12h30, com a Polícia Judiciária de Portugal, PF e equipes do Ministério Público Federal. O alvo estava em uma residência em Sabugal, localidade há uma hora de Lisboa. As informações são da Agência Estado.

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Ex-presidente do PT ataca Doria e chama tucano de ‘vagabundo’

Ex-presidente nacional do PT, o ex-deputado estadual Rui Falcão (SP) chamou o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), de “vagabundo”. A ofensa foi proferida durante um evento do partido batizado de “inauguração popular” do viaduto que leva o nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A obra viária foi aberta ao público em 3 de janeiro,

Doria, crítico de Lula, não concordou com a homenagem, proposta pelo vereador Paulo Reis (PT) e aprovada pela Câmara Municipal em dezembro do ano passado. Marisa morreu há um ano em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O tucano considera “injusta a homenagem a alguém envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no País e que nunca morou na cidade nem jamais lhe trouxe qualquer benefício”, conforme disse na ocasião. O viaduto fica no Jardim São Luís, na zona sul paulistana. As informações são do UOL

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MEC prorroga adesão de estados e municípios ao Mais Alfabetização

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As escolas terão prazo até 16 de fevereiro para fazer sua inscrição no programa

O prazo para estados e municípios aderirem ao Programa Mais Alfabetização foi prorrogado para 15 de fevereiro. A data anterior para o fim do período de adesão era ontem (2). A adesão deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação. As escolas terão prazo até 16 de fevereiro para fazer sua inscrição no programa.

O programa foi criado para apoiar escolas no processo de alfabetização dos estudantes de todas as turmas do primeiro e do segundo anos do ensino fundamental. A proposta consiste em reforçar o trabalho do professor com a participação de um assistente, a fim de aprimorar a experiência dos alunos nas áreas de leitura, redação e matemática. Os assistentes serão estudantes de pedagogia e licenciatura. A previsão é que o programa esteja funcionando em março. Serão investidos R$ 200 milhões para o pagamento dos assistentes pedagógicos. A expectativa é atender a 4,2 milhões de alunos em aproximadamente 200 mil turmas espalhadas pelo Brasil.

O repasse será feito por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e os auxiliares receberão R$ 150 por mês para cada turma em que atuarem, podendo acumular até oito turmas. Não há vínculo empregatício. Os candidatos a assistente devem, obrigatoriamente, passar por um processo de seleção elaborado pelos municípios. O programa Mais Alfabetização faz parte da Política Nacional de Alfabetização, lançada pelo MEC em 2017 para combater a estagnação dos baixos índices registrados pela Avaliação Nacional de Alfabetização. O conjunto de iniciativas terá investimento total de R$ 523 milhões. As informações são do Correio Braziliense.

Em sete meses, Petrobras já alterou 144 vezes o preço da gasolina

O governo admite que os sucessivos reajustes na gasolina podem pressionar a inflação de 2018. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Desde julho do ano passado, quando adotou uma nova política de preços para os combustíveis, a Petrobras já promoveu 144 ajustes, 24 apenas neste ano. Nessa sexta, anunciou aumento de 0,5% para gasolina e de 0,6% no diesel, a vigorar a partir deste sábado. Tantos movimentos resultaram numa alta acumulada de 15% em 2017. Mas, com algumas reduções este ano, o reajuste acumulado desde então é de cerca de 8%. O dado revelou o descompasso dos preços praticados pelos postos de Brasília, cuja alta é de quase 30%.

Nas bombas do Distrito Federal, o aumento entre o valor mais baixo registrado em 4 de julho do ano passado, de R$ 3,05, e o menor verificado ontem, em Taguatinga, de R$ 3,88, é de 27,21%. Essa distorção ocorre, conforme a estatal, porque os preços são livres no Brasil. Mesmo que a Petrobras promova reduções nas refinarias, as distribuidoras e os donos de postos colocam suas margens em cima e, infelizmente, estão sempre mais dispostos a aumentar do que a reduzir os valores cobrados.

Por conta disso, o governo admite que os sucessivos reajustes na gasolina podem pressionar a inflação de 2018. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse ontem que o aumento no valor dos combustíveis é “sempre um problema”. “Para o cidadão comum, pesam mais, porque ele olha o preço de cada coisa, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é uma média de centenas de itens. Ainda vamos ver como é que vai ficar a inflação ao longo do ano”, disse. As informações são do Correio Braziliense.

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