Ciro e PT descartam aliança

Ciro Gomes

Cercado de indagações sobre uma possível aliança com o PT, o pré-candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou neste sábado (5) que é quase nula a chance de ter alguém do partido na posição de vice em sua chapa. “Acho que é próxima de zero”, disse ele sobre a hipótese de uma parceria no primeiro turno com a legenda do ex-presidente Lula.

“Claro que seria (bem-vindo um apoio do PT). Imagine um camarada que precisa de todos os votos do país para governar. Só que eu sou um homem vivido. A natureza do PT, e eu entendo isso, respeito, é ter seu próprio candidato.”

O ex-ministro participou em Guarulhos do congresso nacional do PDT Diversidade, o grupo LGBT do partido. Discursou para uma plateia de correligionários que incluía lideranças gays, lésbicas e transexuais.

No palco do evento, o presidenciável disse que seu programa de governo terá ações para combater o preconceito. Discriminar alguém “pela mera questão da orientação sexual”, discursou, “é medieval”.

“Esta polêmica eu quero para mim”, disse, ao defender que não haverá um país justo se as diferenças não forem tratadas com respeito e tolerância. “São 20 milhões de pessoas, aqueles que se assumiram. Os que não têm coragem, frouxos e covardes, como certos candidatos, sabe? Certos candidatos que apresentam muita homofobia eu acho que é medo de sair do armário”, afirmou, para risos e aplausos da plateia. “Não tô falando de ninguém. Qualquer semelhança…”, continuou.

“A pessoa dizer o seguinte: se a criança começar a vir com aquele jeitinho gay você dá umas quatro ‘porrada’, você conserta, aí tem. Aí tem. Não tenho a menor dúvida de que aí tem.”

A reportagem perguntou a ele, na saída, se era uma referência ao adversário Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que já fez declarações consideradas homofóbicas, ou a outro concorrente. “Não citei ninguém”, respondeu.

Do outro lado. Ainda mais incisivo que Ciro Gomes quanto a uma aliança entre PT e PDT em torno da candidatura do cearense, o candidato do partido de Lula ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, rejeitou completamente a possibilidade. “Está 100% descartada (a aliança com Ciro)”, disse o petista, destacando que isso não seria viável pois a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será registrada no dia 15 de agosto.

“No primeiro turno (não estaremos juntos). Qual é o problema? Não há problema na candidatura do Ciro, da Manoela (D’Ávila, PCdoB), do (Guilherme) Boulos (PSOL)”, apontou.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, ele admitiu falta de consenso no partido para a escolha de um nome alternativo caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja mesmo impedido de concorrer.

Segundo ele, a busca de um plano B seria antecipar uma discussão. “Não precisamos gastar energia com isso. Não haveria consenso. Vamos antecipar discussão para que, se o nosso candidato é o Lula?”.

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