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Com alta de importações, RN registra déficit de US$ 20,5 milhões na balança comercial do primeiro bimestre de 2021

Compra de equipamentos para geração de energia eólica causou alta nas importações entre janeiro e fevereiro. — Foto: Moraes Neto/Sebre/Divulgação

A balança comercial do Rio Grande do Norte fechou o primeiro bimestre do ano deficitária. O volume das importações em janeiro e fevereiro superou o das exportações, o que resultou em um saldo negativo de US$ 20,5 milhões. Isso representa uma redução de 164% em relação ao saldo acumulado nos dois primeiros meses do ano passado, quando o saldo do período foi de US$ 31,8 milhões.

Enquanto as exportações atingiram valores de US$ 56,3 milhões, as importações dispararam mesmo com a alta do câmbio e alcançaram o patamar de US$ 76,9 milhões – a maior alta registrada pela série histórica dos últimos cinco anos.

A principal motivação está na compra de equipamentos para o setor eólico, que contribuiu com um acréscimo de quase US$ 45 milhões nas importações do estado. Por outro lado, as frutas frescas, como melões e melancias, que são os principais produtos exportados pelo estado, registraram queda em comparação com o ano anterior.

As informações sobre as operações do Rio Grande do Norte no mercado internacional estão no informativo mensal elaborado pelo Sebrae, e divulgado nesta sexta-feira (12), sobre a balança comercial potiguar. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Produtos

As vendas acumulados dos itens da pauta de exportação potiguar no bimestre são 11% menores que no mesmo intervalo de 2020, quando o estado exportou US$ 63,5 milhões. Nesse período, os itens mais enviados ao mercado internacional foram os melões, com cerca de 45,7 mil toneladas da fruta, o equivalente a US$ 25,7 milhões negociados. O segundo item da pauta do bimestre foram as melancias com 17,1 mil toneladas exportadas e US$ 7,2 milhões.

Juntas, essas duas frutas respondem em média por metade da pauta de exportação do RN e diminuíram no bimestre cerca de 11 mil toneladas em comparação com o primeiro bimestre do ano passado – uma defasagem de aproximadamente US$ 3 milhões.

O açúcar também entrou na lista de produtos exportados entre os meses de janeiro e fevereiro, com um volume de US$ 5,4 milhões, tornando-se o terceiro item mais exportado pelo RN. As mercadorias potiguares tiveram como principais destinos a Espanha (US$ 10,2 milhões), os Estados Unidos (US$ 10,1 milhões) e a Holanda (US$ 10 milhões).

Indústria eólica

O principal motivo do déficit no saldo da balança comercial do RN, no entanto, está ligado diretamente a uma mudança na pauta de importação. O trigo e as misturas com centeio, que tradicionalmente são os produtos mais importados pelo estado, cederam lugar no primeiro bimestre do ano aos equipamentos para a indústria da energia eólica. Esses produtos contribuíram com um acréscimo de quase US$ 45 milhões. Com isso, as importações do bimestre foram as melhores desde 2017, saindo de US$ 31,6 milhões em 2020 para US$ 76,9 milhões neste ano. Uma alta de 143% no comparativo de um bimestre com o outro dos respectivos anos, 2020 contra 2021.

Com o acúmulo das importações de janeiro (US$ 61,1 milhões) e fevereiro (US$ 15,7 milhões), as compras do RN no mercado externo foram maiores que as vendas, resultando em um saldo negativo de US$ 20,5 milhões na balança comercial, consequentemente o pior dos últimos cinco anos. Depois dos equipamentos eólicos, vindos da China, aparece em segundo lugar na pauta do bimestre o trigo, com uma negociação da ordem de US$ 9,1 milhões, e o coque de petróleo em seguida com valores de US$ 2,2 milhões acumulados nesses dois primeiros meses de 2021.

Com as importações da China, o país asiático assumiu a liderança dos países de origem das compras internacionais do RN, com uma importação total de US$ 50,7 milhões. Depois, vem a Argentina (US$ 10,1 milhões) e os Estados Unidos (US$ 3,8 milhões).

G1RN

 

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