Com crise, Congresso tenta salvação com ‘distritão’

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Estrago da Lava-Jato nos partidos deu força à ideia de criar o sistema, que ajudaria quem quer se reeleger

No momento em que os partidos tradicionais, alvejados pela Operação Lava-Jato, procuram saídas para sua sobrevivência em 2018, cresceu no Congresso o apoio a uma polêmica proposta de mudança no sistema eleitoral. Trata-se da alteração na eleição de deputados e vereadores, que passariam a ser eleitos pelo chamado “distritão”, sistema utilizado em apenas quatro países: Afeganistão, Jordânia, Vanuatu e Pitcairn (território britânico numa pequena ilha do Oceano Pacifico).

Pelo novo modelo, são eleitos para o parlamento os candidatos mais votados, independentemente do apoio que seus partidos recebam. Hoje, as cadeiras de deputados e vereadores são distribuídas primeiro de forma proporcional aos votos recebido pelos partidos ou coligações, e ocupadas pelos candidatos mais votados destes grupos.

A avaliação reinante na Câmara é que, diante da crise que atinge todos os partidos tradicionais, o “distritão” seria a melhor forma de garantir que os atuais detentores de mandato se reelejam. A princípio, a nova regra só valeria para 2018.

O discurso é que ela funcionaria como uma transição para o voto distrital misto. Este sistema, usado na Alemanha, é apontado por muitos especialistas como uma alternativa melhor que a atual, uma vez que metade dos deputados seria escolhida em uma lista partidária e a outra metade de forma majoritária, como em uma eleição de prefeito, em distritos eleitorais. As informações são de O Globo.

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