Contrato de 26 milhões do TSE para totalização de votos não teve licitação

Contrato de 26 milhões do TSE para totalização de votos não teve licitação

Giuseppe Janino, o insubstituível secretário de Tecnologia do TSE, disse há pouco em coletiva que “a inteligência artificial teve dificuldade de aprender” a processar o grande volume de votos, o que atrasou a totalização.

Ao atualizar a explicação para a falha de ontem, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que o ‘supercomputador’ da Oracle foi entregue apenas em agosto, “em boa medida por causa da pandemia”.

“Essa demora impediu que nele se realizassem todos os testes prévios, com a reprodução do exato ambiente das eleições”.

O TSE pagou R$ 26 milhões pelo serviço de “Cloud at Customer Oracle”, em contrato assinado em março sem licitação. O Antagonista apurou que o citado equipamento é constituído de vários blocos de mercado, como um lego, otimizado para rodar o banco Oracle.

É feito para suportar falhas em praticamente todos os componentes e seguir trabalhando. Parte por redundância, parte pela inteligência artificial que detecta componentes prestes a falhar e toma medidas para isolá-los.

Especialistas em TI garantem que uma falha não deveria causar o que causou, a menos que tenha ocorrido problemas de implementação, decorrentes do tempo curto e sem o devido cuidado. Pela nova explicação de Barroso, parece ter acontecido exatamente isso.

Quem conhece do assunto garante que há outras soluções mais inteligentes e econômicas no mercado. E que o grande benefício de um serviço de ‘nuvem’ é poder usar datacenters do Google, da Microsoft ou da Amazon, que possuem capacidade ajustável sob demanda – e sem necessidade de uma máquina física dentro do TSE.

Além disso, paga-se pelo uso. Em mês de eleição, usa-se a capacidade máxima; nos demais meses, a mínima. No edital, o TSE informa que optou pela modalidade ‘non-metered’, ou seja, pagando por 100% da capacidade independentemente do uso.

Com informações do O Antagonista

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